30 de agosto de 2011

Resposta ao Pai Nosso


Filho meu que estás na Terra,
preocupado, confundido, desorientado,
solitário, triste, angustiado...

Eu conheço perfeitamente teu nome,
e o pronuncio abençoando-te porque te amo.

Não!.. Não estás sozinho,
porque eu habito em ti;
juntos construiremos este Reino,
do qual serás meu herdeiro.

Desejo que sempre faças minha vontade,
porque minha vontade é que sejas feliz.

Deves saber que contas sempre comigo
porque nunca te abandonarei
e que terás o pão para hoje.
Não te preocupes.
Só te peço que sempre o compartilhes
com teu próximo... com teus irmãos.

Deves saber que sempre perdôo
todas tuas ofensas, antes, inclusive,
de que as cometas, ainda sabendo que as farás,
por isso te peço que faças o mesmo
com os que te ofendem.

Desejo que nunca caias em tentação,
por isso segure bem forte a minha mão
e sempre confie em mim
e eu te libertarei do mal.

Recorde e nunca te esqueças que:
TE AMO , desde o início de teus dias,
e te amarei até o fim dos mesmos...

EU TE AMAREI SEMPRE PORQUE SOU TEU PAI!
Que Minha Bênção fique contigo e que meu
Eterno Amor e Paz te cubram sempre
porque no mundo não poderá obtê-las
como Eu somente as dou porque...
EU SOU O AMOR E A PAZ!

(Leonardo Sussuarana)

28 de agosto de 2011

O melhor médico da história!

Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010.

          Boa noite a todos!
          Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da humanidade!
          Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.
          Que médico mais excelente poderia existir?
          Deus é o primeiro cirurgião da história. A primeira operação? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.
          Ele também é o primeiro Anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.
          Deus é o melhor Obstetra especialista em fertilização que já existiu!
Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril,já estava na menopausa havia muito tempo!
          Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro pediatra da história, pois disse: "Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!"
          Ele também é o maior reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.
          Jesus é o primeiro oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.
          Ele também é o primeiro emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio-pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer:Lázaro, vem para fora!?, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias.
          Ele é o melhor otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento? O poder de seu amor.
          Jesus também é o maior psiquiatra da história, há mais de 2 mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!
Deus também é o melhor ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando ele disse a um homem coxo: "Levanta, toma a tua maca e anda!", e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história!
          A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia! E Jesus é o dermatologista mais sábio da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença.
          Ele também é o primeiro hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.
          Jesus é ainda, o maior doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário FAZER nada, apenas crer e receber!
          O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes! Ele fez isso por nós!
          Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna!
          No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele, Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir! O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!
          O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver!
          Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele.
          Seu nome é Jesus.
          
A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão!



Texto recebido por e-mail sem a identificação do autor. Sabendo, comunique!

26 de agosto de 2011

“Tome a sua cruz e me siga” - 22º Domingo do Tempo Comum


Ser cristão não é brincadeira. O amor a Jesus é exigente. Ele não quer meias medidas, um seguimento mais ou menos, pelo meio. Ele quer de nós totalidade e radicalidade. 

Neste quarto Domingo do Tempo Comum, rezamos e celebramos a vida e a vocação dos leigos nos mais diversos ministérios, de modo especial os catequistas. Vale a pena refletir sobre a missão desses voluntários na Evangelização. Todos nós tivemos um catequista. Sua missão é educar na fé as crianças e os jovens. Mostrar JESUS para eles e o que implica esse seguimento e esse amor.

Celebramos no domingo passado a vocação à Vida Religiosa. Os religiosos são chamados por Deus a testemunhar o seu batismo na radicalidade. Os catequistas são chamados a testemunharem o amor de Deus na educação da Fé dos catequizados. Vocações diferentes, mas o amor é um somente: JESUS CRISTO. É Ele quem escolhe, convida, consagra, seduz, usando a linguagem do profeta Jeremias: “Seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir” [Jr 20,7].

