25 de maio de 2012

Cultive as boas amizades

Uma amizade só é verdadeira se baseada na fidelidade

Não preciso falar aqui da importânica de cultivar as boas amizades para ser feliz. Milan Kundera diz que “toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Os amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contraído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão.”

A verdadeira amizade nos socorre quando menos esperamos! Podemos esquecer aquele com quem rimos muito, mas nunca nos esqueceremos daqueles com quem choramos. Os corações que as tristezas unem permanecem unidos para sempre.

Na prosperidade, os verdadeiros amigos esperam ser chamados; na adversidade, apresentam-se espontaneamente. A fortuna faz amigos. A desgraça prova se eles existem de fato. É preciso saber fazer e cultivar amizades. Isso depende de cada um de nós; antes de tudo, do nosso desprendimento e fidelidade ao outro. Para conquistar um amigo é preciso criar um “deserto” dentro de si, aceitando que o outro venha ocupá-lo.

Acolher o amigo é, em primeiro lugar, ouvi-lo. Alguns morrem sem nunca ter encontrado alguém que lhes tenha prestado a homenagem de calar-se totalmente para ouvi-los. São poucos os que sabem ouvir, porque poucos estão vazios de si mesmos, e o seu “eu” faz muito barulho. Se você souber ouvir, muitos virão lhe fazer confidências.

Muitas pessoas se queixam da falta de amigos, mas poucos se preocupam em realizar em si as qualidades próprias para conquistar amizades e conservá-las.

Se você quiser ser agradável às pessoas, fale a elas daquilo que lhes interessa e não daquilo que interessa a você. A amizade é alimentada pelo diálogo; que é uma troca de ideias em busca da verdade; muito diferente da discussão, que é uma luta entre dois, na qual cada um defende a sua opinião.

A verdadeira amizade não pode ser alimentada pela discussão, somente pelo diálogo.

Em vez de demonstrar exaustivamente que o amigo está errado, ajude-o a descobrir a verdade por si mesmo; isso é muito mais nobre e pedagógico.

Se você quiser agir sobre seu amigo, de verdade, para que ele mude, comece por amá-lo sincera e desinteressadamente.
A amizade também exige que se corrija o amigo que erra; mas devemos censurar os amigos na intimidade; e elogiá-los em público. Nada é tão nocivo a uma amizade como a crítica ao amigo na frente de outras pessoas; isso humilha e destrói a confiança. Nunca desista de ajudar o amigo a vencer uma batalha; não há nem haverá alguém que tenha caído tão baixo que esteja fora do alcance do amor infinito de Deus e do nosso socorro.

Uma amizade só é verdadeira e duradoura se é baseada na fidelidade. Cuidado, pois para magoar alguém são necessários um inimigo e um amigo: o inimigo para caluniar e um “amigo” para transmitir a calúnia.

Prof. Felipe Aquino

Do livro: Para ser feliz                                        
Link do texto.

22 de maio de 2012

STJ nega liberdade a condenado por morte de Dorothy Stang

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou nesta terça-feira (22) pedido de liberdade para Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, um dos condenados pela morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, em 2005.

A decisão contrária à liberdade de Galvão foi tomada por unanimidade pela Quinta Turma do STJ.

A defesa de Galvão argumentou que a ordem de prisão é ilegal por não estar devidamente fundamentada. O relator do habeas corpus, o desembargador convocado Adilson Vieira Macabu, discordou e foi favorável à manutenção da prisão.

"Não estamos aqui diante de meros indícios, mas de uma condenação de 30 anos, nas circunstâncias e na forma como o crime foi cometido", afirmou o ministro relator, de acordo com a assessoria do STJ.

Outros dois pedidos de liberdade para Galvão já haviam sido negados pelo STJ, em fevereiro deste ano e em novembro do ano passado.

Galvão foi condenado em 2010 a 30 anos de prisão. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária. Está preso desde setembro de 2011.

Dorothy Stang foi morta por um pistoleiro em 2005, aos 73 anos, quando estava a caminho de um assentamento de agricultores em Anapu (766 km de Belém, no oeste do Pará). Cinco pessoas foram condenadas por seu assassinato.

Rayfran das Neves Sales foi acusado de ter efetuado os disparos, tendo Clodoaldo Batista como coautor.

