27 de junho de 2013

Oração Oficial JMJ 2013

Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.

Amém!


26 de junho de 2013

ORAÇÃO PARA O ANO DA REPARAÇÃO

Meu Jesus, 
pão partido e sangue derramado, vítima na cruz,
dom de amor do Pai para a nossa salvação,
ajuda-nos a oferecermos a nós mesmos,
para sermos sinais de solidariedade e reparação
na participação ao Teu corpo místico.
Transforma nossas lágrimas e as fadigas de cada dia 
num canto de louvor e de ação de graças,
na alegria profunda de pertencermos a Ti,
almas na tua alma, corações no teu coração,
tudo para vivermos em ti como evangelhos vivos.
Acolhe o oferecimento deste nosso dia,
unido à oblação de Cristo na Eucaristia
em reparação pelos nossos pecados,
em favor da Obra toda nascida do teu lado,
para o bem da Igreja e do mundo inteiro.
Em tuas mãos entrego minha vida,
abandono-me a Ti
e à Tua Divina Providência
para viver o disposto a tudo
com grande fé.
Amém!


22 de junho de 2013

A humildade concreta do cristão - PAPA FRANCISCO

PAPA FRANCISCO

MEDITAÇÕES MATUTINAS NA SANTA MISSA CELEBRADA
NA CAPELA DA DOMUS SANCTAE MARTHAE

A humildade concreta do cristão
Publicado no L'Osservatore Romano, ed. em português, n. 24 de 16 de Junho de 2013

Sem humildade, sem a capacidade de reconhecer publicamente os próprios pecados e a própria fragilidade humana, não se pode alcançar a salvação nem pretender anunciar Cristo ou ser suas testemunhas. Isto vale também para os sacerdotes: os cristãos devem-se recordar sempre que a riqueza da graça, dom de Deus, é um tesouro para ser conservado em «vasos de barro» a fim de que seja claro o poder extraordinário de Deus, do qual ninguém se pode apropriar «para o seu currículo pessoal».

Mais uma vez o Papa Francisco convidou a reflectir sobre o tema da humildade cristã durante a missa da manhã de 14 de Junho.

As leituras do dia foram o fulcro da meditação do Papa que relacionou a imagem da «beleza de Jesus, da sua força e da salvação que Ele nos traz» com a dos «vasos de barro» nos quais está contido o tesouro da fé.

Os cristãos são como vasos de barro, porque são débeis. Não obstante isso, frisou o Papa, entre «nós miseráveis vasos de barro» e «o poder de Jesus Cristo salvador» instaura-se o «diálogo da salvação». Mas, advertiu, quando este diálogo assume o tom de uma auto-justificação significa que algo não funciona e não há salvação. Mas nos homens acontece algo de diverso. «Temos sempre a tentação do currículo e de esconder o prontuário para que não se veja muito» o que não está bem. A humildade do cristão é a que segue o caminho indicado pelo apóstolo. Este modelo de humildade vale também «para nós padres, para nós sacerdotes. Se nos gabarmos só do nosso currículo e nada mais — disse o bispo de Roma — acabaremos por errar».

Na missa da manhã de quinta-feira 13 de Junho o Papa frisou que a cólera e o insulto ao irmão podem matar, comentando o trecho evangélico de Mateus (5, 20-26) da liturgia do dia, no qual se narra que quem quer que se irrite com o seu irmão deverá ser submetido a juízo. Com o Papa, no dia em que se completavam três meses desde a sua eleição, estavam presentes alguns diplomatas argentinos. Na primeira fila o pessoal da Embaixada junto da Santa Sé e o da Embaixada na Itália, os representantes do país junto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (Fao) e junto da Soberana Ordem Militar de Malta (Smom), e os empregados do consulado argentino em Roma e em Milão.

