25 de fevereiro de 2017

Duzentos mil acessos

No dia 18 de fevereiro este blog atingiu a marca histórica de 200 mil acessos

O blog surgiu da vontade e gosto pela escrita. Uma forma de evangelizar levando as pessoas coisas simples, mas que podem nos ajudar a refletir sobre a nossa fé, sendo luz na nossa caminhada.

Agradeço a todos que passam por aqui. Aos que continuam acompanhando este simples trabalho feito com dedicação. Deus abençoa a todos. 

"Sejamos Evangelhos vivos!" (São João Calábria)


23 de fevereiro de 2017

A QUEM NÓS SERVIMOS?

Diz um ditado: "Diga-me com quem andas, que direi quem és!"

Parafraseando poderíamos dizer: "Diga-me a quem serves, que direi quem és!"

Estimados irmãos e irmãs. Grande a nossa alegria podermos nos encontrar todos os Domingos na casa do Senhor. Ele sempre nos espera como um pai que tem saudades dos seus filhos quando não os vê. Sim! Noss Deus é um grande Pai sempre atencioso e cuidadoso e que sente saudades dos seus filhos quando estão longe deles.

Neste oitavo Domingo do Tempo Comum o profeta Isaías (49, 14-15) nos faz refletir sobre esse amor de Deus por nós. Geralmente a mãe faz de tudo para proteger seu filho. Mas se acontecer de ela não cuidar, Deus cuida de seus filhos. "Eu não me esquecerei de ti", diz o Senhor pela boca do profeta aos seus eleitos.

Muitos de nós já fizemos em algum momento da vida a experiência do abandono. Talvez não tenhamos lembranças, mas é algo que nos deixa inseguros, com medo. Mesmo que nossos cuidadores nos abandonem, Deus nunca nos abandonará, pois Ele nos criou e cuida sempre de toda a sua criação. Essa imagem vemos refletida também no Evangelho (Mt 6, 24-34) quando Jesus diz que se Deus pensa nas aves do céu e nas flores do campo, pensará ainda mais em seus filho e filhas criados a sua imagem e semelhança.

Nestes momentos precisamos rezar com o salmista (Salmo 61): "Só em Deus a minha alma tem repouso, só ele é meu rochedo e salvação". O Senhor é "a fortaleza, onde encontramos segurança", continua a oração do Salmo.

A experiência do abandono de Deus acontece não porque Ele nos abandona, mas porque nós queremos andar sozinhos. Pensamos que não precisamos de Deus em nossa vida e que Ele foi invenção da mente humana. Infeliz de quem pensa assim. Precisa mergulhar na busca da verdade.

Quando abandonamos Deus, vamos nos apegando em outras coisas que possam nos dar segurança, ou a sensação de segurança. Existem muitos meios que nos dão a segurança externa, mas a segurança maior que precisamos é a de estar no caminho de Deus para salvar a nossa alma. Não podemos pensar apenas em proteger as coisas, mas acima de tudo deveríamos blindar o nosso coração para que ele não seja contaminado por tanta coisa ruim que nos tiram do foco e matam a nossa fé.

Jesus já alerta dizendo que não podemos servir a dois senhores. O nosso coração é de Deus ou não é de Deus; está ou não está com Ele. Quantas vezes corremos o risco de querer dividir o nosso coração. Para Deus não pode ser assim. Ele não pode estar em segundo lugar.

O que fazemos, pensamos diz em quem nós acreditamos. Quando buscamos Deus com sinceridade nossas ações vão sendo transformadas. Nossas ações expressam o que o nosso coração sente. Nossa boca proclama aquilo que está em nosso coração. A quem você serve?

Precisamos vigiar sempre para não nos desviarmos do caminho correto. A nossa única preocupação, busca deve ser a construção do Reino de Deus. Quando nos empenhamos nesta busca, o Senhor nos assegura tudo aquilo do que necessitamos para a nossa caminhada. O foco deve ser um só. Precisamos vigiar para não nos desviarmos do caminho. E não precisamos ter medo, pois o Senhor caminha conosco; só nele a nossa alma tem repouso, tem paz, sente-se em segurança.

Peçamos ao Espírito Santo que iluminando a nossa vida nos ajude a permanecermos no caminho do Senhor. Que não percamos o foco da nossa vida, mas que o busquemos realmente em primeiro lugar, pois sem Ele não temos vida.

Cuidemos para que a nossa vida espiritual não enfraqueça, pois quanto mais longe de Deus, mais inseguros estaremos e infelizes seremos.

Abençoado Domingo e uma semana de paz e bênçãos.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

17 de fevereiro de 2017

SEDE PERFEITOS COMO O VOSSO PAI CELESTE É PERFEITO

Estimados irmãos e irmãs. Estamos no 7º Domingo do Tempo Comum e a Palavra de Deus é bastante provocativa. O Senhor faz um convite que não podemos recusar caso queiramos estar sempre com ele: a santidade.

Ao falar com Moisés o Senhor já manifesta o seu desejo de como deve ser o seu povo. Ele deve se distinguir dos demais. Não pode fazer as mesmas coisas, ter os mesmos pensamentos. Precisa caminhar e proceder difere.

Os mandamentos que Ele coloca como parâmetro para seus filhos é com o objetivo de que eles tenham vida. O Senhor vai indicando a direção que o seu povo precisa caminhar. Vejamos: "Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo". (Levítico 19, 2).

O parâmetro sempre é o próprio Senhor. As vezes queremos ser igual a fulano porque ele fala bem, é famoso, rico etc. Em nossa vida devemos imitar sempre ao Senhor. Só Ele é digno de ser amado, adorado e seguido.