O fazendeiro Amair Feijoli foi acusado de ser o intermediário entre os fazendeiros que queriam encomendar o crime e os pistoleiros.

Batista está foragido desde fevereiro de 2011. Feijoli e Sales atualmente cumprem pena.

Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser outro mandante do crime, também está preso.


20 de maio de 2012

Cresce número de católicos

“Aumentou o número de Católicos, de sacerdotes e seminaristas no mundo, em particular na Ásia e África”, foi o que mostraram os dados do Anuário Pontifício 2010, apresentado no dia 20, ao papa Bento XVI, pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e pelo substituto da secretaria de Estado para os Assuntos Gerais, dom Fernando Filoni.

Os dados estatísticos, referentes ao ano 2008, fornecem uma análise da Igreja Católica nas 2.945 circunscrições eclesiásticas do planeta.

Os dados coletados mostram um aumento geral dos católicos no mundo: em 2008 foi registrada a quantidade de 1 bilhão 166 milhões de fiéis batizados, com um incremento de 19 milhões (aumento de 1,7% em relação ao ano precedente). Também considerando o crescimento da população mundial atingindo a cifra de seis bilhões e 700 milhões de pessoas, se observa um aumento percentual da incidência dos católicos no mundo de 17,33% para 17,40%.

O Anuário registrou também o aumento do número de bispos no mundo, passado de 4.946 para 5.002 (entre 2007 e 2008) um aumento de 1,13%. Só na África houve o crescimento de 1,83% e nas Américas 1,57%, enquanto na Ásia 1,09% e na Europa 0,70%. A Oceania registra no mesmo período uma taxa de variação de -3%, porém, esses dados, não causaram substanciais variações na distribuição dos bispos por continente.

Outra evolução positiva, em torno de 1% no período compreendido entre os anos 2000 e 2008, diz respeito ao número de sacerdotes, tanto diocesanos quanto religiosos, aumentado ao longo dos últimos nove anos, tendo passado de 405.178 mil no ano 2000 para 409.166 mil em 2008.

A distribuição do clero entre os continentes, em 2008, é caracterizada por uma forte prevalência de sacerdotes europeus (47,1%), os sacerdotes americanos representam 30% do clero mundial; o clero asiático representa 13,2%”, o clero africano representa 8,7% e o da Oceania representa 1,2%.

Entre o ano 2000 e 2008 não variou a incidência relativa dos sacerdotes da Oceania; por outro lado, cresceu significativamente tanto o clero africano quanto o clero asiático, bem como o clero americano. Já o clero europeu diminuiu significativamente, passando de 51,5 para 47,1%.

Entre as religiosas, grupo de maior peso numérico, os números estão diminuindo progressivamente. Tais religiosas, que no mundo eram 801 mil no ano 2000, diminuíram em 2008 um total de 7,8%, caindo para 739.067 mil. Ressalta-se que os grupos mais numerosos de religiosas se encontram na Europa com 40,9% e na América 27,5%.

Em nível global, o número dos candidatos ao sacerdócio aumentou, passando de 115.919 mil em 2007 para 117.024 mil em 2008. Ao todo, no biênio houve uma taxa de aumento de cerca de 1%.

Tal variação relativa foi positiva na África em 3,6%, na Ásia em 4,4% e na Oceania em 6,5%; já na Europa registrou uma queda de 4,3%. Por sua vez, a América apresenta uma situação estacionária.

Em 2009 foram criadas pelo Papa, oito novas sedes episcopais e uma prelazia; uma prelazia foi elevada a diocese e três prefeituras a vicariatos apostólicos. Ao todo foram nomeados 169 novos bispos.


Fonte: Agência CNBB - Link do texto

18 de maio de 2012

NOVENA DE PENTECOSTES




Novena de Pentecostes. Preparemo-nos para este momento importante na vida da Igreja. 

CARTA DO PE. CALÁBRIA AOS RELIGIOSOS SOBRE PENTECOSTES 

Infelizmente, é pouco conhecido o Espírito Santo entre o povo cristão, e talvez se fale dele muito menos do que se deveria. É preciso ter presente que se Jesus é o Chefe da Igreja, seu Corpo Místico, o Espírito Santo é a alma dessa Igreja. Todo membro, ao qual não chegar o influxo vital da alma, seca e morre. 

Para agir, todavia, não basta viver de qualquer maneira; é preciso intensidade de vida. Essa vida, bem como essa intensidade e vigor da vida sobrenatural, é fruto do Espírito Santo. 

