12 de agosto de 2011

Ser Pai (20º Domingo do Tempo Comum)

Normalmente um pai se preocupa com a educação e o sustento dos seus filhos. No seio da família, o pai tem um papel insubstituível. Porém, muitas vezes, esse papel é delegado a terceiros, o que vai refletir na educação dos filhos.

Ser pai vai além do biológico. É educar os filhos na reta consciência a fim de que eles sejam pessoas de bem. Educar não é apenas repreender quando o filho erra. Muito mais que isso, é sempre apontar caminhos, abrir possibilidades por onde o filho possa andar. Muitos pais só vêem o filho quando faz alguma coisa errada. Esquecem que o filho existe sempre e precisa da sua atenção e do seu carinho em todos os momentos.

Neste domingo em que celebramos o Dia dos Pais, vamos refletir sobre o ser pai. Como foi dito acima, ser pai vai além do biológico.

Ser pai é criar uma fina sintonia com o filho a fim de que ambos falem a mesma linguagem, partilhem dos mesmos valores e sentimentos. Os pensamentos podem ser diferentes, mas sempre chegam a um mesmo ideal, porque são orientados pelos mesmos valores. Muitos são pais biológicos, mas não exercem a função de pai na sua dignidade. Outros não podem ser pais biológicos, mas o são na forma como se relacionam, como tratam aqueles que a eles são confiados.

Em tudo isso, todos os pais são chamados a olhar a Deus, que gentilmente Jesus Cristo nos ensina a chamar de Pai. Deus não é Pai de um só, mas Pai nosso; Pai de todos. As características que Jesus vai apresentando nos Evangelhos vão nos dando o perfil desse Pai: misericordioso, amoroso, compassivo, generoso, acolhedor... Assim poderíamos ficar descrevendo inúmeras qualidades que aparecem na Bíblia para definir Deus.

O Pai é aquele que atende as necessidades do filho. Por isso o filho pede e confia, porque sabe que o pai o atenderá ou ao menos o escutará.

Assim vemos no Evangelho deste domingo (Mateus 15,21-28). Jesus sede à insistência da mulher cananéia que suplica cura pela sua filha. Inicialmente resiste por ela não ser judia, mas alargando os horizontes Jesus vai mostrar que o amor de Deus Pai é por todos os povos, por todos que a Ele se dirigem com confiança e amor. Notemos ainda mais um detalhe. A mulher insiste no pedido porque confia que Jesus pode curar sua filha. Assim devemos ser nós. Pedir e confiar.

Mais que pedir, sempre agradecer porque o Pai nos concede muito mais que pedimos, pois Ele conhece as nossas reais necessidades. Assim são os pais. Muitas vezes, mesmo que os filhos não manifestem seus desejos e intenções, eles conhecendo seus filhos sabem do que precisam.

Não podemos nos esquecer de rezar nesse dia por todos os pais, para que sempre tenham a sabedoria necessária para educar os filhos. Rezemos pelos pais doentes, idosos, abandonados em asilos, desrespeitados pelos filhos e pelas famílias.

Ao rezarmos pelos pais, rezemos pelas famílias. Para que sempre seja um espaço de Deus. Que em todas elas sempre reine o amor, a partilha, o diálogo, a compreensão, o perdão, a ternura, o respeito, a oração. Todos esses valores existirão se de fato Deus tiver o espaço merecido em cada uma delas e em nossas vidas.

Deus Pai Providente. Abençoe todas as famílias! Amém!

Pe. Hermes José Novakoski



LEITURAS DO 20º DOMINGO
I Leitura: Isaías 56,1.6-7
Salmo: 66/67
II Leitura: Romanos 11,13-15.29-32
Evangelho: Mateus 15,21-28