O que é ser santo? A Palavra nos responde: "Não tenhas no teu coração ódio contra o teu irmão... Amarás o teu próximo como a ti mesmo." (Lv 19, 17-18). Enfim, no caminho de santidade precisamos cuidar para que o nosso coração não seja contaminado pelas coisas ruins, pela maldade. Em tudo e em todos amar e servir o Senhor.

São Paulo na carta aos Coríntios (3,16-23) também fala disso lembrando os fiéis que somos santuário de Deus e que o  Espírito mora em nós. Sendo assim, precisamos viver de acordo com a nossa fé. Nossas ações não podem contradizer a nossa fé.

No Evangelho (Mateus 5, 38-48) Jesus também nos faz o mesmo apelo. Precisamos amar a todos sem distinção, inclusive aqueles que podem nos prejudicar, porque o amor é gratuito e Deus amou a todos. Assim como Deus quer o bem de todos, nós também devemos querer. Por isso o trecho do Evangelho deste Domingo termina exortando: "Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito".

O Mestre é muito e exigente. Não podemos viver a vida com meias medidas. Ou Deus é o Senhor da nossa vida, ou não é. Sendo Ele o nosso Deus temos o dever de transformar a nossa vivência de acordo com o seu projeto, os seus ensinamentos.

Abençoado Domingo e uma semana de paz.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

10 de fevereiro de 2017

DIANTE DE TI ESTÃO A VIDA E A MORTE

Estimados irmãos e irmãs. Bom podermos mais uma vez participar da santa Missa dominical e ouvir aquilo que o Senhor tem a nos ensinar como um Pai cheio de amor e misericórdia. Encontramo-nos em sua casa para também partir o Pão da Eucaristia e partilhar as nossas alegrias e os desafios.


Na Leitura do Livro do Eclesiástico (15,16-21) o Senhor lembra o seu povo, e a todos nós hoje, a liberdade que Ele nos deu e da consequência das escolhas erradas que nós fazemos: DIANTE DE TI ESTÃO A VIDA E A MORTE e precisamos saber escolher. Quais os critérios que temos para discernir e escolher a vida? Sua Palavra e o Espírito Santo.

Aqui compreendemos a importância da oração que tanto já falamos e da intimidade com a Palavra de Deus. Ela precisa ser rezada, estudada e vivida. Precisamos saber que ela é vida na vida de um povo e deve ser vida na nossa vida.

Quantos vezes escolhemos mal? Por quê? Porque nos deixamos guiar apenas por nossas emoções. A sabedoria da Palavra de Deus nos faz vencer e sacrificar as emoções, nossos sentimentalismos exagerados. Quantas vezes deixamos que a emoção fale mais alto que a razão? Conseguiremos um equilibrio exercitando o nosso espírito na oração, na intimidade com o Senhor.

Jesus, no Evangelho (Mateus 5,17-37) deste 6º Domingo do Tempo Comum, deixa bem claro que Ele não veio anular a história e o Antigo Testamento. Ele foi enviado pelo Pai para cumprir tudo o que já foi dito; para confirmar tudo o que Deus falou pelos Profetas; para realizar a plenitude da revelação e assim nos conceder a Salvação que todos aguardamos.

Jesus retoma os Mandamentos que Moisés habia prescrevido ao povo, mostrando que Ele veio para mostrar que a vida em abundância de todos os filhos de Deus está na acolhida e cumprimento dos preceitos divinos. Tudo o que vai contra a Palavra produz morte. A vida só está no cumprimento da Palavra, em Cristo, Palavra viva. Só temos vida estando no Filho que nos revela o Pai através do Espírito Santo (Mistério da Santíssima Trindade).

Deus é assim mesmo. Ele fez tudo para que vivêssemos bem e fez bem todas as coisas. Cabe a cada um de nós acolhermos e vivermos segundo o seu Projeto de Amor. E quando vivemos este grande Projeto de Misericórdia, como nos lembra São Paulo na Segunda Leitura aos Coríntios (2,6-10), estaremos para sempre com Ele, pois “o que Deus preparou para os que o amam olhos jamais viram nem ouvidos jamais ouviram nem coração nenhum pressentiu”.

Fica o convite do salmista (Salmo 118): “Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!” Isso mesmo, na Lei do Senhor vamos progredindo dia a dia vencendo nossas limitações.

“Santifiquemo-nos para santificar o mundo” (São João Calábria).

Abençoado Domingo e uma semana cheia de paz!

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

2 de fevereiro de 2017

BRILHE A LUZ DE DEUS EM NOSSA VIDA

Estimados irmãos e irmãs. Estamos no 5º Domingo do Tempo Comum. Vamos ao encontro da luz de Cristo para que ela ilumine a nossa vida. Desejo que a graça e as bênçãos de Deus estejam sobre você e a sua família.

Provavelmente você já deve ter provado um alimento sem sal. Ele se torna estranho. O sal tem o poder de dar, ou fazer com que o sabor do alimento se manifeste. Ele desaparece depois de dissolvido, mas sua presença é marcante.

Igualmente já deves ter feito a experiência da escuridão seja em casa ou na rua. Sem a luz caminhamos com medo de tropeçar em algum objeto ou cair no buraco. A luz torna as coisas visíveis a nossos olhos. Ausência dela é trevas.

Todos nós acreditamos em alguma coisa. Alguns creem nas magias; outros em deuses criados pelos homens; outros em astros; mas nós cremos em Deus, luz verdadeira que nunca se apaga. Deus manifestado sobretudo na pessoa de Jesus Cristo que se encarnou e se fez um de nós.

No dia dois celebramos a Festa da Apresentação do Senhor. É o próprio Cristo que se manifesta a todos nós como luz do mundo. Ele nos ilumina com o esplendor da sua glória. Vem trazer-nos a salvação.

Quando não temos fé vivemos como que tateando pelo mundo. Buscar luz onde ela não existe é um fracasso. Quando alguém busca fama, sucesso, drogas, dinheiro, poder, está buscando uma luz para si próprio e essa luz não é verdadeira pois ela se acende somente por um momento. A pessoa sente-se frustrada e insaciável. Em algum momento cansa e desanima.