O Espírito Santo operou nos Apóstolos aquela admirável transformação pela qual eles puderam dar um glorioso testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo, dia e noite fadigando-se e com alegria sofrendo por Ele, até dar a vida em testemunho da verdade. Sem a assistência e o auxílio do Espírito Santo, como a Igreja teria podido resistir ao imane choque de perseguições e de lutas, superar vitoriosamente as forças do mal, de dentro e de fora, satanicamente conjuradas contra ela? Mas justamente porque conduzida pelo sopro do Espírito Santo, esta mística navezinha, por entre os recifes e as tempestades de um mar traiçoeiro, navega segura para o porto da eternidade feliz. 

E também para nós o Espírito Santo é espírito de luz e de verdade, espírito de graça e de santidade, espírito de caridade, de amor e de paz, espírito de sabedoria e de força, de piedade e de alegria. 

Deveríamos sentir sempre a necessidade de recorrer ao Espírito Santo, mas especialmente agora, já que parecem ter chegado os tempos infelizes preditos por São Paulo, nos quais “os homens abandonarão a fé para crer nos espíritos do erro e nas doutrinas dos demônios” (1Tm 4,1). Por isso, desejo vivamente que em todas as nossas Casas se faça com particular empenho a novena em preparação à festa de Pentecostes, acrescentando o canto do Veni Creator à recitação do Rosário. Como vocês podem ver, não prescrevo nenhuma outra oração além das normais dos outros anos, mas deixo à devoção de cada um acrescentar, se acharem oportuno, outros exercícios de piedade, por exemplo, a recitação da coroazinha do Espírito Santo. Mas aquilo que recomendo acima de tudo é que se faça essa novena em união com Maria Santíssima, a fim de que ela reze conosco e por nós nesta hora tão grave para a Igreja e para a pobre humanidade. Eu falo a vocês, meus queridos e amados irmãos, mas gostaria que esta minha palavra de sacerdote fosse acolhida por outras pessoas, para que, multiplicando-se as súplicas dirigidas a Deus por meio de Maria Santíssima, nossa Mãe celestial, mais facilmente sejamos ouvidos e atendidos, rezando também conosco e em nós “com gemidos inefáveis” (Rm 8,26) o Espírito Santo. 

Sobretudo convido a unir-se à nossa oração na próxima novena ao Espírito Santo as almas sacerdotais e religiosas, os membros dos institutos, que vivem sob as asas da religião e da caridade cristã, e todas aquelas almas que, mesmo sendo do mundo, percorrem o caminho da perfeição evangélica. 

Que ao sopro irresistível deste Espírito Santo se renove a face da terra e se obtenha para a Igreja um novo Pentecostes, pelo qual refloresçam o espírito cristão, cessem os ódios, desperte a caridade cristã entorpecida, robusteçam-se os vínculos da verdadeira irmandade em Cristo, reencontrem os afastados o caminho da verdade e da justiça, retornem à única verdadeira Igreja aqueles que dela se separaram, para que, já nesta terra, se forme um só rebanho sob um mesmo Pastor e todos possamos chegar com segurança ao porto da eterna salvação. 

Rezem muito por mim, que os levo na mente e no coração, enquanto com fraterno afeto os abençôo. Em C. J. Sac. J. Calabria 

Trecho da CARTA XXXVI – Maio de 1944


 NOVENA

Rezemos juntos. Cada dia vamos refletir sobre um dos Dons do Espírito Santo, conforme segue abaixo:

JUNTOS: Vinde, Espírito de Sabedoria! Instruí o meu coração para que eu saiba estimar e amar os bens celestes e antepô-lo a todos os bens da terra.

SOLISTA: O dom da Sabedoria pode ser definido como uma disposição sobrenatural da inteligência que leva a dar valor àquilo que diz respeito às coisas de Deus e à glória de seu nome. "A sabedoria vale mais que as pérolas e jóia alguma a pode igualar" (Prov 8, 11). O dom da sabedoria não se aprende nos livros mas é comunicado à alma pelo próprio Deus, que ilumina e enche de amor a mente, o coração, a inteligência e a vontade. (Glória ao Pai...)

JUNTOS: Vinde, Espírito de Entendimento! Iluminai a minha mente para que entenda e abrace todos os mistérios e mereça alcançar um pleno conhecimento Vosso, do Pai e do Filho.

