14 de setembro de 2013

Nos braços do Pai


O evangelho deste 24º domingo do Tempo Comum nos convida a meditarmos sobre a misericórdia do Pai que acolhe o filho que volta arrependido. Podemos fazer a experiência do abraço do Pai na confissão, quando participamos na missa, quando perdoamos quem nos ofende e pedimos perdão àqueles que ofendemos.

Não podemos querer viver longe deste abraço acolhedor pensando que encontraremos aconchego em outros braços. É claro que o mundo nos abre os braços e depois que somos abraçados nos impõe muitas limitações. Ficamos presos, nos tornamos escravos de muitos vícios. O jeito é "tomar vergonha na cara", reconhecer que o nosso lugar e nos braços de Deus e voltar. Deus não quer saber o que fizemos. Ou melhor, Ele sabe. Não precisamos ficar dizendo. Ele quer ver em nós disposição para uma real mudança. Uma transformação que nos faça desejar estar sempre c'Ele.

ORAÇÃO: Deus e Pai. Peço-te perdão porque muitas vezes preferi outros caminhos; outros abraços. Deixei me levar pelas coisas do mundo. Deixei que elas tomassem o lugar que te pertence.

Estou de volta ó Pai. Peço-te perdão. Ajudá-me a ser fiel; há permanecer sempre ao teu lado e aprender de Ti a misericórdia e o amor. Amém.

13 de setembro de 2013

Exaltação da Santa Cruz

A Festa da Exaltação da Santa Cruz, que celebramos hoje, 14 de setembro, é a Festa da Exaltação do Cristo vencedor. Para nós cristãos, a cruz é o maior símbolo de nossa fé, cujos traços nós nos persignamos desde o início do dia, quando levantamos, até o fim da noite ao deitarmos. Quando somos apresentados à comunidade cristã, na cerimônia batismal, o primeiro sinal de acolhida é o sinal da cruz traçado em nossa fronte pelo padre, pais e padrinhos, sinalando-nos para sempre com Cristo.

A Cruz recorda o Cristo crucificado, o seu sacrifício, o seu martírio que nos trouxe a salvação. Assim sendo, a Igreja há muito tempo passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, quando a serpente do paraíso trouxe a morte, a infelicidade a este mundo, incitando os pais a provarem o fruto da árvore proibida. (Gn 3,17-19)

No deserto, a serpente também provocou a morte dos filhos de Israel, que reclamavam contra Deus e contra Moisés (Nm 21,4-6). Arrependendo-se do seu pecado, o povo pediu a Moisés que intercedesse junto ao Senhor para livrá-los das serpentes. Assim, o Senhor, com sua bondade infinita, ordenou a Moisés que erguesse no centro do acampamento um poste de madeira com uma serpente de bronze pendurada no alto, dizendo que todo aquele que dirigisse seu olhar para a serpente de bronze se curaria. (Nm 21,8-9)

Esses símbolos do passado, muito conhecidos pelo povo (serpente, árvore, pecado, morte), nos dizem que na Festa da Exaltação da Santa Cruz, no lugar da serpente de bronze pendurado no alto de um poste de madeira, encontramos o próprio Jesus levantado no lenho da Cruz. Se o pecado e a morte tiveram sua entrada neste mundo através do demônio (serpente do paraíso) e do deserto, a bênção, a salvação e a vida eterna vêm do Cristo levantado no alto da Cruz, de onde Ele atrai para si os olhares de toda a humanidade. Assim, a Igreja canta na Liturgia Eucarística de Festa: “Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por Ti redimidos, te cantamos louvor!”

A Cruz não é uma divindade, um ídolo feito de madeira, barro ou bronze, mas sim, santa e sagrada, onde pendeu o Salvador do mundo. Traçando o sinal da cruz em nossa fronte, a todo o momento nós louvamos e bendizemos a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, agradecendo o tão grande bem e amor que, pela CRUZ, o Senhor continua a derramar sobre nós.

Por: Pe. Candido Ap. Mariano

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Salve, ó cruz bendita, sinal do amor maior. Foste e és para muitos motivo de escândalo. Para nós és memória da nossa redenção.
Em ti fomos redimidos de todos os pecados, de todas as escravidões.
Contemplando-te, assumimos a missão de também entregar a vida, como fez Jesus, para que todos tenham vida.
Contemplando-te, assumimos o compromisso de solidariedade com todos os crucificados pelo abandono e pelo desemprego.
Chegaste a este solo, terra de Santa Cruz, trazendo amor e esperança.
Cruzaste os caminhos da história em ombros negros e indígenas, de crianças e de jovens, de homens e de mulheres.
Hoje és, para nós, memória e compromisso. Em ti vemos o sofrimento de Cristo e de todos os pobres.
Diante de ti testemunhamos nossa decisão de celebrarmos tua presença entre nós, força de libertação e de construção de um mundo novo de fraternidade e de paz, sem exclusão.