Quando deixamos a luz que é Jesus Cristo iluminar a nossa vida, caminhamos com mais segurança e alegria. Não temos medo das trevas e sabemos que essa luz nunca se apagará. Ele é a luz verdadeira, a luz do mundo.

No Batismo todos nós recebemos a luz de Cristo na vela acesa no Círio Pascal. Então não somos mais das trevas e nem da noite. Somos filhos da luz. Está previsto também, ainda que pouco se aplica, o uso do sal no rito do Batismo. São dois símbolos para mostrar que a nossa vida não pode ser vivida sem sentido e sem a luz.

Quando deixamos Cristo ser a nossa luz, ela também brilha no mundo através das obras de caridade. É por isso que Jesus diz no Evangelho (Mateus 5,13-16) deste Domingo: “brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

O profeta Isaías (58,7-10) também fala de diversas obras de caridade como manifestação do amor de Deus por aqueles que o amam e o seguem.

A lógica de Jesus é diferente. Brilhe a luz para que vendo as boas obras deem glória a Deus Pai. Podemos cair na tentação de fazer coisas só para sermos elogiados. Queremos manifestar a nós mesmos e não o amor de Deus. Quando isso acontece, a nossa motivação vai se esvaziando e vamos desanimando até desistirmos de continuar fazendo o que tínhamos começado.

Quando procuramos sucesso utilizando as coisas de Deus ou o próprio Evangelho, estamos pecando porque não somos nós que devemos aparecer, mas é Jesus Cristo. Não podemos, é claro, esconder essa luz que brilha em nós. Precisamos fazer com que ela ilumine ainda mais a nossa vida e a nossas ações.

Rezemos neste Domingo por aqueles que ainda não encontraram a razão da sua vida e vivem como que insossos. Também por aqueles que vivem mergulhados nas trevas da corrupção, drogas, prostituição, rancor, inveja, maledicência.

Que a luz de Cristo ilumine a nossa vida todos os dias. Amém.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.


26 de janeiro de 2017

BEM-AVENTURANÇAS, CAMINHO DE SANTIDADE

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus nosso Senhor!

Vamos ao encontro do Senhor que nos espera em cada santa missa para se revelar a nós na comunidade reunida, na Palavra refletida e na Eucaristia partilhada. Mas não vamos de qualquer jeito. Vamos com o coração aberto, participemos de corpo e espírito para que sejamos santificados sempre mais. A oração deve tomar todo o nosso ser realizando-a com alegria, entusiasmo e fé.

O Evangelho (Mateus 5,1-12a) deste 4º Domingo do Tempo Comum nos apresenta as bem-aventuranças. Elas são, para os cristãos, caminho seguro de santidade. Jesus coloca alguns valores que devem permear a vida dos seus seguidores. Valores que são indispensáveis aos filhos de Deus.

Olhando para o texto do Evangelho vemos o quanto é desafiador vivê-lo pois os não cristãos vivem valores contrários e aparentemente parecem ser mais felizes. Pelo menos, é isso que a mídia mostra muito. Pessoas vivendo apenas pelos seus instintos, desejos, prazeres e felizes. Será? Se fossem felizes realmente não teríamos um número tão alto de pessoas com depressão e suicídios. Estes são sintomas de uma busca por felicidade onde ela não está.

Busca-se a felicidade em coisas passageiras. Assim, esta felicidade torna-se diluída. Hoje estou rindo, amanhã estou chorando. São coisas líquidas, como nos lembra o sociólogo Bauman. Tudo se diluí, de desfaz em instantes. Assim são as pessoas que não colocam como base Deus.

A verdadeira felicidade, oferecida pelo Evangelho, é duradoura e estável. A pessoa permanece mais serena mesmo quando sobrevierem os sofrimentos. Porque ela se fundamenta em valores concretos e que produzem uma paz que ninguém a nada pode nos dar.

Vejamos os valores que o Evangelho de hoje nos apresenta e faça você mesmo uma autocrítica para ver se estás vivendo e como os não cristãos apresentam coisas realmente contrárias a isso.

Jesus diz que são bem-aventurados, ou seja, felizes, os pobres em espírito; os aflitos; os mansos; os que têm fome e sede de justiça; os misericordiosos; os puros de coração; os que promovem a paz; os que são perseguidos por causa da justiça; os que são injuriados por causa do Evangelho.

O que vemos em destaque nas novelas, nos ditos famosos são coisas totalmente contrárias. Para eles o mais feliz é o orgulhoso e o que tem muito dinheiro e posses; aquele que não se preocupa com os irmãos; os que promovem guerras, brigas, discussões, bate boca; os que roubam de todos os lados preocupados apenas consigo mesmos; os que se vingam, matam, assassinam; perdão é para fracassados, é dar o braço a torcer; felizes são os que fazem do prazer um templo de realização e felicidade e assim por diante.

Precisamos nos motivar na prática dos valores evangélicos. Não podemos deixar que o nosso coração, a nossa consciência, as nossas famílias sejam contaminadas por tanto veneno jogado ao vento como se fossem coisas boas. Deus quer a nossa felicidade, mas não qualquer felicidade. A alegria com Deus é da inclusão e não da exclusão. Jesus quer que partilhemos a nossa felicidade com os outros. Que sejamos felizes juntos, que partilhemos da alegria de sermos filhos amados e de estarmos contribuindo na edificação do seu Reino.

Assim a lógica de Deus vai confundindo os que não são simples e humildes. São Paulo ao escrever ao Coríntios (1Cor 1,26-31) nos lembra disso: “Deus escolheu o que o mundo considera fraco, para assim confundir o que é forte”. Sim! Deus é assim mesmo porque Ele não precisa da nossa grandeza miserável, mas da nossa humildade. É Ele quem tudo faz e só pode fazer através daqueles que são simples, humildes, que tem sede de justiça, paz; daqueles que são puros de coração.