SOLISTA: O dom do entendimento, também chamado "dom da inteligência" ou "dom do discernimento", nos dá uma compreensão profunda das verdades reveladas, sem contudo nos revelar o seu mistério. Só teremos plena compreensão do mistério quando estivermos face a face com Deus. (Glória ao Pai...)

JUNTOS: Vinde, Espírito de Conselho! Assisti-me em todos os assuntos desta vida instável, tornai-me dócil às Vossas inspirações e guiai-me sempre pelo caminho dos divinos mandamentos.

SOLISTA: O dom do conselho, também chamado "dom da prudência", nos faz saber pronta e seguramente o que convém dizer e o que convém fazer nas diversas circunstâncias da vida. É um dom de santificação que nos faz viver sob a orientação do Espírito Santo. (Glória ao Pai...)

JUNTOS: Vinde, Espírito de Fortaleza! Fortalecei o meu coração em todas as perturbações e adversidades e dai à minha alma o vigor necessário para resistir a todos os meus inimigos.

SOLISTA: O dom da fortaleza, também chamado "dom da coragem", imprime em nossa alma um impulso que nos permite suportar as maiores dificuldades e tribulações, e realizar, se necessário, atos sobrenaturalmente heróicos. (Glória ao Pai...)

JUNTOS: Vinde, Espírito de Ciência! Fazei-me ver a vaidade de todos os bens caducos deste mundo, para que não use deles senão para Vossa maior glória e salvação da minha alma.

SOLISTA: Pelo qual nos é concedido conhecer o verdadeiro valor das criaturas em relação ao seu Criador. Iluminado por este dom, o homem descobre ao mesmo tempo a distância infinita que separa as coisas do Criador, sua intrínseca limitação, o perigo que elas podem apresentar, quando, pelo pecado, ele faz uso impróprio delas. (Glória ao Pai...)

JUNTOS: Vinde, Espírito de Piedade! Vinde morar no meu coração e inclinai-o para a verdadeira piedade e santo amor de Deus.

SOLISTA: O dom da Piedade produz em nós uma afeição filial para com Deus, adorando-o com amor sobrenatural e santo ardor, e uma terna afeição para com as pessoas e coisas divinas. (Glória ao Pai...)

JUNTOS: Vinde, Espírito de Temor de Deus! Repassai a minha carne com o Vosso santo temor, de modo que tenha sempre Deus presente e evite tudo o que possa desagradar aos olhos de Sua divina majestade.

SOLISTA: O Dom do "Temor de Deus" aperfeiçoa a virtude da Esperança. O temor de Deus é filial. É o temor de nos afastar do Pai que nos criou e que nos ama, de ofender a Deus que, por amor, sempre nos perdoa. O filho que ama o pai não quer ficar longe dele nem fazer algo que o possa magoar. É um temor nobre que brota do amor. Um temor filial, perfeito e amoroso. O temor de Deus é um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial a Deus e nos afasta do pecado. (Glória ao Pai...)

PARA TODOS OS DIAS: (ao final da oração para cada dia)
- Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado.
- E renovareis a face da terra.

OREMOS: Ó Deus, que instruístes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, dai-nos pelo mesmo Espírito o conhecimento e o amor da justiça e que gozemos sempre da Sua consolação. Amém.

* Rezar três Ave-Marias com a invocação: Rainha dos Apóstolos, rogai por nós!

16 de maio de 2012

RS é campeão no país em repetência no Ensino Médio

A reportagem "RS é campeão no país em repetência no Ensino Médio" traz os resultados assustadores em que se encontra a educação neste estado. Reprovação é ruim? Sim, é. Porém, pior que isso é aprovar alunos que não sabem nada só para dizer que a escola têm índice de reprovação zero. Isso é um absurdo que acontece em muitos estados, em muitas escolas municipais e estaduais. Hoje não estou numa sala de aula, mas acompanho de perto jovens estudantes e vejo que se repete o mesmo problema de quando lecionava: muitos alunos são aprovados sem estarem preparados para a próxima etapa. Por isso, antes de olhar os índices de reprovação em cada escola e estado, deveria-se olhar a qualidade do ensino. O que os alunos sabem é o suficiente para serem aprovados? O ENEM têm mostrado a cada ano que o nível de conhecimentos dos nossos estudantes ainda é insuficiente.


