27 de outubro de 2011

O VERDADEIRO MESTRE - 31º Domingo do Tempo Comum

Quem de nós já não fez discursos lindos? Quem já não falou que é preciso ter otimismo, fé, confiança? Falamos, mas lá pelas tantas nos deparamos o quanto é difícil viver o que pregamos.

O mundo está cheio de belos discursos. Pessoas que gritam, se emocionam, choram nos palcos, têm palavras lindas que mantém uma grande platéia atenta a cada palavra e movimento. São discursos com retórica perfeita. Falam coisas que precisamos ouvir. Falam coisas que tocam nosso coração e que se identificam conosco.

Por outro lado, o mundo está carente de líderes que arrastam multidões. Pessoas que convencem não só com palavras, mas principalmente com o exemplo. Pessoas que vivem o que acreditam e o que pregam.

Jesus Cristo chama a atenção dos mestres da lei e dos fariseus que ensinam, mas não vivem o que ensinam. E ainda mais, fazem coisas só por aparência. Para serem bem vistos pelos outros. Usam máscaras. Por isso os ouvintes devem praticar o que eles ensinam, mas não fazer o que eles fazem. Não devem viver uma religião de aparência.



Muito atual tudo isso. Por isso ninguém deve ser chamado de guia e mestre, a não ser Jesus Cristo. Porque Ele viveu o que acreditava e pregava. Não disse aos discípulos: ‘deveis lavar os pés uns dos outros’. Antes de ensinar, fez o gesto. Por isso Ele é o Mestre digno de ser seguido por todos. 

Deus sabe que somos limitados e imperfeitos. Que falamos e não vivemos. Ensinamos e não praticamos. Mas nem por isso devemos deixar de ensinar, de anunciar, de pregar. Se não conseguimos, devemos ao menos indicar o caminho que o ser humano deve seguir para ser feliz e conseguir a salvação.

Quem dera que anunciássemos o Evangelho antes de tudo com a vida. Mostrar em nossa vida que Ele é Palavra viva de Deus. Que a crítica de Jesus não fosse para nós: “Deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam.” (Mateus 23,3)

Diante da nossa incapacidade de viver o que anunciamos, colocamo-nos aos pés do Senhor para pedir seu perdão. Perdão pela nossa infidelidade e incapacidade de viver e amar. Confiando na sua misericórdia, pedimos o dom da Sabedoria, desejando que nossa vida seja coerente com a Sua Palavra.


Deus abençoe a todos!
Pe. Hermes José Novakoski

LITURGIA DO 31º DOMINGO DO TEMPO COMUM
I Leitura: Malaquias 1,14-2,1-2.8-10
Salmo 130(131)
II Leitura: Tessalonicenses 2,7-9.13
Evangelho: Mateus 23,1-12.