Vamos crescer juntos na escola de Jesus Cristo. Não permitamos que o nosso coração seja contaminado.

Abençoado Domingo e abençoada semana.

Pe. Hermes José Novakoski,
Pobre Servo da Divina Providência!

25 de janeiro de 2017

Venha celebrar conosco estes 17 anos de Providência

Santa missa no dia 04/02/2017 às 7h no COV Nazaré

Consagraremos nossas famílias ao Senhor pelas mãos de Nossa Senhora de Nazaré.

Teremos o ingresso dos novos seminaristas.


24 de dezembro de 2016

Feliz Natal!


Chegou este grande dia de alegria
Anunciamos o proclamamos um grande acontecimento
Jesus nasceu de Maria, foi por José acolhido
Mudando a história a partir daquele momento.

Os anjos cantam glórias nos céus e paz na terra
Aos que acolhem o Salvador
É Jesus, Deus presente em nosso meio
Está entre nós a vida, o amor.

As famílias se reúnem para celebrar
Vamos dar as mãos e orar
Para que em todos os lares
O perdão, a paz, o amor nunca venham a faltar.

Vamos assumir o projeto de Jesus
Construindo um mundo melhor
Promovendo a justiça e a fraternidade
Reina entre nós o Senhor!

Feliz Natal!
Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

22 de dezembro de 2016

EU VOS ANUNCIO UMA GRANDE ALEGRIA

Queridos irmãos e irmãs. Chegamos ao grande dia: Natal! Hoje fazemos memória de um grande acontecimento da história da Salvação aguardado, desejado, anunciado por séculos. Deus se fez um de nós no meio de nós. Isso é motivo para muita alegria e celebração.

As palavras do anjo nos servem de estímulo e nos colocam nesta sintonia da solenidade de hoje: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é Cristo Senhor!” (Lucas 2,11). Não é o nascimento de mais uma pessoa, mas o nascimento do Filho de Deus, enviado para nossa Salvação.

Jesus não nasceu em um palácio rodeado de servos e escravos. Ele nasceu simples entre os pequeninos. Os primeiros a receberem a notícia do seu nascimento, deste grandiosíssimo acontecimento, não foram os reis em seus palácios, mas os pastores. Aqueles que exerciam uma função simples de cuidar. Cristo é o bom Pastor que cuidará das ovelhas e as levará ao eterno prado. Ele se identidica com os pastores. Eles recebem a Boa Nova e a comunicam aos demais.

A leiturura do Profeta Isaías (9,1-6) também nos faz o convite a acolhermos e contemplarmos uma grande luz. Não é uma luz qualquer. Não será uma luz que poderá ser apagada. Ele é a LUZ, a sua fonte. “O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu”!

Deixemos que esta luz que é Jesus Cristo, ilumine nossos pensamentos, sentimentos, atitudes para sermos mais fraternos e irmãos. Que esta luz possa penetrar no mais profundo das trevas do nosso pecado e nos renovar interiormente. Que ela aqueça os corações frios e dê ânimo aos que andam tristes e abatidos. Deixemo-nos contagiar pela alegria do Natal. Uma alegria verdadeira que vem do alto e não uma alegria passageira oferecida pelas coisas materiais.

O Evangelho da missa do dia do Natal (João 1,1-18) também fala da luz que João Batista veio dar testemunho, da luz verdadeira. Assim como João apontou para esta LUZ, a nossa vida também deve levar as pessoas a contemplarem-na. O mundo, as famílias, os corações só poderão ser transformados verdadeiramente quando foram tocados por esta luz divina. As situações de morte serão superadas quando Cristo se tornar o horizonte da vida de todos os seus filhos e filhas.

Deus enviou a luz com o desejo de que todos nós fôssemos por ela iluminados e nos deixássemos guiar por ela. Quem foge da luz pratica obras más. A ausência de luz é sinal de morte, tristeza. Onde brilha a luz que é Cristo, não há temor, tristeza, dor.

Deus falou de muitos modos ao longo dos séculos. Neste tempo Ele nos fala através do seu Filho, nos lembra o autor da carta aos Hebreus (1,1-6). Não fala mais através de profetas, mas o seu Filho, Palavra do Pai, vem pessoalmente nos falar, nos ensinar como devem viver os filhos de Deus.

Desejo a todos vocês que este Natal seja de muita paz, alegria, bênção. Vamos acolher em nosso coração o próprio Jesus Cristo para que Ele transforme verdadeiramente a nossa vida, as nossas famílias, todas as nossas limitações e dificuldades. Jesus é nossa Luz! Jesus é nosso Salvador! Ele é a Palavra do Pai! Ele é o nosso Deus. Feliz Natal!

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.

15 de dezembro de 2016

ESTÁ CHEGANDO O EMANUEL: DEUS ESTÁ CONOSCO!

Estimados irmãos e irmãs. A alegria do Natal já enche os nossos corações. Lembro que na infância, e muitos também recordarão isso, era grande a expectativa com a vinda do Natal. Muitas coisas bonitas marcavam estas festas: preparação da casa, família reunida, confissões, missa no galo, partilha de presentes. Enfim, existia um ‘clima’ diferente porque algo de muito importante estava para acontecer, ou fazer memória do acontecimento.

Hoje, muitos perderam este encantamento pelo Natal. Ele se tornou como um dia qualquer. As festas acontecem com um cunho humano meramente humano. Esquece-se do aniversariante. Ele sequer é mencionado. O Natal tem se tornado cada vez mais uma festa nossa regada de muita comida e bebida e pouca oração. O mercado aproveita e faz muitas propagandas de coisas a serem compradas como se este acontecimento se resumisse no consumismo.