Uma vez seduzidos por tão grande amor, não podemos ficar parados, quietos. Somos convidados a carregar nossa cruz e seguir os passos do Mestre. Seu amor é tão grande que nos fortalece e anima e não leva em conta nossas fraquezas e misérias. Dizer-se cristão é assumir como projeto de vida o que Jesus fez e viveu. Configurar-se com o Mestre não é fácil, é por isso que Ele mesmo nos diz:

“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mt 16,24).

O seguidor, o discípulo é aquele que valoriza o que o Mestre quer e não o seu próprio querer. Seguir Jesus é perder a vida, é doar-se na totalidade, sabendo que ele não nos abandonará nunca: “Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por amor de mim vai encontrá-la”. [Mt 16,26].

Assim como os sacerdotes, as famílias, os religiosos, também os catequistas e todos nós cristãos somos chamados a transformar o mundo. Ser luz, ser sinal de vida, de esperança e apontar para Cristo que salva a todos.

Termino esta reflexão com o belíssimo texto da carta de São Paulo aos Romanos, que nos chama a atenção para a nossa missão de cristãos:

“Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito” (Rm 12,1-2).

Deus abençoe a todos!

Pe. Hermes José Novakoski


LEITURAS DO 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM
I Leitura: Jeremias 20,7-9
Salmo: 62(63)
II Leitura: Romanos 12,1-2
Evangelho: Mateus 16,21-27

22 de agosto de 2011

Santa Rosa de Lima

No dia 23 de agosto a Igreja celebra a festa de Santa Rosa de Lima. 
Mulher de fé e muito amor a Jesus, é modelo de seguimento e de entrega.
Nada guardou para si. Dedicou-se em tudo a fim de fazer a vontade de Deus.
Que ela interceda junto a Deus por todos os jovens; por cada um de nós.


(Santa Rosa de Lima segurando o Menino Jesus)

Acompanhe abaixo sua história:

Santa Rosa de Lima nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no ano de 1586, coincidentemente no mesmo ano da aparição da Virgem Santíssima na cidade de Chiquinquira. Isabel Flores y de Oliva é o seu nome de batismo, mas sua mãe, ao ver aquele rosto rosado e belo, começou a chamá-la de Rosa, nome com a qual ficou conhecida.

Desde pequena, teve grande inclinação à oração e à meditação. Um dia estava rezando diante de uma imagem da Virgem Maria, com Jesus Cristo ainda bebê nos braços, quando ouviu uma voz que vinha da pequena imagem de Jesus, que lhe dizia: "Rosa, dedique a mim todo o seu amor..."

A partir de então, tomou a decisão de amar somente a Jesus, mas devido à sua beleza, muitos homens acabavam se apaixonando por ela. Para não ser motivo de tentações, Rosa cortou seus longos e belos cabelos, e passou a cobrir o rosto constantemente com um véu.

Decidiu ingressar em um convento da ordem agostina, entretanto, estando diante da imagem da Virgem Santíssima no dia da sua conversão, sentiu que não podia levantar-se nem mesmo com a ajuda de seu irmão. Foi então que percebeu ser tudo aquilo um aviso dos céus para não ir, e bastou fazer uma prece à Nossa Senhora para que a paralisia desaparecesse por completo.

A partir deste dia, Rosa, que se espelhava em Santa Catarina de Sena como modelo de vida a ser seguido, passou a pedir diariamente a Deus para indicar-lhe em que ordem religiosa deveria ingressar. Percebeu que todos os dias, assim que começava a rezar, aparecia uma pequena borboleta nas cores branco e preta, e com este sinal chegou à conclusão que deveria ingressar na Congregação da Ordem Terceira de São Domingos, cujas vestimentas eram nestas cores. Tendo ingressado na ordem aos vinte anos, pediu e obteve licença de emitir os votos religiosos em casa - e não no convento - como terciária dominicana.