Outro caso que penso ser gravíssimo é ter estudantes na graduação que não conseguem sequer fazer uma interpretação de texto ou escrever uma redação. Quando é solicitado um trabalho o aluno nem sabe por onde começar. E aí, quem errou? Adiante reprovação zero neste caso?


O Ensino Fundamental e Médio do nosso país precisa melhor e não adianta apenas aprovar todos para ter pesquisas bonitas com reprovação zero. O que falta é QUALIDADE!


Hermes J. Novakoski

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Acompanhe abaixo a reportagem de Marcelo Gonzatto e Nilson Mariano publicado no site do Jornal Zero Hora.


A cada ano, perto de 300 mil alunos são afetados por um dos mais graves problemas da educação gaúcha: o alto índice de reprovação.

Esse fenômeno atrasa o fluxo estudantil de 19,9% dos estudantes do Ensino Médio em estabelecimentos públicos ou privados — o que torna o Estado campeão nacional de repetência nessa etapa. Além disso, afeta 14,2% dos matriculados no nível Fundamental, compromete o desempenho em sala de aula e é uma das principais razões para a desistência. Apenas na rede estadual, a retenção e o abandono escolar representam um desperdício de R$ 790 milhões por ano.

O mais estreito funil do ensino gaúcho está nas escolas estaduais e municipais. E, nessas redes, principalmente no Ensino Médio. No 1º ano, a reprovação chega a reter quase um terço dos alunos, conforme dados de 2010. O Fundamental também apresenta índices elevados, superando os 17% na rede estadual.

Considerando-se o que o Estado gasta para custear o ensino, a reprovação e a desistência — que leva um a cada 10 estudantes a deixar os estudos — desperdiçam o equivalente a R$ 384 milhões no Fundamental e R$ 406 milhões no Médio por ano. Isso representa um quarto dos R$ 3,2 bilhões investidos em 2011 nessas duas faixas.

— Essa perda material, somada à perda social, faz com que essa seja uma das questões mais graves da educação hoje — admite o secretário estadual da Educação, Jose Clovis de Azevedo.

Uma das explicações levantadas por especialistas para o mau desempenho gaúcho seria a vocação precoce para o trabalho. Mas os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não sustentam essa crença: 2,9% dos adolescentes de 15 a 17 anos trabalham — abaixo da média nacional de 3,1%. Resta, então, a hipótese de que os rio-grandenses apostam na repetência como recurso pedagógico por razões culturais.

— Podemos conjecturar que é um Estado com cultura escolar de maior rigidez e sem política específica para evitar reprovações — avalia a diretora-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz.

Azevedo afirma que a proposta de reforma no Ensino Médio, que desagrada ao Cpers, é uma tentativa de mudar esses índices. Para a ex-secretária da Educação Mariza Abreu, o Estado ficou à margem das discussões sobre os malefícios da retenção feitas no país a partir dos anos 90.

— A implantação dos ciclos em Porto Alegre não teve bons resultados, então ficou no inconsciente coletivo a impressão de que reprovar é melhor do que a aprovação automática — acredita Mariza.

Outro grande problema é que, segundo pesquisas indicam, a repetência não ajuda em nada a nota do aluno. Lançado este ano, o relatório De Olho Nas Metas, do Todos pela Educação, demonstra que 47% dos estudantes das séries iniciais do Fundamental que nunca rodaram alcançam o desempenho esperado em matemática. No caso dos estudantes que estão fora da seriação adequada, apenas 25% atingem o resultado desejado. Assim, o ciclo da repetência se perpetua.

15 de maio de 2012

O que é Vocação?


Vocação é o chamado de Deus que tem como finalidade a realização plena da pessoa humana.


É um gesto gracioso de Deus que visa a plena humanização do Homem.
É dom, é graça, é eleição cuidadosa, visando a construção do Reino de Deus.
É um chamado para fazer algo, para cumprir uma missão.
Toda pessoa é vocacionada, é eleita por Deus.
Deus elege por causa de alguns (comunidade) e esta eleição se manifesta no nosso dia a dia.

A mensagem do Evangelho à um convite contínuo a seguir Jesus Cristo. Vem e segue-me. (Mt 9,9 ; Mc 8,34; Le 18,22; Jo 8,12).

VEM-CHAMADO: é um convite pessoal dirigido por Deus a uma pessoa.