Precisamos ter cuidado, vigiar, estar atentos assim como a Palavra de Deus tanto nos convidou ao longo deste tempo do Advento que estamos avançando. Cristo vem, ou melhor, Ele está conosco como nos diz a Palavra deste 4º Domingo do Advento (Evangelho Mateus 1,18-24).

Maria acolheu a proposta do Pai e concebeu pela força e poder do Espírito Santo. Porque acolheu o projeto de Deus, ela torna-se bem-aventurada. Ela é a cheia da graça de Deus. Carrega em seu ventre o Salvador da humanidade. Carrega em seu coração todos os que a ela recorrem.

José, como nos diz a Palavra, era justo. Por ser um homem reto, Deus o convidou e ser pai adotivo de Jesus. O anjo diz que ele não precisava ter medo, mas fé. Mesmo não entendendo tudo o que se passava com ele e com Maria, deveria aceitar o projeto que Deus tinha a seu respeito.

Estamos no capítulo primeiro do evangelista Mateus. Ela narra a genealogia de Jesus e dentro desta história, merecem destaque as três pessoas que hoje aparecem: Jesus Cristo, Filho de Deus; Maria de Nazaré, esposa de José, mãe de Jesus por ação do Espírito Santo; José, da casa de Davi, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus.

Eles se tornam personagens importantes para a história pela abertura a Deus e pela disponibilidade. O Pai realiza assim o plano de Salvação. É a plenitude da Revelação. Tudo isso só foi possível porque encontrou pessoas dispostas e levar este plano até o fim.

Para todos nós eles continuam sendo sinais da presença e do amor de Deus. O maior de todos os sinais, já anunciado por Isaías (7,10-14), seria o Messias. Séculos antes de Jesus, o profeta já anunciava: “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel”.

Esta é a última semana de preparação ao Natal. Preparemo-nos bem para acolher o Salvador assim como Maria e José o acolheram. Quem o acolhe sente sua presença permanente na vida, pois Ele é o DEUS QUE ESTÁ CONOSCO.

Abençoado Domingo e uma semana de paz!

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.

8 de dezembro de 2016

ALEGRE-SE! O SENHOR ESTÁ PERTO

Estimados irmãos e irmãs. Continuamos nossa caminhada rumo ao Natal do Senhor. Uma grande solenidade. Um marco na história. Em Cristo se renovam todas as coisas. Nele tudo tem um novo significado. Os rumos da humanidade foram mudados. O amor passou a habitar entre nós.

Sua vinda foi desejada e preparada há séculos pelos profetas. Deus nos surpreende sempre, por isso sua vinda não foi de acordo com as expectativas humanas. Deus tem seu jeito de chegar, de permanecer no meio de Deus. Assim como no tempo antes de Jesus e quando Ele já estava no meio do povo, também hoje precisamos estar atentos aos sinais que manifestam a sua presença.

Valem para nós as palavras do Profeta Isaías da 1ª Leitura deste Domingo (35,1-6a.10): “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus!” No tempo em que estamos vivendo, parece que as forças no desânimo estão tomando conta. É dever de todos os cristãos erguer a cabeça e seguir em frente. Nosso Deus está no meio de nós e por isso não podemos desanimar. Ele caminha conosco e continua manifestando seus sinais e isso não podemos parar no meio do caminho.

As vezes parece que as forças no mal vão vencer. Mas não! O bem sempre vence o mal. O sol acaba com as trevas. Deus tem mais poder do que qualquer outra força. Para nós que cremos, não podemos deixar que nos roubem a fé e a esperança. O inimigo tenta nos desanimar e mostrar que não vale a pena lutar. Não deixemos nos envolver pelas trevas. Cristo é nossa luz!

Em meio a tudo isso, onde está Deus? Ele está no meio do povo sofrendo com os que sofrem; lutando com os que lutam. À esta pergunta que os discípulos de João (Cf Evangelho deste Domingo: Mateus 11,2-11) fizeram a Jesus, Ele responde: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados.”

Estes sinais continuam vivos ainda hoje. Caso alguém pergunte para nós se Deus está no nosso meio devemos responder: Ele está na Eucaristia; na Palavra; nos gestos de Caridade. São muitas as formas que Ele se manifesta, porém o desânimo não deixa a gente ver a presença de Deus. Geralmente nos apegamos ao pessimismo dos acontecimentos e assim caímos na tentação de pensar que não tem mais jeito e que Deus nos abandonou.

Assim como João anunciou a vinda de Jesus e preparou os corações das pessoas para acolhê-lo, também nós temos o dever de preparar o nosso coração e o de nossos irmãos para que estes acolham o Senhor e sua vida seja transformada.

Neste Domingo da alegria, deixemos nos contagiar pelas coisas boas que existem para que elas ganhem mais força e se propaguem em nosso meio. Quem tem Jesus em seu coração não pode viver murmurando e se lamentando. Ele é a fonte da verdadeira alegria que ninguém pode nos tirar e que não encontramos em nenhum outro lugar.

Abençoado Domingo e uma semana de bênçãos e graças.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência!

2 de dezembro de 2016

CONVERTEI-VOS, PORQUE O REINO DOS CÉUS ESTÁ PRÓXIMO

Estimados irmãos e irmãs. Neste 2º Domingo do Advento, a Palavra de Deus nos traz um personagem importante na história da Salvação: João Batista. Um profeta que denuncia e anuncia. Pagou com a própria vida o que defendia. Ele nos apresenta o Redentor.

