8 de outubro de 2013

SÃO JOÃO CALÁBRIA “HOMEM DE FÉ ARDENTE, CARIDADE GENUÍNA”


O Papa João Paulo II assim se expressava sobre São João Calábria no dia em que este era elevado ás honras dos Altares (canonizado): 

- “Nele (João Calábria) resplandecem a fé ardente, a caridade genuína, o espírito de sacrifício, o amor à pobreza, o zelo pelas almas e a fidelidade à Igreja”.

Hoje toda a Família Calabriana, religiosos, religiosas, irmãos e irmãs externos e leigos, somos chamados a este mesmo espírito de abandono total nas mãos da Providência Divina.

Nas Constituições, no Número Cinco, diz:

“A missão específica dos Pobres Servos é a busca do Reino de Deus que se concretiza para nós no compromisso de avivar no mundo a Fé e Confiança em Deus, Pai de todos os homens, através do abandono total à sua Divina Providência, intensamente vivido e claramente testemunhado em todos os acontecimentos pessoais e comunitários e nos eventos históricos do mundo”.

Vejamos como é atual nosso carisma. A Igreja instituiu 2013 como o ano da Fé. Assim, nosso carisma tem uma particular missão. A própria Igreja nos convida a ela. Avivar a Fé em Deus Pai providente é mostrar ao mundo de forma concreta, em nossas atividades e em nosso jeito de ser, que existe um Deus que nos ama e que cuida de nós apesar de nossas transgressões.

Somos convidados a realizar nossa missão com empenho, gratuidade, amor e simplicidade. Quanto aos meios para a realização de tudo isso Deus providenciará, desde que sejamos fieis ao seu propósito, fazendo o que Ele nos pede. Em todas as nossas ações deve transparecer que o primeiro propósito é a construção do Reino de Deus.

Olhando para o Padre Calábria, nosso pai fundador, como dizia João Paulo II, vemos resplandecer a Fé que o movia para o bem; uma caridade sem igual, pura, genuína. Ela jamais negava alguma coisa para qualquer um que recorresse a ele. Mesmo passando por necessidades, jamais Padre Calábria negava ajuda a alguém.

Também foi um homem marcado pelo sofrimento. Oferecia tudo o que sofria pela santificação própria, da Obra e de toda a Igreja: pela Salvação das almas.

Este espírito de sacrifício está se perdendo com o tempo. O amor à pobreza fazia com que ele confiasse totalmente em Deus, única riqueza, único e verdadeiro bem. Padre Calábria experimentou desde cedo que a maior riqueza é a Fé em Deus, por isso não se preocupava tanto com os bens materiais, sabia que estes viriam se fôssemos fieis a Deus.

O zelo pelas almas, pela salvação das almas era outro aspecto que ele falava muito e lembrava sempre aos religiosos esta missão particular da Congregação.

Repetia muitas vezes: “Almas, almas, almas! Almas para Jesus!”.

Desejamos que ao celebrarmos mais uma vez a festa de nosso Pai Fundador, o mesmo espírito que o animou, continue animando todos nós.

SÃO JOÃO CALÁBRIA, ROGAI POR NÓS!

PE. HERMES JOSÉ NOVAKOSKI, PSDP