Construiu para si uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, e passou a levar uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Através de rigorosas penitências, Rosa eliminou de sua vida todo orgulho, amor próprio e vaidade, cumprindo à risca o que Jesus disse: "Quem se humilha será exaltado". Entre as penitências estava o jejum contínuo: Rosa consumia o mínimo necessário para sua sobrevivência e quase não bebia água. Dormia sobre duras táboas e ao olhar para o crucifixo dizia: "Senhor, a sua cruz é muito mais cruel que a minha".

Quando seu pai perdeu toda a fortuna, Santa Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência". Vivendo fora do convento, renunciou a inúmeras propostas de casamento e de vida fácil, dizendo: "O prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto". Alcançando um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística, suas orações e penitências conseguiram converter muitos pecadores.

Muitos milagres aconteceram após sua morte. Ela foi beatificada por Clemente IX em 1667 e canonizada em 1671 por Clemente X, a primeira da América a ter essa honra. É padroeira da América do Sul e das Filipinas.




Saiba mais sobre a história dessa santa.
Santa Rosa de Lima (Lima, 30 de abril de 1586 - id., 24 de agosto de 1617), foi uma mística da Ordem Terceira Dominicana canonizada pelo Papa Clemente X em 1671.

É a primeira santa da América e padroeira do Peru e da América. Nascida em Quives, província de Lima no ano de 1586, era descendente de conquistadores espanhóis. Seu nome de batismo era Isabel Flores y Oliva, mas a extraordinária beleza da criança motivou a mudança do nome de Isabel para Rosa, ao que ela acrescentou o de Santa Maria. Seus pais eram Gaspar de Flores, espanhol arcabuz do Vice-Rei e Maria Oliva, limenha. Era a terceira dos onze filhos do casal.

Seus pais antes ricos tornaram-se pobres devido ao insucesso numa empresa de mineração e ela cresceu na pobreza, trabalhando na terra e na costura até altas horas da noite para ajudar no sustento da família. Cultivava as rosas de seus próprio jardim e as vendia no mercado e por isso é tida como patrona das floristas. Diz-se que tangia graciosa a viola e a harpa e tinha voz doce e melodiosa. Além de muito bela, Rosa era tida como a moça mais virtuosa e prendada de Lima.

Foi pretendida pelos jovens mais ricos e distintos de Lima e arredores, mas a todos rejeitou, por amar a Cristo como esposo. Em idade de casar, fez o voto de castidade e tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, após lutar contra o desejo contrário dos pais. Construiu uma cela estreita e pobre no fundo do quintal da casa dos pais e começou a ter vida religiosa, penitenciando seu corpo com jejuns e cilícios dolorosos e conta-se que utilizava muitas vezes um aro de prata guarnecido com fincos, semelhante a uma coroa de espinhos. Foi extremamente bondosa e caridosa para com todos, especialmente para com os índios e negros, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença.

Segundo os relatos de seus biógrafos e dos amigos que a acompanharam, dentre eles seu confessor Frei Juan de Lorenzana, por sua piedade e devoção Santa Rosa recebeu de Deus o dom dos milagres. Era constantemente visitada pela Virgem Maria e pelo Menino Jesus, que quis repousar certa vez entre seus braços e a coroou com uma grinalda de rosas, que se tornou seus símbolo. Também é afirmado que tinha constantemente junto a si seu Anjo da Guarda, com quem conversava. Ainda em vida lhe foram atribuídos muitos favores; milagres de curas, conversões, propiciação das chuvas e até mesmo o impedimento da invasão de Lima pelos piratas holandeses em 1615.

Apesar de agraciada com experiências místicas fora do comum, nunca lhe faltou a cruz, a fim de que compartilhasse dos sofrimentos do Divino Mestre: sofrimentos provindos de duras incompreensões e perseguições e, nos últimos anos de vida, de sofrimentos físicos, agudas dores devidas à prolongada doença que a levou à morte em 24 de agosto de 1617, aos 31 anos de idade. Suas últimas palavras foram " Jesus está comigo!" Seu sepultamento foi apoteótico e pranteado por todo o Vice Reino do Peru e seu túmulo tornou-se palco de milagres, bem como também os lugares onde viveu e trabalhou pela causa da Igreja. Foi a primeira santa canonizada da América e proclamada padroeira da América Latina. Conta-se que o Papa Clemente relutava em elevá-la aos altares, mas foi convencido após presenciar uma milagrosa chuva de pétalas de rosa que caiu sobre ele, vinda do céu e que atribuiu a Santa Rosa de Lima.