Como dissemos no Domingo passado, neste Tempo bonito do Advento, temos algumas palavras chaves que nos acompanham. Elas servirão para nos ajudar a darmos os passos rumo ao Natal do Senhor. No 1º Domingo fomos convidados a DESPERTARMOS. Não podemos ficar cochilando na caminhada da fé. Despertar é uma atitude de quem está atento, alerta aos sinais que se manifestam. Ao tocar o despertador, por exemplo, ou uma sirene, ficamos atentos ao que vai acontecer ou que chegou a hora de um compromisso. O despertador que nunca para de tocar é a Palavra de Deus nos chamando ao nosso dever de cristãos, de filhos amados de Deus.

Neste Domingo (Evangelho Mateus 3,1-12), continuando a nossa caminhada ao presépio, recebemos a Palavra CONVERSÃO saída da boca do profeta João Batista. Ele que estava preparando o caminho para o Senhor chegar, como nos diz Isaías, convidava os ouvintes a se converterem, ou seja, a abandonarem todas as práticas que não estavam de acordo com os princípios do Reino de Deus.

A concretização do Reino dos Céus pressupõe a conversão das pessoas. Aqui não vamos compreender o Reino como um lugar, mas como gestos e atitudes que promovem a vida. Quando a vida é desrespeitada, o Reino não está acontecendo. Só um sério e profundo processo de conversão, fará com que todas as situações de morte em que estamos imersos, sejam transformadas. Enquanto não houver conversão, as coisas, o dinheiro, o poder, a prepotência estarão à frente da vida. Isso demonstra claramente que os valores do Evangelho não tem mais espaço na cultura e no cotidiano das pessoas.

Hoje vivemos momentos trágicos de desrespeito a vida. É a questão do aborto, violência, falta de acesso a saúde, educação, moradia, guerras, terrorismo. Infelizmente tem pessoas se beneficiando da desgraça dos outros. São sinais que o Evangelho não é conhecido. São estes caminhos tortuosos, doloridos que precisam ser endireitados, assim como nos alerta João no Evangelho deste Domingo.

Vejamos quão atuais são estas palavras: “Raça de cobras venenosas”! A serpente é símbolo da traição; ele instigou Eva ao erro. Estas cobras, serpentes estão soltas ainda hoje e continuam levando muitos a perdição. Ensinam coisas erradas, praticam coisas monstruosas. A vida, dom precioso de Deus, está ficando em segundo plano. Isso fere o coração do Pai que quer vida em abundância para todos.

Diante de tudo isso, continuemos clamando que o Senhor venha com o seu Reino. Mas a sua vinda se concretiza em todas as ações de bem e promoção da vida que são realizadas. É compromisso de todos os cristãos viverem os valores do Reino. Todos os batizados tem a obrigação de colocar em prática o que Jesus ensinou. A corrupção do coração está causando muitos estragos na vida das pessoas e na sociedade. Muitos batizados esqueceram dos compromissos assumidos diante de Deus e da comunidade. Estes corações tortuosos precisam ser tocados de novo pela força do Evangelho.

Vamos rezar mais. O mundo está caminhando para caos, a nossa sociedade brasileira está perdendo o rumo por falta de Deus, falta de oração. Corrupção, roubos, injustiças são sinais da ausência do Evangelho. Quem aceita se corromper não tem Deus em seu coração, porque Deus é justiça!

Abençoado Domingo!

Uma semana de paz e bênçãos para todos.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

24 de novembro de 2016

JÁ É HORA DE DESPERTAR


Estimados irmãos e irmãs. Iniciamos com a liturgia deste primeiro Domingo do Advento o ano litúrgico 2017. A nossa caminhada é retomada e seremos orientados pelo Evangelista São Mateus. Vamos nos dispondo com alegria e esperança desejando que seja um ano de muitas bênçãos e graças. O Senhor nos dá uma nova oportunidade para fazermos os passos necessários e as mudanças pertinentes em nossa caminhada de fé. Todos precisamos avançar sempre. A vida é dinâmica e exige transformações constantes. Que estas nos ajudem a sermos pessoas melhores a cada dia.

Retomando e relembrando que o Advento, para nós cristãos Católicos, é tempo de esperança, expectativa, vigilância, atenção. Tempo oportuno para saber se estamos atentos aos acontecimentos que nos cercam e se conseguimos ver as manifestações do Senhor em tudo o que acontece.

Interessante observarmos como o comércio se antecipa e vai alertando que o Natal está próximo. Vitrines cheias de anúncios e produtos que prometem fazer do seu Natal um dia inesquecível e feliz. Você compra, gasta, dá presentes e isso basta. A felicidade se resume em compras e vendas. O balanço que se faz é sempre a partir dos ganhos das empresas e nunca da realização das pessoas. É claro que a grande maioria gosta e fica feliz com um presente, ainda mais se for de um valor bem alto.

Porém, amados irmãos e irmãs, nós não podemos esquecer que o maior e o melhor presente Deus nos deu: Jesus Cristo, nosso Salvador. Tudo o que o comércio nos oferece é material, passageiro, efêmero. Eles tentam nos mostrar que se nós comprarmos determinados produtos das marcas anunciadas teremos o melhor Natal da nossa vida. Querem que todos acreditem que nos produtos de consumo está a tão sonhada felicidade.

Diante disso, nós temos o dever de mostrar ao mundo, de relembrar as pessoas, que a verdadeira felicidade não está em ter, ganhar ou comprar coisas. É feliz quem tem Deus no coração e com ele tem sentimentos de paz, serenidade, caridade, fraternidade. Que o Natal é partilha e não só acúmulo. Que a vinda de Cristo deve estar no centro de tudo e não o consumismo exagerado. Não é proibido dar e nem receber presentes. Mas estas coisas não devem ser o principal. Talvez, o melhor presente que possamos dar é a oração, um abraço, escutar nossos familiares, aconselhar quem precisa, visitar um doente, alcançar algo aos que tem menos do que nós. São gestos bonitos e que fazem a gente resgatar o verdadeiro sentido do Natal.