E das tentações que devem ser enfrentadas neste momento da história da Igreja, o Papa falou na manhã de quarta-feira, 12 de Junho. Voltar atrás — disse comentando as leituras — tiradas da segunda carta de são Paulo aos Coríntios (3, 4-11) e do evangelho de Mateus (5, 17-19) — porque se receia a liberdade que vem da lei «cumprida no Espírito Santo»; ceder a um «progressismo adolescente», isto é, incline a seguir os valores mais cativantes propostos pela cultura dominante.

Não se trata de verdadeiro progressismo: é uma cultura que vai em frente, da qual não conseguimos desapegar-nos e da qual tiramos as leis e os valores que mais nos agradam, como fazem precisamente os adolescentes. Trata-se de uma tentação frequente neste momento histórico para a Igreja. Concelebraram, entre outros, os cardeais Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor, e João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para a Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Na celebração de 11 de Junho o tema da reflexão da homilia proposta pelo Pontífice foi os sinais da gratuidade. «Pobreza e louvor a Deus: são as duas coordenadas principais da missão da Igreja, os sinais que revelam ao povo de Deus se um apóstolo vive a gratuidade».

A reflexão do Pontífice, comentando como de costume as leituras do dia, foi totalmente centrada sobre o tema da gratuidade. Porque, explicou, «a pregação evangélica nasce da gratuidade, da admiração da salvação; e o que recebemos gratuitamente, devemos dar de graça». Vê-se isto quando Jesus envia os seus apóstolos e lhes dá instruções para a missão que os espera. «São recomendações — evidenciou o Santo Padre — muito simples: não procureis ouro nem prata nem dinheiro»; dado que serão suficientes «os cintos, o alforge de viagem, as duas túnicas, as sandálias, o bastão» para a tarefa que lhes foi confiada. Uma missão de salvação, acrescentou Jesus, que consiste em curar os enfermos, ressuscitar os mortos, purificar os leprosos e expulsar os demónios.

A frase-chave das recomendações de Cristo aos seus é: «gratuitamente recebestes, de graça dais»: palavras nas quais se encontra toda «a gratuidade da salvação». Porque — esclareceu o Pontífice — «não podemos pregar, anunciar o reino de Deus, sem esta certeza interior de que tudo é gratuito, tudo é graça». E quando agimos sem deixar espaço à graça, afirmou o Papa, então «o Evangelho não tem eficácia».

Por que existem pessoas com o coração fechado à salvação? Foi nesta interrogação que o Papa Francisco centrou a homilia da missa de 10 de Junho, concelebrada, entre outros, pelo cardeal Stanisław Ryłko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos. Uma pergunta que encontra uma resposta e uma explicação no medo, porque — explicou o Pontífice — a salvação nos assusta. É uma atracção que desencadeia os temores mais recônditos do nosso coração. «Temos necessidade» da salvação, mas ao mesmo tempo «temos medo» dela porque «quando o Senhor vem para nos salvar, devemos dar tudo... mas temos medo disto». Com efeito, os homens querem «mandar», desejam ser «os senhores» de si mesmos. Assim, «não chega a salvação, a consolação do Espírito».

6 de junho de 2013

ATO DE CONSAGRAÇÃO INDIVIDUAL AO SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS

Eu (o seu nome), Vos dou e consagro, oh Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar.
Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.

Sê, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa cólera.

Ó Coração de amor, deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos ou que se oponha à Vossa vontade.

Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos nem separar-me de Vós. Suplico-Vos que o meu nome seja escrito no Vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém.

(De Santa Margarida Maria Alacoque)

1 de junho de 2013

UM HOMEM QUE FALA DE DEUS

Hoje quero escrever algo sobre uma pessoa que é muito conhecida por nós brasileiros e em muitos outros lugares no mundo. Ele é conhecido pela música; e não é por qualquer música. Suas letras são verdadeiras e inspiradoras orações. Suas melodias embalam corações nos levando para Deus.

Falo de um personagem que marcou época e que parece estar entrando no anonimato. Aliás, ele nunca gostou de ser estrela, porque entendeu desde muito cedo que devemos refletir a Luz do Amor de Deus.

Escrevo sobre a pessoa do Padre JOSÉ FERNANDES DE OLIVEIRA, conhecido como Padre Zezinho.

Muito pouco sei da sua vida particular, por isso não posso escrever nada. Refiro-me apenas à sua vida como sacerdote, mestre, educador e evangelizador.

Como ninguém, e é assim que quero frisar, como NINGUÉM, Padre Zezinho marcou época, marcou gerações. Suas canções carregadas de Oração e Vida fizeram e fazem muitos rezar. Renovou a vida de muitas pessoas.

Uma canção que utilizo nos encontros com casais e famílias é a conhecida Oração pela Família. Esta canção é um exemplo das muitas outras canções que marcaram. Ela ajuda as famílias a lembrarem que o amor não é mercadoria e que família é sonho sonhado por Deus. Que família não se compra em supermercado, assim como todos os valores e princípios. Ela nos lembra que a família não é algo que se faz da noite para o dia, mas que é um sonho construído ao longo de anos e que requer amor, dedicação, fé e tantos outros valores.

Padre Zezinho não buscou o pódio para brilhar, mas chegou lá porque mereceu. Fez da música sua vida e transformou a vida em canção. Levou Deus ao coração de muitas pessoas pelas belíssimas canções que compôs. Sua voz é inconfundível. Sabe cantar.

É modelo para tantos sacerdotes cantores que querem apenas brilhar e, por vezes, esquecem que somos instrumentos do amor de Deus e que devemos levar este amor e não o amor próprio. Muitos destes sacerdotes cantores apenas querem sucesso vendendo suas canções a gravadoras que não têm nenhum interesse com a evangelização, mas com o lucro. Por isso Padre Zezinho, no meu ponto de vista, foi é e será o único. Um modelo a ser seguido por aqueles que receberam o dom de evangelizar pela música.

Gostaria tanto que este texto chegasse a ele que hoje, no silêncio da limitação física continua gritando, cantando, tocando o coração de muitas pessoas. Não quero falar depois, mas agora, porque ele merece todo nosso carinho, admiração, respeito e amor. Neste momento de aparente limitação precisamos manifestar nosso amor e dizer que as canções continuarão cantando e encantando gerações.

Padre Zezinho foi um homem que não cantava para aparecer, mas apareceu porque cantou a vida e a vida o colocou onde ele merecia. Em nenhum momento quis ser mais. A humildade foi uma das virtudes que o acompanhou porque esteve sempre consciente que recebemos tudo de Deus e devemos fazer frutificar os talentos recebidos para a honra e a glória d’Ele.

Suas canções não eram apenas para pular, gritar, emocionar. Tornaram-se verdadeiras fontes de conversão para muitas pessoas. Padre Zezinho gritou denunciando as injustiças, falando do amor de Deus, levando a Sua Palavra às pessoas. Gritou neste mundo que fecha os ouvidos para Deus, que cerra os olhos para não ver as injustiças acontecendo, que vira o rosto para não ver o sofrimento do irmão. Denunciou a indiferença que mata, a falta de fé que tira o sentido de viver das pessoas.

Hoje, olhando para este homem de Deus, vejo um exemplo inspirador. Uma pessoa que aceita o que Deus quer para continuar glorificando-O. Uma pessoa que sabe a hora de parar. A certeza que nos anima é que nunca será esquecido porque suas canções continuarão vivas no coração de todo nós.

Para terminar, arrisco um acróstico:


Padre Zezinho nosso amigo nosso irmão
As tuas canções tocaram muitos corações
Delas brotaram inúmeras conversões
Realmente és uma fonte inesgotável
Exprimindo o amor de Deus pela criação!


Zeloso sacerdote de muita sabedoria
Em cada verso, em cada poesia.
Zezinho! Serás assim lembrado.
Inspirastes muitos cristãos
No caminho da Santidade caminhar
Haverás de sempre ficar
Onde é teu lugar: em nossos corações.


Pe. Hermes José Novakoski, PSDP