Dela disse o Cardeal Ratzinger: De certa forma, essa mulher é uma personificação da Igreja da América Latina: imersa em sofrimentos, desprovida de meios materiais e de um poder significativos, mas tomada pelo íntimo ardor causado pela proximidade de Jesus Cristo. (Homilia no Santuário de Santa Rosa de Lima, Peru, em 19 de julho de 1986). No Brasil, alguns municipios, como Nova Santa Rosa, no Paraná, a adotam como Padroeira.

200 mil leituras

Nunca imaginei chegar até aqui no Recanto das Letras. No dia 20 de agosto, sábado, atingi um número histórico e significativo para mim: 200 mil leituras. Fico feliz e surpreso pelo número de acessos que alcancei.


Agradeço a todos que me ajudaram a chegar até aqui. Pessoas de perto e de longe. Aqueles que puderam aproveitar alguma coisa desses pequenos e míseros escritos. Agradeço as pessoas que me ajudaram, corrigindo os textos, lendo, sugerindo temas. Sou feliz e partilho dessa alegria com todos, porque todos fazem parte desta conquista.

Deus abençoe a todos nós e que continuemos fazendo história e muitos amigos por aqui. 

Recanto das Letras! Agradeço por você existir!

Minha prece e abraço!

Pe. Hermes

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18 de agosto de 2011

"A minha alma engrandece o Senhor" (Lc 1,46) - 21º Domingo do Tempo Comum

Deus fez grandes coisas em favor do seu povo escolhido. Libertou-o da escravidão e através de uma pedagogia própria foi conduzindo e introduzindo o povo na terra prometida. Atendeu às preces, ouviu os clamores de muitos através das gerações. Prometeu enviar um libertador e cumpriu a promessa através de Maria, escolheu-a e preparou desde sempre para ser digna dessa missão, preservando-a do pecado original. Por isso, ao longo dos séculos e milênios sobem louvores pelas inúmeras maravilhas que o Senhor Deus tem realizado na vida do seu povo.

Os que são chamados e escolhidos por Deus não se contentam em guardar para si essa eleição. Gritando aos quatro ventos, anunciam o amor de Deus e denunciam tudo o que oprime a vida humana. A história comprova isso. Os profetas, os santos, todos os que fizeram a experiência do amor de Deus em suas vidas, não conseguem ficar calados. Tornam-se instrumentos do amor de Deus. Anunciam para que mais pessoas tenham essa experiência.

No Evangelho deste XXI Domingo do Tempo Comum (Lucas 1,39-56), em que a Igreja celebra a solene festa da Assunção de Nossa Senhora, temos a figura de duas significativas mulheres, Isabel e Maria, que louvam e exultam de alegria pelas maravilhas que Deus realiza em suas vidas, pelo seu povo e por toda a humanidade.

Isabel era estéril. Está grávida pela ação do amor de Deus. Maria, escolhida desde sempre, recebe o anúncio do anjo que dará à Luz o Filho de Deus. Ela põe-se a serviço de Isabel. Vai contente e apressadamente ao encontro da sua prima, também agraciada pelo amor de Deus. Juntas louvam e engrandecem a Deus. Ao receber Maria em sua casa, Isabel exulta:

- “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu” (Lc 1,42-45).

A estas palavras, Maria disse:

- “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre” (Lc 1,46-55).