Isso está em sintonia com a Palavra de Deus deste Domingo. No Evangelho (Mateus 24,37-44) Jesus recorda o que estava acontecendo com as pessoas no tempo de Noé. Parece que não é muito diferente e distante do que vemos hoje: “todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento”. Hoje para muitos o Natal e a vida se resume em trabalhar, comer, beber, fazer orgias. Consideram isso como viver, ou, como dizer “aproveitar a vida”! Na questão do casamento também se repete a mesma coisa. Muitos vão morar juntos e dizem que estão casados. Isso é uma total falta de respeito ao Sacramento do Matrimônio.

Noé foi salvo porque era temente a Deus e estava atento aos sinais dos tempos, a presença de Deus na sua vida e nos acontecimentos. Ele que buscava a Deus entendia que a vida não se reduzia a estas coisas ligadas aos prazeres e as necessidades humanas a afetivas.

Jesus continua vindo em cada Natal, em cada irmão, na Palavra e na Eucaristia. Porém, quem está preocupado só com as coisas materiais ou carnais não consegue vê-lo. E por não acolher Jesus, sua vida não é transformada.

Jesus alerta: “Ficai atentos! porque não sabeis em que dia virá o Senhor.... Ficai preparados!” Eis que precisamos vigiar sempre. O Senhor nos alerta para não sermos surpreendidos. Aos que vivem envoltos nas trevas, as palavras de São Paulo (Romanos 13,11-14a) provocam: “Já é hora de despertar... O dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz”. E a todos nós ele faz este grande apelo: “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo!”

A nós que estamos atentos, acolhamos o convite do salmista: VAMOS À CASA DO SENHOR pois lá Ele nos espera. Mas não podemos ir de qualquer jeito. A este convite precisamos ir com disposição e alegria pois teremos o encontro com o nosso Deus que vai falar e se dará como alimento na Eucaristia.

Assim iniciamos o nosso caminho de preparação para o Natal e o novo ano litúrgico com disposição, alegria e muito atentos ao que o Senhor vai falar neste tempo. Sua presença é constante em nossa vida e Ele quer nos abençoar e proteger sempre. Vamos acolher o que Ele tem para nós que sempre é a melhor parte para que este Natal seja de muita paz e um tempo de renovação espiritual.

Boa caminhada. Estaremos juntos rezando uns pelos outros e partilhando as inspirações que a Palavra nos provoca. Aqui colocamos alguns pontos. Abra sempre seu coração e deixe a Palavra de Deus te surpreender.

Abençoado Domingo! Uma semana de bênçãos e um tempo de Advento de muita oração!

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

18 de novembro de 2016

JESUS CRISTO É REI DO UNIVERSO

Estimados irmãos e irmãs. Com a grande solenidade deste Domingo, fechamos o ano litúrgico. É um momento de avaliar como foi a caminhada até aqui. Ao longo deste ano caminhamos seguindo os passos do Mestre iluminados pelo evangelista São Lucas que foi nos guiando com sua sabedoria e recordando os ensinamentos que o Mestre nos deixou.

Ao recordar os gestos de Jesus lá nos Atos dos Apóstolos, Lucas diz que Ele passou pelo mundo fazendo o bem (cf At 10,38). No decurso deste ano que estamos fechando, rezamos, meditamos e aprendemos com o Mestre. Ele fez bem todas as coisas. A todos amou sem distinção porque veio para salvar a todos.

Na cena do Evangelho deste dia, um tanto enigmática, vemos o Rei na cruz. Costumeiramente vemos os reis em tronos de ouro, cercados de súditos que o servem, sendo assistido por muitos e um exército que o protege. Jesus é um rei diferente, um rei misericordioso.

O Mestre quebra com todos estes paradigmas e mostra que o Reinado de Deus não é de servos e senhores, mas de irmãos. O Reinado de Deus não faz distinção ou acepção de pessoas. Todos estão à mesma mesa. Ele mesmo se faz humilde e pequeno para nos mostrar que o caminho da felicidade é o caminho da simplicidade.

Estando na cruz Jesus foi provocado pelos soldados: “Se és rei..., salva-te a ti mesmo!” (Lc 23,37). Jesus poderia ter saído da cruz sozinho? Poderia! Mas Ele não quis fazer espetáculo e nem gerar escravos. Imaginem se Jesus, naquele momento, saísse da cruz. Muitos iam aplaudir e ele seria um Deus mágico que foge do sofrimento. Alimentaria ainda mais a fantasia dos que estavam esperando um rei mágico que resolvesse todos os problemas do povo sem comprometimento.

O que eles não entendiam é que o corpo de Jesus estava crucificado, mas o coração e o espírito estavam livres. É por isso que Jesus, mesmo sofrendo tanto, ainda consegue perdoar seus algozes. Ele em vez de condená-los, os perdoa. Eles é que continuavam escravos dos seus pecados e do sistema que oprimia. Jesus era mais uma vítima, mas não se deixou atingir pelo ódio com que o tratavam e nem mudou seu jeito de ser diante da morte sofrida. Perdoa o que estava crucificado ao seu lado e garante que estarão ainda hoje no paraíso. Este é o nosso Deus! Misericordioso sempre para aqueles que o buscam com confiança!

Toda a vida de Jesus foi uma doação contínua. Ele sempre esteve do lado dos pequenos, marginalizados, prostitutas, cobradores de impostos. Ele não negou perdão a ninguém. Estendeu a mão para todos os que a Ele recorriam mostrando que Deus quer que todos sejam salvos.

Voltando a imagem do rei que a Palavra de Deus coloca nesta Liturgia, vamos olhar a Leitura de Samuel (5,1-3). As tribos de Israel querem que Davi seja rei do povo de Deus. Mas um rei que serve e não que domina: “Tu apascentarás o meu povo!” Então, ser rei, é apascentar, guiar, cuidar, zelar. O Senhor deixa claro, afirmando que o povo é seu e não de Davi. Sendo assim, o rei não é dono nem senhor do povo, mas um instrumento de Deus que para o conduzir.

