30 de maio de 2013

Eucaristia: fonte e ápice de toda a vida cristã - Solenidade de Corpus Christi



Celebramos nesta quinta feira a solenidade de Corpus Christi. Momento privilegiado para contemplarmos o amor de Deus por nós que se fez pão para nos alimentar e permanecer em nosso meio.

O Catecismo da Igreja Católica nos diz que “a Eucaristia é ‘fonte e ápice de toda a vida cristã’. ‘Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam.Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa.’A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus, pelas quais a Igreja é ela mesma, a Eucaristia as significa e as realiza. Nela está o clímax tanto da ação pela qual, em Cristo, Deus santifica o mundo, como do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por ele, ao Pai. Pela Celebração Eucarística já nos unimos a liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando Deus ser tudo em todos (1Cor 15,28).Em sua palavra, a Eucaristia é o resumo e a suma de nossa fé: ‘Nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia, e a Eucaristia, por sua vez, confirma nossa maneira de pensar’”.

Adoração ao Santíssimo Sacramento
Composta por São Tomás de Aquino, a pedido do Papa Urbano IV. 1263

Eu vos adoro devotamente, oh! Divindade escondida, que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências, a Vós, meu coração submete-se todo inteiro, porque, vos contemplando, tudo desfalece.

A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós mas, somente em vos ouvir em tudo creio. Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

Na Cruz, estava oculta somente a vossa Divindade, mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.

Eu, contudo, crendo e professando ambas, peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.

Não vejo, como Tomé, as vossas chagas, entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus.

Faça que eu sempre creia mais em Vós, em vós esperar e vos amar.
Oh! memorial da morte do Senhor, Pão vivo que dá vida aos homens, faça que minha alma viva de Vós, e que à ela seja sempre doce este saber.

Senhor Jesus, bondoso pelicano, lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue, pois que uma única gota faz salvar todo o mundo e apagar todo pecado.

Oh! Jesus, que velado agora vejo, peço que se realize aquilo que tanto desejo: Que eu veja claramente vossa face revelada; que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amém.

25 de maio de 2013

Reflexão para SSma. Trindade

A Palavra de Deus sugerida para esta solenidade, começa com um texto extraído do Livro dos Provérbios, concretamente o trecho em que se fala da Sabedoria.

Ela nos é apresentada como personificação da vontade de Deus. Ela cria um mundo verdadeiro e belo, fiel à vontade do Pai! Ela é Vida!

João, em seu Evangelho, fala da ação do Espírito, o Espírito da Verdade, que recorda a todos o que ouviu do Senhor Jesus que, por sua vez, recebeu do Pai. Jesus agora, após a ascensão, fala pelo Espírito, que tem a missão de nos conduzir ao conhecimento pleno da Verdade.

Na Carta aos Romanos, Paulo nos fala de sua e de nossa justificação com o Pai, através da Redenção de Jesus Cristo. Disso brota o sentimento de paz e um profundo e grande reconhecimento da caridade de Deus, que nos liberta de nossas limitações e da morte. O projeto da Redenção, possibilitou a Encarnação do Verbo, a presença no mundo da Sabedoria de Deus. “Cristo crucificado é poder de Deus e sabedoria de Deus”, escreveu Paulo em 1Cor 1,24.

O Apóstolo dá destaque às tribulações, aos revezes provenientes com a prática da fé e nos diz que elas nos levam à esperança de sermos acolhidos pelo amor de Deus. Esse amor, continua Paulo, não nos decepciona, mas ocupa o primeiro lugar, deixando a justificação e a justiça para o segundo plano. Portanto, quem triunfa é o amor, por isso a paz em nossa vida.

O Espírito constrói em nós uma vida nova. De fato, em Cristo somos novas criaturas, somos no Filho. E se somos filhos de Deus, entre nós somos irmãos.