Neste terceiro domingo do mês de Agosto, a Igreja Católica celebra a vocação à Vida Religiosa que tem como modelo de seguimento, Maria. Assim como Maria deixou Deus agir na sua vida e depois do anúncio pôs-se a serviço, aqueles que são chamados à Vida Religiosa, também são convidados a anunciar as maravilhas de Deus servindo os irmãos. Existem diversos Institutos (Congregações) com carismas específicos, mas o anúncio é único: o Reinado de Deus.

Louvamos a Deus pela vida dos religiosos e religiosas que fazem da sua vida um constante ofertório e pelos diversos trabalhos desenvolvidos pelos institutos religiosos no mundo todo. A Congregação Pobres Servos da Divina Providência, por exemplo, fundada por São João Calábria em 1907, em Verona, na Itália, está presente em onze países. No Brasil está em sete estados e tem como missão específica anunciar que Deus é Pai Providente e cuida de todos nós com amor incondicional. Atua em diversos setores: saúde, educação, paróquias, abrigos, creches, asilos.

Que a exemplo de Maria, façamos da nossa vida uma doação a Deus e aos irmãos.

Pe. Hermes José Novakoski


LEITURAS DO 21º DOMINGO - ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

I Leitura: Apocalipse 11,19;12,1.3-6.10
Salmo: 44(45)
II Leitura: 1 Coríntios 15,20-27
Evangelho: Lucas 1,39-56

Limites

Laura Monte Serrat Barbosa

Depois de ser gerado, cresci numa bolsa, dentro de minha mãe. Nós dois construímos um cordão que nos ligava. Eu não percebia que aquele espaço era tão pequeno. Tinha a impressão de que o universo era só meu.

Conforme fui crescendo, fui sentindo os limites. Eu me mexia, e minha mãe logo percebia. A minha vontade era tomar conta de todo o seu corpo. Mas eu não podia, porque eu não era ela. Era um ser distinto, para o qual foi reservada somente aquela bolsa.

Quando nasci, o espaço aumentou. Confesso que me senti um pouco perdido e comecei a chorar. Embora eu estivesse num espaço muito maior do que uma bolsa, logo senti os limites desse “espação”. Eu teria que aprender a respirar e, por isso, chorei. Enquanto chorava, meus pulmões começavam a aprender o que teriam de fazer para deixar o ar entrar. Minha mãe agora não respirava mais por mim. Que saudade daquela bolsa!


Essa saudade não durou muito, pois logo o “espação” passou a ser delimitado. Puseram-me no colo, num berço, dentro de roupas, e comecei a me sentir mais seguro.

Dali a pouco, percebi que minha mãe não se alimentava mais por nós dois, e novamente coloquei o “chorador” para funcionar, pois o meu corpo me avisava que eu precisava me virar. A partir daí vieram os horários, e eu comecei a aprender que nem tudo é como a gente quer, na hora que quer e na quantidade que quer.

Fui crescendo, apesar de todos esses limites, e continuei achando que o espaço grande e eu éramos a mesma coisa. Então, fui aprendendo a resistir às limitações que a vida começava a me impor: não queria comer na hora de comer, queria comer somente doces, não queria tomar banho, não deixava cortarem minhas unhas, queria o brinquedo maior e mais colorido e, se desse, um monte desse brinquedo de uma só vez.

Tinha a sensação de que eu controlava tudo. Meus pais, no entanto, não deixavam o controle na minha mão. Isso me deu um certo alívio, já que tenho um amiguinho que ficava com o controle e sofria muito, pois seu “espação” foi ficando cada vez maior. Ele tinha tudo o que queria, mas tinha um “baita” medo de, por ser tão pequenininho, não dar conta daquela imensidão.

Eu chorava quando os meus pais me ensinavam, mas, do mesmo jeito que acontecia no meu bercinho, o choro me ajudava a entender mais um pouquinho da vida.

Mais velho um pouco, não precisava mais chorar constantemente, pois aprendi a falar e logo usava essa habilidade para persuadir os meus pais. Mas os danados não se deixavam enrolar e iam a cada dia mostrando que os limites nos ajudam a nos tornarmos humanos.

