2 de abril de 2011

''50 de Fukushima'' esperam a morte em poucas semanas

A NOTÍCIA ABAIXO É TRISTE E REVOLTANTE.
EM NOME DA TECNOLOGIA, DA EVOLUÇÃO, DA GANÂNCIA, VIDAS SÃO SACRIFICADAS (é claro que isso não é novidade. Mas a triste realidade continua se repetindo. Até quando). 
ESSE É O MUNDO QUE QUEREMOS?
ISSO QUE DEIXAREMOS PARA NOSSOS FILHOS? (Se ainda haverá vida na terra)
VEJA A MATÉRIA ABAIXO.

Protegidos por vestimentas especiais NBC (nuclear, bacteriológio, químico), estes especialistas das forças japonesas de autodefesa, tentam descontaminar os empregados da central nuclear de Fukushima Daichi, que foram contaminados por água radioativa. Os técnicos que lutam há mais de vinte dias para evitar o pior em Fukushima são confrontados com uma situação sem precedentes. Mais eles canalizam água para evitar a fusão dos reatores, mais a radioatividade se espraia nas salas e nas galerias da central. Mas se eles não fizerem nada, inexoravelmente a temperatura aumenta nos reatores, com o risco de provocar uma nova catástrofe.
Foto: Takuya Yoshino/AP/SIPA

Os soldados, bombeiros e técnicos que lutam para controlar o vazamento nos reatores da usina nuclear de Fukushima sabem que morrerão dentro de algumas semanas em razão da exposição excessiva à radiação.

A notícia é do jornal O Estado de S. Paulo, 02-04-2011.

Segundo a mãe de um dos homens, entrevistada pela Fox News, o grupo está resignado. "O meu filho e seus colegas têm discutido sobre isto e comprometeram-se a trabalhar, ainda que isso signifique a morte", disse. "Eles concluíram que é inevitável que muitos morram nas próximas semanas. Eles sabem que é impossível não terem sido expostos a doses letais de radiação."

O grupo, conhecido como os "50 de Fukushima", é composto por cerca de 300 homens que trabalham em turnos de 50 pessoas. Nas últimas semanas, eles se tornaram heróis e passaram a ser chamados de "Samurais Atômicos". Apesar da grande exposição à radiação, aTokyo Electric Power, empresa que administra a usina, diz não ter encontrado nenhum sinal de doença nos trabalhadores desde que três deles foram internados na semana passada.