SEGUE-ME - MISSÃO: é o seguimento da prática de Jesus.
É uma iniciativa gratuita, proposta que parte de Deus (dimensão teológica). Impulso interior de cada pessoa onde conscientemente responde ao plano de amor de Deus (dimensão antropológica).



DISTINÇÃO:
Para compreendermos em profundidade o significado da vocação, precisamos fazer a distinção entre: VOCAÇÃO FUNDAMENTAL e VOCAÇÃO ESPECÍFICA.

A) VOCAÇÃO FUNDAMENTAL: Entendemos por vocação fundamental o chamado de cada pessoa: à vida, a ser Filho de Deus, a ser Cristão, a ser Igreja. A tomar consciência de que todos somos irmãos e fazemos par te do Reino de Deus.
Pela revelação sabemos que todos os homens foram chamados por Deus a santidade (Gn 1,26; 2,7; lPe 1,15-16). É um chamado a desenvolvermos plenamente todas as nossas potencialidades. Todas as vocações específicas derivam desta vocação fundamental.
Pelo Batismo todos fomos chamados a viver a Santidade. A P.V. deveria ser a Pastoral daVocação Fundamental, sob a qual é possível descobrir a Vocação Específica.

B) VOCAÇÃO ESPECÍFICA: Entendemos por vocação específica a maneira própria de como cada pessoa realiza a sua vocação fundamental, como leigo, sacerdote ou religioso.
As vocações específicas são três: LAICAL - RELIGIOSA E SACERDOTAL




COMO DEUS CHAMA?
PESSOALMENTE E PELO NOME
PELOS VALORES QUE NOS ATRAEM
PELA COMUNIDADE
PELAS NECESSIDADES DO MUNDO E DA IGREJA
ATRAVÉS DE MEDIADORES DIRETOS





14 de maio de 2012

Discurso político: antes e depois da posse


ANTES DA POSSE


O nosso partido cumpre o que promete. 
Só os tolos podem crer que 
não lutaremos contra a corrupção. 
Porque, se há algo certo para nós, é que
 
a honestidade e a transparência são fundamentais.
 
para alcançar os nossos ideais
 
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
 
as máfias continuarão no governo, como sempre.
 
Asseguramos sem dúvida que
 
a justiça social será o alvo da nossa ação.
 
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
 
se possa governar com as manchas da velha política.
 
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
 
se termine com os marajás e as negociatas.
 
Não permitiremos de nenhum modo que
 
as nossas crianças morram de fome.
 
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
 
os recursos econômicos do país se esgotem.
 
Exerceremos o poder até que
 
Compreendam que
 
Somos a nova política.
 

DEPOIS DA POSSE
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA, linha a linha

12 de maio de 2012

PRECE PELAS MÃES


SENHOR E PAI 

Olhai pelas mães, as quais concedestes o dom e a graça de serem geradoras da vida. 

Olhai para as mães jovens que, pela primeira vez, se tornaram mães. Suas mãos trêmulas embalam este ser tão frágil! 

Olhai para as mães idosas que muito têm a ensinar para seus filhos e netos. Não permitais que seus filhos as abandonem como se fossem página virada em suas vidas. 

Olhai para as mães doentes e abandonadas, para que encontrem conforto, assim como tantas vezes confortaram seus filhos. 

Olhai por todas as mães. 

Abençoai a elas, para que nunca se esqueçam do privilégio que receberam de se tornarem geradoras da vida. Que elas sejam o ponto de encontro nas famílias, o exemplo de amor gratuito, generoso e compassivo. 

Desejo, Senhor, que todas as mães sejam felizes em seus lares. Que seus filhos as amem e as respeitem como merecem. 

E agora, Senhor, agradeço pela vida da minha mãe e de todas as outras, porque sem elas não poderíamos continuar a existência neste mundo. 

Agradeço pelo lindo presente que me destes e que se chama MÃE! 

Amém!

Pe. Hermes J Novakoski, PSDP

10 de maio de 2012

A história da Missa

Memória viva através dos séculos 

A Celebração Eucarística, comumente conhecida por Missa, foi instituída por Cristo na noite de Quinta-feira Santa, antes de morrer. Pegando no pão e no vinho, deu graças, abençoou-os e distribuiu-os aos discípulos, dizendo: «Tomai: isto é o meu Corpo. (...) Isto é o meu sangue» (Mc 14, 22.24). No fim, pediu-lhes que repetissem esse gesto em Sua memória.