Meu amiguinho, aquele de quem falei agora há pouco, foi ficando cada vez mais “bicho”. Ele gritava muito, jogava-se no chão, chorava, batia, dava chutes e, no final, conseguia romper os tênues limites que lhe eram impostos e continuava com o controle nas mãos.

As pessoas não gostavam muito dele e começaram a chamá-lo por uns nomes difíceis, mas que significavam que ele não estava crescendo: egoísta! panaca! bobalhão! chato! insuportável! Cada vez que ele ouvia uma palavra dessas, achava que isso é que era o correto e passava a fazer mais malcriações para fazer jus ao rótulo que lhe estavam dando.

Coitado! Com tanta coisa e sem paz. À noite, dormia agitado. Acho que também chutava os sonhos. Durante o dia, não enxergava um passo diante do nariz.

Eu aprendi que, para vermos além de nós mesmos, é preciso nos depararmos com obstáculos, pois eles nos permitem buscar saídas, olhar para os lados, para frente e para trás. O que muita gente acha que é ruim, como um “não” na hora que queremos muito alguma coisa, é o que vai manter acesa a chama do desejo e, certamente, nos ajudar a encontrar formas mais adequadas de obtermos o que queremos. Esse esforço que fazemos para romper barreiras é o que vai provocando nosso crescimento emocional e cognitivo.

Acho que é por isso que eu estou aprendendo tão rapidamente as coisas na escola. Meus pais me ensinaram que o “não” é algo que faz parte de nossa vida. Já o meu amiguinho está tendo muitas dificuldades. Ele não aceita as regras existentes, pois sua vida até este momento foi feita somente de satisfações imediatas.
Fico pensando que quem tem tudo o que quer, na hora que quer, apaga a chama do desejo, não precisa fazer nenhum esforço e, por isso, não cresce.

Já imaginaram alguém sem desejo? Eu penso que esse alguém se torna insaciável, pois não precisa buscar, esperar. Está sempre engolindo as coisas como elas vêm. E quem consegue aprender, alimentar-se, engolindo sem mastigar, sem digerir, sem selecionar o que é bom e precisa permanecer daquilo que se pode deixar de lado?

Agora que estou bem maior entendo que limites na dose certa não nos fazem sofrer. Pelo contrário, permitem que a gente vá aprendendo a lutar por aquilo que deseja, a ficar forte para enfrentar as dificuldades e a contra-argumentar para que os limites não se tornem rígidos demais e impossíveis de serem flexibilizados caso a gente precise.

Por isso, pais de todo o mundo, não deixem de colocar limites nos seus filhos, pois é assim que vocês estarão possibilitando que eles se tornem verdadeiros cidadãos e seres mais humanos.


Laura Monte Serrat é psicopedagoga, professora de cursos
de pós-graduação em Psicopedagogia e assessora de
instituições de ensino em diversas cidades brasileiras.
(Texto recebido por e-mail)

12 de agosto de 2011

Ser Pai (20º Domingo do Tempo Comum)

Normalmente um pai se preocupa com a educação e o sustento dos seus filhos. No seio da família, o pai tem um papel insubstituível. Porém, muitas vezes, esse papel é delegado a terceiros, o que vai refletir na educação dos filhos.

Ser pai vai além do biológico. É educar os filhos na reta consciência a fim de que eles sejam pessoas de bem. Educar não é apenas repreender quando o filho erra. Muito mais que isso, é sempre apontar caminhos, abrir possibilidades por onde o filho possa andar. Muitos pais só vêem o filho quando faz alguma coisa errada. Esquecem que o filho existe sempre e precisa da sua atenção e do seu carinho em todos os momentos.

Neste domingo em que celebramos o Dia dos Pais, vamos refletir sobre o ser pai. Como foi dito acima, ser pai vai além do biológico.

Ser pai é criar uma fina sintonia com o filho a fim de que ambos falem a mesma linguagem, partilhem dos mesmos valores e sentimentos. Os pensamentos podem ser diferentes, mas sempre chegam a um mesmo ideal, porque são orientados pelos mesmos valores. Muitos são pais biológicos, mas não exercem a função de pai na sua dignidade. Outros não podem ser pais biológicos, mas o são na forma como se relacionam, como tratam aqueles que a eles são confiados.