Assim, somos chamados a essa unidade, à vida nova daqueles que professam a fé em Cristo ressuscitado, irmãos do mesmo Pai, na unidade do Espírito Santo, que nos anima e vivifica no Amor da Santíssima Trindade.
Texto proveniente da página do site da Rádio Vaticano

14 de maio de 2013

Tragédia nas estradas

Diariamente aumenta o número de vítimas no trânsito brasileiro. Triste realidade do nosso país. A preocupação primeira do governo e das empresas é vender carros e cada vez com maior capacidade de velocidade. Tudo isso têm uma única consequência: mortes e mais mortes.

Entristecem-me notícias como está do jornal Zero Hora. Um final de semana em que celebrar o dia das mães não foi feliz para muitas famílias. Até quando? Será que não vamos aprender que velocidade e bebida não são combinações que servem para o trânsito.

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Com 35 mortes, fim de semana do Dia das Mães é o mais violento do ano nas estradas gaúchas

Nem mesmo em feriados como o de Carnaval e o de Páscoa foram registradas tantas mortes no trânsito gaúcho como no fim de semana de Dia das Mães, o mais violento de 2013. Entre as 12h de sexta-feira e o mesmo horário desta segunda (14/05), são 35 óbitos em ruas e estradas do Rio Grande do Sul, conforme contagem de Zero Hora, Rádio Gaúcha e Agência RBS.

O número é quase quatro vezes maior se comparado ao período do ano passado, quando houve nove mortes. Antes disso, dois fins de semana comuns de abril haviam registrado 19 mortes.

O número impacta ainda mais por ter somado apenas três dias, ao contrário de feriados, que incluem de quatro a cinco dias. No período do Carnaval deste ano, foram 33 mortes; na Páscoa, 18.

A cifra trágica pode ainda aumentar, pois as polícias rodoviárias continuam apurando possíveis casos até o final da manhã desta segunda-feira.

12 de maio de 2013

MÃE! VOCÊ É LUZ!



MÃE! VOCÊ É LUZ!

É luz que guia meus passos quando estou no escuro.
É luz que me dá sabedoria quando estou na dúvida.
É luz que ilumina a escuridão da minha vida.
É luz que faz resplandecer o amor de Deus por todos nós.
É luz que abraça a vida e cuida dela.
É luz que socorre o indefeso nos seus primeiros passos.
É luz que faz caminhar, mesmo quando estamos com medo.
É luz que aponta para o céu e nos convida a louvar o criador e autor da vida.
É luz que peregrina nesta terra, iluminando a todos.
É luz que nunca se apaga.
Mãe! Você é a luz verdadeira que Deus colocou no mundo.
Parabéns pelo seu dia! E que em todos eles você seja abraçada e querida por todos.

Mãe! Você é luz!

Feliz dia à você Mamãe.
Deus te abençoe sempre.
Abraço!

Pe. Hermes José Novakoski

11 de maio de 2013

MENSAGEIROS DA ALEGRIA - Domingo da Ascensão do Senhor

O Domingo da Ascensão do Senhor nos convida a sermos missionários da alegria da ressurreição. Os discípulos, depois do encontro com o Senhor, voltam para Jerusalém, para suas casas, para sua missão com grande alegria. “Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria” (Lc 24,52).

Nós que nos reunimos todos os domingos para celebrar a Eucaristia, devemos sair transformados, levando a alegria a todas as pessoas. Não podemos ser missionários tristes, pois conhecemos a verdadeira alegria, o caminho que nos leva a vida. O encontro com Cristo na Eucaristia, na Palavra, em Comunidade deve nos transformar e despertar em nós o desejo de vivermos o que d’Ele aprendemos em comunidade. 

Jesus torna aqueles que estiveram com Ele, os missionários de tudo o que viram, aprenderam e sentiram. Por isso os envia dizendo: “Vós sereis testemunhas de tudo isso”. (Lc 24,48). Graças ao testemunho dos apóstolos e de tantos homens e de tantas mulheres ao longo da história, a mensagem do Evangelho chegou a nós. Em nossos dias somos convidados a partilhar e a viver esta mesma experiência de amor com todas as pessoas.

