1 de setembro de 2011

Somos todos irmãos - 23º domingo do Tempo Comum

Aos olhos de Deus não existem preferências. Somos todos seus filhos amados e, por sermos amados, devemos amar-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus (Cf. I São João 4,7). Se Deus não faz acepção de pessoas, também nós não devemos fazer. Numa atitude cristã, somos chamados a olhar com o mesmo amor a todos. Amando de forma igual seremos elo de união na comunidade, na família e não motivo de brigas e divisões.

Quando amamos fazemos de tudo para que a pessoa amada seja feliz e realizada. Devemos adverti-la quando não está agindo bem para que volte ao bom caminho. Assim seremos a voz que busca ajudar e não a voz que se levanta apenas para condenar.

Para que na comunidade e na família exista paz e tranqüilidade, a única dívida que deve haver é a do amor. São Paulo, ao escrever à comunidade de Romanos disse:

“Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o seu próximo está cumprindo a lei” (Rm 13,8).

Deve ser um amor verdadeiro e profundo. Um amor que me faz realizar pelo outro o que eu gostaria que fizessem por mim. Um amor que ama o outro como eu me amo. Por isso é um amor que não deseja o mal contra o próximo.

No Evangelho (Mateus 18,15-20), Jesus apresenta a correção fraterna, feita com amor e humildade, como um caminho para a paz. Muitas vezes sentimos vontade de denunciar os erros dos irmãos aos quatro ventos. Essa, porém, não é uma atitude cristã. O cristão é aquele que busca no diálogo, na escuta e na fraternidade os meios para resolver os conflitos.

Jesus apresenta bem claro qual deve ser o itinerário desse processo: corrigir em particular; corrigir com a presença de testemunhas; corrigir na comunidade. São etapas diferentes onde a pessoa é convidada a se dar conta do que está fazendo. A comunidade é que vai decidir, em última instância, o que fazer com aquela pessoa. Se a afasta da comunidade ou não. Não somos melhores do que os outros, por isso não temos o direito de excluir quem quer que seja.

Precisamos cuidar sempre do uso das palavras em todas as etapas da correção fraterna.

Ninguém gosta de ser humilhado - por que humilhamos?

Ninguém gosta de ser difamado - por que difamamos?

Lembro aquilo que diz São Paulo:

“O amor não faz nenhum mal contra o próximo” (Rm 13,10).

Pelo fato de sermos amados por Deus, devemos amar sempre nossos irmãos, inclusive aqueles que nos magoam.

Que nossas famílias e nossas comunidades sejam sempre esse espaço de oração, respeito mútuo, carinho, fraternidade. Que o amor seja a única dívida entre nós.

Deus inspire nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações.

Amém!

Pe. Hermes José Novakoski


LEITURAS DO 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM
I Leitura: Ezequiel 33,7-9
Salmo: 94(95)
II Leitura: Romanos 13,8-10
Evangelho: Mateus 18,15-20