Em tudo isso, todos os pais são chamados a olhar a Deus, que gentilmente Jesus Cristo nos ensina a chamar de Pai. Deus não é Pai de um só, mas Pai nosso; Pai de todos. As características que Jesus vai apresentando nos Evangelhos vão nos dando o perfil desse Pai: misericordioso, amoroso, compassivo, generoso, acolhedor... Assim poderíamos ficar descrevendo inúmeras qualidades que aparecem na Bíblia para definir Deus.

O Pai é aquele que atende as necessidades do filho. Por isso o filho pede e confia, porque sabe que o pai o atenderá ou ao menos o escutará.

Assim vemos no Evangelho deste domingo (Mateus 15,21-28). Jesus sede à insistência da mulher cananéia que suplica cura pela sua filha. Inicialmente resiste por ela não ser judia, mas alargando os horizontes Jesus vai mostrar que o amor de Deus Pai é por todos os povos, por todos que a Ele se dirigem com confiança e amor. Notemos ainda mais um detalhe. A mulher insiste no pedido porque confia que Jesus pode curar sua filha. Assim devemos ser nós. Pedir e confiar.

Mais que pedir, sempre agradecer porque o Pai nos concede muito mais que pedimos, pois Ele conhece as nossas reais necessidades. Assim são os pais. Muitas vezes, mesmo que os filhos não manifestem seus desejos e intenções, eles conhecendo seus filhos sabem do que precisam.

Não podemos nos esquecer de rezar nesse dia por todos os pais, para que sempre tenham a sabedoria necessária para educar os filhos. Rezemos pelos pais doentes, idosos, abandonados em asilos, desrespeitados pelos filhos e pelas famílias.

Ao rezarmos pelos pais, rezemos pelas famílias. Para que sempre seja um espaço de Deus. Que em todas elas sempre reine o amor, a partilha, o diálogo, a compreensão, o perdão, a ternura, o respeito, a oração. Todos esses valores existirão se de fato Deus tiver o espaço merecido em cada uma delas e em nossas vidas.

Deus Pai Providente. Abençoe todas as famílias! Amém!

Pe. Hermes José Novakoski



LEITURAS DO 20º DOMINGO
I Leitura: Isaías 56,1.6-7
Salmo: 66/67
II Leitura: Romanos 11,13-15.29-32
Evangelho: Mateus 15,21-28

10 de agosto de 2011

Homenagem ao dia dos pais



P A I !

Uma palavra tão pequena, mas com significado tão grande. Porque ser pai é mais que gerar um filho, é estar sempre com ele!
Quem é o verdadeiro pai?
É aquele que:
Ama sem medida,
Ensina os filhos a olhar além do horizonte.
Chora quando está triste, mostrando aos filhos que têm sentimentos.
Dedica tempo para os filhos mesmo cansado, depois de um dia de árduo trabalho.
Faz “palhaçadas” para ver seus filhos sorrirem.
Motiva os filhos a buscar o ideal.
Ajuda a levantar quando os filhos caem.
Estende a mão quando os filhos pedem ajuda.
Escuta sempre os desabafos.
Luta pelo sustento da família porque a ama.
Sorri sempre que vai ao encontro dos filhos.
Abraça quando os filhos precisam.
Reza com os filhos mostrando que Deus é Pai.
Ajuda na lição para mostrar que se importa com o que o filho está aprendendo.
É amigo, porque sabe o valor de uma verdadeira amizade.
Pede perdão quando erra, mostrando que somos humanos e nunca sabemos tudo.
Reparte o que tem porque acredita que na partilha todos ganham.
Caminha junto porque quer ser presença.
Estimula a sonhar porque acredita que chegamos onde sonhamos.
O verdadeiro pai é aquele que está presente na vida do filho.
Sua presença é o maior presente que o filho pode receber.

PAI, PARABÉNS PELO SEU DIA!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP

8 de agosto de 2011

Desenhos com Lápis de Doug Landis

Imagens realmente muito lindas!












O artista não tem as mãos. Os desenhos são feitos com a boca. 
Encontramos desculpas para não fazer as coisas devido às dificuldades.
Mas, onde há vontade, sempre há uma maneira...

4 de agosto de 2011

O chamado de Deus (19º domingo do Tempo Comum)

Estamos no mês de Agosto, dedicado na Igreja Católica à reflexão sobre a vocação. No primeiro domingo (07) a Igreja nos convida a refletirmos sobre a vocação do sacerdote. No segundo domingo (14) sobre a vocação do matrimônio. É também o domingo dedicado aos pais. No terceiro domingo (21) vamos refletir sobre a vocação à Vida Religiosa. No quarto domingo (28) sobre a missão e vocação dos leigos.

Todos são chamados por Deus a uma vocação específica. Cada um é convidado a identificar sua vocação e fazer da sua vida uma resposta a esta vocação. Diferentemente de profissão, vocação é um apaixonar-se pelo que se faz e conseqüentemente encher-se de felicidade por isso. É a realização plena enquanto pessoa.

Nas leituras deste final de semana (07), o 19º domingo do Tempo Comum, vemos Deus chamando Elias para um encontro pessoal (Primeira leitura 1Rs 19,9a.11-13a).

É interessante ressaltar o ambiente do encontro de Deus com Elias. Retirado em uma gruta, Elias ouve Deus chamando: “Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor” (1Rs 19,11). Elias obedece e o Senhor se revela a ele, não no vento, no terremoto, no fogo, mas no “murmúrio de uma leve brisa” (1Rs 19,12). Aprendemos assim que o discernimento, a escuta da voz de Deus não se dá na agitação, na gritaria, na velocidade do mundo. É preciso estar no silêncio, no recolhimento, especialmente no silêncio de si próprio. Deus não se revela na agitação exterior, mas no silêncio do coração de cada um. É nesse estar com Deus que descobrimos qual é a nossa vocação, para a qual Deus nos chama.

São Paulo, na segunda leitura (Rm 9,1-5) lamenta profundamente que seus compatriotas, os israelitas, não corresponderam o chamado de Deus. Mas nem por isso Deus os abandona; eles vão sentir, contudo, as conseqüências desse fechamento. Os seus corações estavam endurecidos. Queriam seguir as próprias leis e não os preceitos divinos. Recusam o Filho enviado por Deus por não ser como eles queriam e esperavam, esquecendo do projeto do Pai.

No Evangelho (Mateus 14,22-33) Jesus provoca Pedro a caminhar sobre as águas. Enquanto ele confia consegue caminhar, mas quando sente o medo, começa a afundar. “Quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, me salva!”(Mt 14,30). Assim acontece na nossa vida. Quando duvidamos da presença de Deus, quando questionamos sua existência, afundamos. Jesus estende a mão, segura Pedro e o repreende: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”(Mt 14,31).

Quantas e quantas vezes duvidamos da presença de Deus em nossa vida! Mesmo assim Ele estende a mão e nos salva. Ele vem em nosso socorro porque sabe que somos fracos.

Rezamos neste final de semana pelos sacerdotes para que sejam cada vez mais pessoas de oração, assim como Jesus foi (“Jesus subiu ao monte, para orar a sós” (Mt 14,23) e ajudem as pessoas a se encontrarem com Deus. É nesse encontro da criatura com o Criador que ela descobre qual é a própria vocação. Que todos os sacerdotes tenham, assim como Jesus, a mão estendida para ajudar aqueles que estão sendo sufocados estão afundando na lama do pecado, do ódio, da inveja, da ganância, da indiferença.

Parabéns a todos nós, sacerdotes, e que sejamos cada vez mais santos, assim como nosso Deus é santo.

Pe. Hermes José Novakoski