Cristo volta para o Pai. Envia seu Espírito para nos acompanhar. Não estaremos só. Ele caminha conosco e confia esta linda missão a todos nós: sermos testemunhas de tudo o que Ele nos ensinou e de tudo o que Ele fez. Num mundo envolto em tristezas, decepções, amarguras, inimizades, sejamos, como cristãos, missionários, mensageiros da verdadeira alegria que vem do encontro com o Mestre.

Neste domingo em que celebramos o dia das mães, uma prece especial por todas elas que são expressão do amor de Deus.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

9 de maio de 2013

A LETRA "P" ...

Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.


Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.


Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.


Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.


Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.


Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.


Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.


Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando... '

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.


Texto recebido por e-mail sem a indicação do autor. Quem soube, favor comunicar.

Abandono afetivo e indenização por danos morais

O artigo 227 da Constituição Federal dispõe que “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

Pois bem, entrando estritamente no tema que pretendemos tratar, a grande indagação é saber se o direito de estar e de se desenvolver em uma família composta de ambos os progenitores é um direito subjetivo. Uma pessoa tem o direito de exigir que ambos os pais a crie? Que ambos os pais participem da formação de sua personalidade? Que ambos os pais acompanhem seu desenvolvimento? Se pensarmos materialmente, a resposta prontamente será positiva. Os pais possuem o dever de suprir as necessidades materiais que um filho necessita.

E se pensarmos subjetivamente? Os pais devem dar carinho, atenção, afeto? A resposta parece óbvia: sim. Mas esse afeto é um direito (e ao mesmo tempo um dever)? Se para esta última pergunta houver uma resposta afirmativa, então teremos a responsabilização civil. Não obstante, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul entende pela impossibilidade de se indenizar monetariamente uma pessoa que nunca teve contato com um dos pais, por abandono voluntário deste. Segundo o Tribunal Gaúcho, a questão exige cuidado, uma vez que fixar indenização monetária em casos como o presente significaria fixar preço para o amor. Seria uma tarifação do afeto. A questão também pode ser analisada sob outro ponto de vista, como fez o Superior Tribunal de Justiça. Vejamos trecho do voto da Min. Nancy Andrighi: “Sob esse aspecto, calha lançar luz sobre a crescente percepção do cuidado como valor jurídico apreciável e sua repercussão no âmbito da responsabilidade civil, pois, constituindo-se o cuidado fator curial à formação da personalidade do infante, deve ele ser alçado a um patamar de relevância que mostre o impacto que tem na higidez psicológica do futuro adulto. Nessa linha de pensamento, é possível se afirmar que tanto pela concepção, quanto pela adoção, os pais assumem obrigações jurídicas em relação à sua prole, que vão além daquelas chamadas necessarium vitae.”

Essa percepção do cuidado como tendo valor jurídico já foi, inclusive, incorporada em nosso ordenamento jurídico, não com essa expressão, mas com locuções e termos que manifestam suas diversas desinências, como se observa do art. 227 da CF/88. Vê-se, hoje, nas normas constitucionais a máxima amplitude possível e, em paralelo, a cristalização do entendimento, no âmbito científico, do que já era empiricamente percebido: o cuidado é fundamental para a formação do menor e do adolescente; ganha o debate contornos mais técnicos, pois não se discute mais a mensuração do intangível – o amor – mas, sim, a verificação do cumprimento, descumprimento, ou parcial cumprimento, de uma obrigação legal: cuidar.

Negar ao cuidado o status de obrigação legal importa na vulneração da membrana constitucional de proteção ao menor e adolescente, cristalizada, na parte final do dispositivo citado: “(...) além de colocá-los a salvo de toda a forma de negligência (...)”. E, realmente, parece-nos certa a posição adotada pela Ministra Nancy Andrighi. A psiquiatria definitivamente considera essencial para a formação da personalidade de uma pessoa o seu relacionamento familiar. No momento em que duas pessoas decidem conceber e criar um filho, existe a responsabilidade pelo descumprimento dos deveres que são inerentes desse fenômeno natural (concepção) ou civil (adoção), que também é um fenômeno jurídico.

Não é à toa que a Constituição Federal protege o direito da criança em ter uma família e o Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 19) que toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família.

Arnaldo Rizzardo Filho é Advogado.