Assim fizeram os discípulos de Jesus, os primeiros cristãos, e sempre sucessivamente, até chegar aos nossos dias. No entanto, o ritual da Missa passou por algumas alterações até estar como hoje o conhecemos. Desde os primórdios que se manteve praticamente a mesma estrutura, que divide a celebração em dois momentos essenciais: a liturgia da palavra e a liturgia eucarística.

Na primeira parte, dá-se especial atenção aos textos bíblicos. Nos primeiros séculos, liam-se as Cartas dos Apóstolos às diversas comunidades e mais tarde os Evangelhos. Aquele que presidia à celebração fazia, em seguida, uma pequena meditação sobre o que tinha acabado de ser lido e partilhava-a com todos os presentes. No fim, todos juntos rezavam o que nós hoje chamamos Oração dos Fiéis, por toda a Igreja. A segunda parte da celebração dedicava-se à consagração do pão e do vinho e à comunhão.

A Didaqué, um escrito catequético do século I, apresenta as fórmulas que então eram usadas para a consagração na Eucaristia. Sobre o cálice deveria dizer-se: «Nós Te bendizemos, nosso Pai, pela santa vinha de David, teu servo, que Tu nos revelaste por Jesus, Teu servo; a Ti, a glória pelos séculos»; e sobre o pão: «Nós Te bendizemos, nosso Pai, pela vida e pelo conhecimento que nos revelaste por Jesus, Teu servo; a Ti, a glória pelos séculos. Da mesma forma como este pão partido foi inicialmente semeado sobre as colinas e depois recolhido tornou-se um, assim das extremidades da terra seja unida a Ti Tua Igreja em Teu reino; pois Tua é a glória e o poder por Jesus Cristo pelos séculos!»

Durante os primeiros séculos, a celebração da Missa era bastante simples e evitava tudo o que pudesse desviar a atenção do mistério central. A partir do segundo milénio, no entanto, começaram a surgir algumas alterações. Introduziram-se os sacrários, que passaram a ganhar tanta ou mais importância do que a mesa do sacrifício - o altar. O pão e o vinho tornaram-se os elementos centrais de toda a celebração e a leitura da Palavra passou para um plano secundário.

Anos mais tarde, a Igreja decidiu que a Missa deveria ter um ritual uniformizado e passou a ser celebrada em latim. Para além disso, o sacerdote passou a estar virado de costas para a assembleia, pois o altar encontrava-se encostado à parede. Os fiéis participavam muito pouco na celebração e geralmente limitavam-se a esperar pelo momento da comunhão (quando esta era possível) ou pela Adoração do Santíssimo Sacramento, não participando na liturgia da palavra.

O próprio ritual da celebração também se foi complicando e no período barroco chegou a tornar-se quase como que um espetáculo. Grandes ornamentos nas igrejas, o uso excessivo de incenso e coros e organistas que davam autênticos concertos foram algumas das inovações desta época. Como consequência, isto afastou ainda mais os fiéis do essencial da celebração.

A partir de certa altura, em finais do século xix e inícios do século xx, começou a perceber-se que o ritual que então se celebrava se tinha afastado bastante do original dos primeiros séculos. A Igreja começou a sentir necessidade de voltar às origens. Por este motivo, entre muitos outros, o Papa João XXIII resolveu convocar os bispos de todo o mundo para uma grande reunião com vista a reformar alguns aspectos da Igreja, entre os quais a celebração da Eucaristia. No dia 11 de Outubro de 1962 começaram oficialmente os trabalhos daquele que ficaria conhecido como Concílio Vaticano II, um dos mais importantes concílios da história da Igreja.

Do Vaticano II saíram importantes reformas para a vida da Igreja, muitas delas dirigidas à forma como até então se celebrava a Missa. Procurando regressar ao essencial, enfatizou-se a presença real de Cristo no pão e no vinho e deu-se nova importância à liturgia da palavra. Para isso, o altar passou a tomar um lugar central, sendo colocado diante de todos. A Missa passou a ser celebrada na própria língua e o ambão (de onde se fazem as leituras) tomou um lugar de destaque, de modo a que toda a assembleia participasse na celebração. A liturgia da palavra e a liturgia eucarística voltam, então, a unir-se, formando duas partes essenciais do ritual que não podem ser separadas. A Missa tornou-se algo mais comunitário, em que os fiéis participam como convidados da Ceia do Senhor e onde também podem desempenhar diferentes ministérios: leitores, cantores, acólitos, etc.

Atualmente celebra-se a Missa de acordo com as reformas instituídas pelo Concílio Vaticano II. No entanto, o Papa Bento XVI recentemente permitiu que fossem celebradas também Missas tridentinas, isto é, Missas em latim, de acordo com o missal publicado no século XVI por S. Pio V, renovado em 1962 pelo Papa João XXIII. Diz o Papa que este missal nunca chegou a ser proibido e que, apesar de ser possível usá-lo e celebrar em latim a Eucaristia, a forma normal continuará a ser aquela que saiu do Vaticano II, que é a mais usada hoje em dia.

O Papa Bento XVI salienta, contudo, que, apesar de todas estas transformações na liturgia da Missa, não existe qualquer ruptura com o passado. «Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de repente totalmente proibido ou mesmo considerado prejudicial. Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar», diz o Papa na Carta aos Bispos a propósito da publicação do motu proprio Summorum Pontificum, sobre a liturgia latina.

Apesar de todas as mudanças e reformas ao longo dos séculos, a base da Missa permaneceu sempre a mesma. A estrutura pode ter mudado ligeiramente, mas o mistério manteve-se e continua a alimentar a vida da Igreja.


Mariana Vaz Serra - Família Cristã

6 de maio de 2012

Como é bom ter MÃE! (Pelo dia das mães)

Mãe! Como é bom ter você, poder deitar no seu colo, receber seu abraço, seu beijo, seu carinho, seu afeto, seu sorriso, seu conselho. 



Mãe! Como é lindo ter você comigo, assim a gente experimenta um pouquinho do céu aqui na terra pois você revela a ternura de Deus à cada um de nós. 

Mãe! Como é bom poder ser chamado de filho! Saber que você deu um tanto da sua vida para que eu existisse sendo hoje o que sou. Sem a tua boa vontade, amor, entrega, ternura eu não seria nada, apenas em sonho na eternidade. 

Mãe! Como é bom poder te abraçar sentindo o seu coração pulsar junto com o meu. Nossos corações, Mãe pulsaram juntos enquanto eu estava no seu ventre. Hoje ele pulsa o seu sopro de vida, o seu pulsar. 

Mãe! Como é bom poder ter você. Ver o seu sorriso, ainda que cansado ou enrugado é o melhor prêmio que pude receber até hoje. No teu sorriso há a expressão mais sábia, a alegria mais verdadeira, o amor mais caridoso, o afeto mais gostoso de se sentir. 

Mãe! Sou teu filho. Fruto do teu imenso e infinito amor. Fruto do teu suor, do teu cansaço, das noites mal dormidas. Me orgulho em dizer que sou seu filho e a tua coragem e fé me dão forças de viver e continuar meu caminho. 

Mãe! Eu sou rico, muito rico porque tenho você a pérola mais brilhante, a rosa mais perfumada, o jardim mais florido, a sabedoria mais elevada, o abraço mais aconchegador, o olhar mais acolhedor, o perdão mais sincero, a gratidão mais emocionante, o suor mais gratificante. 

Mãe! Sou teu filho e isso me basta! 

Agradeço a Papai do céu por ter me dado este anjo que cuida tão bem de mim, chamado MÃE! 


Abraços! 
Parabéns pelo seu dia, Mãe! 
Que você seja muito feliz todos os dias! 

Hermes José Novakoski

5 de maio de 2012

Crise e seca em Mali deixam 320 mil pessoas sem teto

O conflito armado, a seca, a falta de alimentos e a crise política deixaram cerca de 320 mil pessoas sem teto em Mali.

Deste número, aproximadamente 200 mil procuraram refúgio em alguns dos países vizinhos africanos, segundo dados publicados pela ONU.

O total representa uma alta significativa, de cerca de 50 mil pessoas, conforme estimativas oferecidas pela mesma organização no final do mês de abril.

Os principais destinos dos malineses são a Mauritânia, onde se calcula que estejam 62 mil refugiados; Burkina Fasso, com mais de 56 mil; e Níger que recebeu cerca de 40 mil pessoas que tiveram que fugir para sobreviver.