Neste Domingo também lembramos a missão de todos os fiéis batizados que tem o dever de serem Evangelho vivos nos mais diversos ambientes da sociedade. Nós temos nas mãos o instrumento de transformação da vida das pessoas: o Evangelho. Vivendo-o onde estamos, vamos sendo luz para que outros também sejam iluminados. Olhando para o Mestre, imitemos seus passos, gestos, atitudes. Deixemos que a sua Palavra nos transforme e nos renove. Purifique nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações.

Demos graças a Deus por mais um ano vencido. Por todos os ensinamentos que Ele nos deixou através da sua Palavra. Pela Eucaristia que nos fortalece em nossa fé. Enfim, por tantas graças e bênçãos que recebemos ao longo deste ano.

Hoje a Igreja encerra oficialmente o Ano Santo da Misericórdia. Papa Francisco fechará a porta santa num gesto simbólico, mas a graça e a misericórdia de Deus continuarão sempre de portas abertas para todos nós. Quanta alegria podermos ser amados e perdoados pelo Senhor.

Desejamos que os ensinamentos deste ano nos ajudem a vivermos a misericórdia com todos os nossos irmãos e irmãs. A exemplo de Jesus, que saibamos perdoar sempre.

Agradeço a todos que acompanham estas reflexões e desejo que as bênçãos de Deus continuem vos acompanhando sempre. Sejamos Evangelhos Vivos. Viva Cristo Rei do Universo! Rei de amor!

Abençoado Domingo e abençoada semana!

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência

10 de novembro de 2016

NINGUÉM PODE PARAR A FORÇA DO EVANGELHO

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Desejo que a graça de Deus esteja sobre você e sua família e que a misericórdia do Pai abrace seu coração todos os dias.

A mensagem do Evangelista Lucas quer provocar em todos nós uma experiência com a pessoa de Jesus. Esta deve ser alegre, pois o amor de Deus nos liberta, perdoa, fortalece, anima. Todos os que se encontram com Jesus, ao longo da narrativa do Evangelho, são transformados e saem deste encontro alegres. Assim deve ser o nosso encontro com o Mestre: encher-nos de alegria e transformar o nosso coração ferido e marcado pelo pecado.

Estamos no penúltimo Domingo do Tempo Comum. A Palavra de Deus, como que em um fechamento dos escritos lucanos, vem falando das consequências dos que aderirem ao Evangelho. Neste Domingo (Evangelho de Lucas 21,5-19) Jesus vai deixando seus alertas aos discípulos e a todos nós: “Cuidado para não serdes enganados!” Em nossa caminhada de fé, muitas e muitas vezes tentarão nos enganar, fazendo com que desanimemos da caminhada que estamos fazendo.

Depois desta exortação, especialmente referindo-se ao fim dos tempos que ninguém sabe e nem saberá o dia, Jesus deixa claro que os discípulos poderão ser perseguidos, presos, traídos assim como Ele foi. Mas nem por isso devem desanimar. A segurando, fortaleza e proteção não virá dos homens, mas de Deus: “Eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater”.

Os planos dos homens sempre vão se opor ao Evangelho. Não foi só no tempo de Jesus que houveram rejeições. Elas continuarão existindo. Os discípulos não devem desanimar e nem abandonar a sua fé. Só quem perseverar até o fim será salvo.

Quando Jesus fala do fim dos tempos não podemos entender que será como os cinemas tantas vezes tentaram e tentarão reproduzir como um dia terrível. Claro, talvez será um dia atormentador para aqueles que não viveram a sua fé; para aqueles que fugiram do amor de Deus por toda a vida. Mas, para quem buscou a Deus e viveu o seu batismo com autenticidade, esse dia será de vitória e libertação, pois seremos acolhidos para sempre nos braços acolhedores do Pai.

Jesus já alerta que muitos tentarão prever o fim. Mas como o mundo não foi criado pelos homens, não depende de cálculos humanos a consumação dos tempos, mas sim da vontade de Deus que tudo fez. Por isso, não precisamos temer e nem nos apavorar, porque quem tem fé não pode ter medo.

As forças do mal tentarão nos intimidar, calar, mas a força do Evangelho é maior e ninguém poderá impedi-lo de se propagar. Cabe a nós vivermos bem a nossa fé a cada dia e fazer com que a força da Boa Nova nos transforme também. O fim, ou melhor, a consumação dos tempos será quando o Evangelho da Salvação chegar a todos os povos, para que estes conheçam a verdade.

Malaquias (3,19-20a), profetizou no século V antes de Cristo. Ele quer mostrar que Deus não abandona o seu povo, ainda que passe por momentos difíceis, mas que vem salva-los: “Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação”. Também hoje, mesmo passando por momentos difíceis, não podemos deixar que as forças do mal nos amedrontem ou nos calem. A força do Evangelho, a sua Verdade, é maior que qualquer atitude ameaçadora dos homens.

Caminhando com Jesus, assim como fizemos ao longo destes Domingos, continuemos confiantes em sua misericórdia. Não deixemos que as coisas que não nos competem tirem nossa paz e a nossa alegria. O que devemos fazer bem, é viver cada dia como se fosse o primeiro, único e último.

Vamos ao encontro do Senhor na Palavra e na Eucaristia para continuarmos bem a nossa caminhada e chegarmos ao fim com força e coragem. Só Ele pode nos fortalecer para o combate diário. Só n’Ele encontramos forças e alimentamos a nossa esperança. Por Ele e com Ele vencemos tudo, porque a força do Evangelho ninguém pode parar e ela realiza o que diz.

Abençoado Domingo e uma semana de bênçãos e paz.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência!