25 de setembro de 2015

JUNTOS SOMOS MELHORES!

Chegamos ao final do mês da Bíblia. É o momento para uma avaliação de como vivemos este mês: buscamos mais a Palavra de Deus? Rezamos a Palavra em família? Deixamos despertar em nós um amor maior por esta Palavra?

Como refletimos ao longo dos quatro domingos de setembro, a Palavra tem o poder de transformar a nossa vida quando deixamos que Ela tome posse do nosso coração. Ela é vida e verdade que permanece para sempre.

No Evangelho deste domingo (Marcos 9,38-43.45.47-48) temos dois momentos. O primeiro é que os discípulos tinham se encontrado com alguém que provavelmente já tinha sido discípulo de Jesus e que estava anunciando e operando maravilhas em seu nome. Eles o proibiram porque não estava com eles, não fazia parte do grupo. Jesus adverte dizendo que “quem não é contra nós é a nosso favor”.

Ninguém pode monopolizar o Evangelho. O Espírito Santo inspira quem e onde Ele quer. Ao longo da história temos percebido a ação do Espírito em muitos lugares inclusive onde ainda Jesus Cristo não foi anunciado publicamente. Onde existe uma ação de bem; uma ação em favor da vida, lá o Espírito Santo está agindo.

Acredito que se nós cristãos nos déssemos as mãos, o mundo seria transformado mais rapidamente. O grande problema é quando, por exemplo, conversamos com pessoas que não são católicas, a primeira coisa que se faz, de ambas as partes, é criticar um ao outro. Por que, em vez de criticar, não nos unimos? Afinal de conta Jesus não é o mesmo? Por que não colocar de lado as diferenças e caminharmos juntos como irmãos? Acredito que no céu não haverá divisórias para católicos, muçulmanos, assembleianos. Seremos todos irmãos e contemplaremos o mesmo Deus. Por que aqui fazemos divisões e distinções? É claro que a unidade não quer dizer que devemos deixar de lado o que é essencial para a fé e aceitar tudo como se fosse normal e correto.

Rezemos pela unidade dos cristãos. Que todos sejamos, como é o desejo de Deus, um só rebanho e um só Pastor!

Outro aspecto deste domingo que gostaria de destacar é a ajuda que podemos e devemos dar aos irmãos no caminho da fé. Ai daquele que atrapalhar um irmão no seu caminho para Deus. Jesus deixa bem claro: “se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço”. Nós devemos ser pessoas que ajudam os outros a estarem sempre mais perto de Deus. Ai de quem tirar o outro deste caminho.

A Palavra de Deus vai nos purificando e mostrando o que não está de acordo com a sua santa vontade. Por isso Jesus é radical ao dizer que: “Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 'onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga''. Iluminados pela Palavra, somos convidados e eliminar pela raiz tudo aquilo que não nos deixa vivermos como verdadeiros filhos de Deus. Temos que arrancar os males como a discórdia, inveja, ódio, rivalidades, ciúmes, falta de perdão e muitas outras. Sem isso será difícil viver o compromisso cristão de amar a Deus sobre todas as coisas e aos outros como irmãos.

O Salmo (18/19) fecha nossa reflexão e destaca aquilo que refletimos neste mês sobre a Palavra de Deus: “A lei do Senhor Deus é perfeita, alegria ao coração; conforto para a alma. O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes!” Ela é perfeita e teremos alegria se a vivermos em nossa vida sem duvidar ou questionar.

Felizes aqueles que no escondimento, na humildade vivem a Palavra de Deus. Tem muitos cristãos que se empenham e buscam viver esta Palavra. São sinais de Deus onde estão. Brilham como luz que ilumina as famílias, as comunidades, lá onde estão. Graças a estas pessoas que se empenham com muito carinho e amor, o mundo continua sendo transformado ainda que lentamente; a esperança continua alimentando nossas vidas e o Reino vai acontecendo a seu tempo.

Agradecemos Senhor pela Tua Palavra que é vida, força, alimento indispensável para todo cristão; pela paciência que tens para conosco; pelo carinho com que nos conduz e acompanha. Perdoa nosso fechamento e pelas vezes que resistimos em te obedecer. Amém.

Abençoado domingo.

Participe da sua comunidade! Seja comunidade! O Senhor te espera na comunidade reunida, na Palavra proclamada e no Pão partilhado, a Eucaristia.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

17 de setembro de 2015

TUA PALAVRA NOS CONVIDA A SERVIR

Estamos no mês da Bíblia. Cada dia aprendemos muito da Palavra de Deus. O Domingo é o dia em que aprendemos em comunidade a viver esta Palavra na prática. É a comunidade que se reúne para ouvir e celebrar a Palavra em clima de festa, alegria e fé.

A Palavra deste 25º Domingo do Tempo Comum nos ensina que na lógica cristã maior é aquele que serve e não o que se coloca acima de todos como se fosse o melhor. Jesus não é compreendido porque Ele inverte a lógica da sociedade onde o maior é o mais rico, o que manda mais, o mais poderoso. Hoje Ele continua sendo incompreendido e ignorado por isso.

A questão de querer ser mais que os outros não é só problema dos nossos tempos, das nossas comunidades. Os discípulos de Jesus também caíram nesta tentação. Eles discutiam quem entre eles era o maior; quem era o mais querido e preferido por Jesus.

Percebendo que eles estavam preocupados com isso, Jesus diz aos discípulos e a todos nós hoje: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos” (Marcos 9,35). Isso deve ter doido nos discípulos porque servir era o trabalho dos escravos e das mulheres. E também porque Jesus manda se colocar no último lugar. Ninguém gosta e nem quer ser o último. Todos gostamos de privilégios, mas o cristão não deve buscar isso.

Todo cristão deve aprender do Mestre que o serviço dignifica a pessoa. Quando servimos o mais necessitado, servimos a Ele mesmo; quando acolhemos o Filho, acolhemos também quem o enviou, o Pai. Quando acolhemos o Filho verdadeiramente somos animados a servir, porque Ele também serviu. Ser cristão é bonito, mas é um compromisso concreto que assumimos de acolher, ajudar, transformar os sinais de morte que existem em nosso meio.

Outro problema recorrente nas primeiras comunidades e que São Tiago chama a atenção (Tiago 3,16-4,3) e que também se repete ainda hoje é a inveja e a rivalidade. Quantas famílias e comunidades são destruídas por estas ações anti-evangélicas. A inveja é querer ter o que o outro tem e querer tomar a força. A rivalidade gera muitas intrigas, desavenças, competitividade para ver quem faz melhor. Deixamos de agir na gratuidade e no amor para competir com o outro para ver quem faz melhor. Um trabalho para Deus feito com estes sentimentos não tem valor. São Tiago deixa bem claro: “Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obra má” (Tiago 3,16).

Por outro lado, o autor deste livro sagrado não fica só nos aspectos negativos, mas também propõe e mostra que “a sabedoria que vem do alto é [...] pura, pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento” (Tiago 3,17). É esta sabedoria que devemos buscar. O cristão que bebe da Palavra de Deus deve ser alguém que busque sempre o maior bem de todos.

Terminamos com o refrão do Salmo 53/54: “É o Senhor quem sustenta a minha vida!” E se é Ele quem nos sustenta, precisamos colocar em prática tudo o que Ele ensina. Do contrário a Palavra não produzirá frutos e continuaremos sendo apenas meros admiradores e expectadores não discípulos do Mestre. E como dizíamos na reflexão do 24º Domingo, buscaremos a Palavra para adequá-la a nossa vida como queremos e não deixaremos que Ela nos transforme em pessoas melhores, em verdadeiros filhos de Deus.

O justo, que aparece no livro da Sabedoria (2,12.17-20), é modelo para todos nós, pois ele permanece firme mesmo diante das desavenças que sofre. Ele não abandona o caminho diante das dificuldades porque sabe que o Senhor virá em seu socorro. Não abandona os valores e os princípios porque é difícil e ameaçado, mas continua fiel.

Queridos irmãos e irmãs. Peçamos a Deus a sabedoria que nos purifica, liberta e nos faz produzir bons frutos. Que Ele nos dê um coração humilde para sempre servir.

Abençoado Domingo e semana!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

10 de setembro de 2015

QUEM É JESUS PARA MIM?

Parece ser uma pergunta fácil de responder. Mas esta resposta advém de uma caminhada de fé que fazemos assim como aconteceu com os discípulos de Jesus.

Hoje o perigo que temos é pensar que conhecemos Jesus o suficiente. Muitos dizem: “Agora eu conheci Jesus”. Como assim? Você talvez tenha conhecido alguns ensinamentos sobre a pessoa de Jesus que uma determinada igreja passou. Mas este ensinamento de fato revela a pessoa de Jesus na sua mais profunda essência? O que conhecemos sobre Jesus?

Vejamos que até os discípulos, que conviviam com o próprio Jesus tiveram dificuldade de compreender quem Ele era e de aceitar o que Ele trazia como plano e protejo. Se eles que conviveram, viram, ouviram Jesus tiveram dificuldades, quanto mais nós hoje. Por isso a fé não é um dado pronto, fechado, mas um caminho para toda a vida.

Jesus faz um pequeno interrogatório sobre o que os discípulos ouviam falar sobre a sua pessoa. Vemos a confusão e a falta de clareza que existia. Depois a pergunta é pessoal: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro toma a iniciativa e dá a resposta verdadeira: “Tu és o Messias!”

Dando a entender que eles estavam finalmente compreendendo quem era Jesus, Ele começa a expor seu projeto, onde sua missão iria desembocar. “Começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. Ele dizia isso abertamente”. (Marcos 8,31-32)

Diante do que Jesus estava expondo os discípulos ficam assustados e com medo. Para eles o Messias seria triunfalista, rei poderoso com exércitos. A decepção foi tamanha que Pedro tomando a palavra diz que não desejava que isso acontecesse com Jesus.

Este é o problema que hoje se repete. Nós selecionamos o que queremos conhecer de Jesus e seguimos aquilo que nos convém. Muitas e muitas vezes queremos um Jesus mágico, milagreiro. Pensamos Deus como um supermercado onde encontramos as coisas que vão de acordo com o nosso paladar. Talvez Jesus nos chame a parte e diga como disse a Pedro: “Vai para longe de mim, Satanás!' Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”.

São muito duras as palavras de Jesus, mas nos fazem pensar. Conseguimos acolher o projeto que Deus tem para nós? Aceitamos que na vida teremos que passar pela cruz para chegar a ressurreição?

Aí volta a pergunta inicial: quem é Jesus para mim? Sem termos claro isso a nossa vida não se transforma. Continuaremos a pensar como os homens e não como Deus. Vamos querer dobrar Deus para que Ele resolva todos os nossos problemas e faça aquilo que nós queremos.

Quando vamos conhecendo Jesus ao longo da caminhada da nossa vida, vamos purificando nosso pensamento, nossos sentimentos. Vamos entendendo que Jesus não veio para nos tirar deste mundo de forma mágica e livrar-nos das dificuldades e problemas. Ele mesmo viveu no meio do caos da sociedade da sua época. Porém foi um sinal de transformação e lutou para que o bem e a verdade fossem conhecidas.

Jesus veio nos ensinar o caminho ao Pai e que a nossa missão é tornar este mundo melhor pelas minhas atitudes. Mas só vou conseguir ser um agente de transformação quando aprender que eu não sou o centro do universo e que sempre tem alguém precisando de ajuda mais de eu.

Vejam como muda a lógica. Quando o amor de Deus é compreendido vamos nos doando a fim de nos tornarmos pessoas melhores e ajudar os que precisam. Não busco Deus só para mim e para resolver os MEUS problemas, as minhas limitações e dificuldades. Porque não sou eu o centro, mas Deus. Quando me coloco no centro, quero tentar manipular o próprio Deus para que Ele me sirva.

Vemos isso claramente neste mercado e o trânsito religioso que existe hoje. Muitas pessoas se tornam eternos peregrinos. Vão passando de igreja em igreja para tentar encontrar um deus capaz de os servir e resolver seus problemas. O Deus verdadeiro fica esperando e fica triste quando os seus filhos não correspondem a tanto amor e ficam lamentando as coisas da vida. Quando mendigam amores que não verdadeiros.

Irmãos e irmãs. Jesus não foi enviado pelo Pai para resolver nossos problemas. Ele veio para nos ensinar o que devemos fazer para nos tornarmos pessoas melhores e que maior é aquele que serve, assim como Ele serviu. Ele veio nos ensinar a sermos melhores filhos. Vemos claramente esta conclusão no final do Evangelho deste 24º Domingo do Tempo Comum: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”.

Renunciar a si mesmo, como vimos acima, é não se colocar como centro do mundo. O centro sempre é Ele e a missão que nos deixou. E a salvação passa pela doação e não pela acomodação. Quem doar, perder a vida pelo Reino e por Ele será salvo.

Para terminar, vale citar a Leitura de São Tiago (2,14-18) que nos lembra que a fé sem obras é morta; “a fé, se não se traduz em obras, por si só está morta”. Uma fé que se preocupa apenas consigo mesmo nem sei se pode ser chamada de fé. Porque a fé, ou seja, a experiência de Jesus fará com que me torne uma pessoa melhor e me coloque a serviço.

Então não basta gritar, aplaudir, chorar dizendo que amamos Jesus se não transformamos nossa fé em obras concretas. Sentimentalismo, emotividade não é fé. Fé é ação; é transformar o meu coração e lutar para que o mundo seja melhor.

Vamos ‘arregaçar as mangas’ e traduzir a nossa fé em obras. Aprender de Jesus a lutar por um mundo melhor. Doar a nossa vida para que o Reino aconteça.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

4 de setembro de 2015

TUA PALAVRA NOS LIBERTA

Chegamos ao mês de setembro. A ênfase da liturgia da Igreja Católica se volta à Palavra de Deus que está sempre viva e atual junto ao povo que peregrina por este mundo rumo a Pátria definitiva.

Por que devemos ler e rezar a Bíblia? Esta pergunta certamente você já se fez e também fez para teu catequista, para os pais, para o padre ou outra pessoa que convidava você a ler e rezar.

A leitura, e muito mais do que isso, a oração feita com a Palavra de Deus faz com que nos tornemos pessoas melhores. E mais, Ela realiza o que diz. Esta expressão aparece muitas vezes no Antigo Testamento e Jesus confirma. Em Mateus 24,35 encontramos esta expressão: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”. Além de se realizar ao longo da história, Jesus diz que a Palavra continuará sempre atual; nunca será algo do passado.

Não precisa ser um doutor, nem um teólogo ou biblista para saber disso. Basta ler e meditar a própria Palavra para se dar conta disso. A Palavra de Deus não é como as palavras dos homens que hoje dizem uma coisa e amanhã outra; hoje afirmam algo e amanhã negam. Não! Ela continua viva e atual em todos os tempos porque fala de um Deus que quer a vida em plenitude do seu povo.

Na Leitura do profeta Isaías deste domingo (35,4-7) vemos este anúncio: “Ele vem para vos salvar”. O profeta está anunciando a vinda de Jesus Cristo que fará muitos sinais, mas, por excelência, irá revelar o amor misericordioso do Pai, anunciado desde sempre. Ele mesmo, diz o Evangelista João, é o VERBO que estava junto do Pai desde a eternidade e que se fez carne. É por isso que em Jesus temos a plenitude da revelação, pois Ele é o próprio Deus que agora fala e vive junto com o seu povo.

Isaías destaca as maravilhas que acontecerão quando este dia chegar. As transformações que ocorrerão com a vinda do Filho de Deus. Serão transformações em todos os âmbitos e sentidos. No Evangelho deste 23º Domingo do Tempo Comum (Marcos 7,31-37) nós vemos tudo isso acontecendo. Jesus realiza um milagre fazendo com que um homem surdo e com dificuldades de falar seja curado.

Queridos irmãos e irmãs. A narrativa do Evangelho, assim como toda a Palavra de Deus, não tem a preocupação e o objetivo de ser um livro de histórias. Nos fatos narrados o desejo é sempre mostrar a ação de Deus na história. Os autores querem que nós também façamos a experiência de sermos libertados de nossa surdez e mudez; e de tantas outras coisas que não nos deixam viver como verdadeiros filhos de Deus. E esta libertação nos vem através da Palavra. Jesus toca no homem e fala! Sua Palavra tem o poder de transformar.

Vejam que maravilhoso. A Palavra de Deus conhecida e rezada tem o poder de transformar a minha e a tua vida. Quantas maravilhas Deus quer realizar através da Sua Palavra, mas muitas vezes ela fica esquecida, engavetada, escondida. A Palavra de Deus é o alimento que Ele nos dá para nos tornar pessoas melhores. É o Pai querendo ajudar seus filhos a seguirem pelo caminho certo.

Quando lemos a vida dos santos percebemos claramente as mudanças, os milagres que Deus operou na vida deles porque foram obedientes a Palavra; porque não desprezaram-na, mas fizeram com que Ela se tornasse vida na vida deles.

Nós somos convidados a fazermos a mesma coisa. Pois quando somos tocados verdadeiramente pela Palavra de Deus, ela vai transformando o nosso coração e vai nos tornando pessoas melhores.

Quando resistimos à Palavra de Deus é porque não queremos ser renovados e transformados por ela. Queremos continuar no nosso mundinho, nos nossos pecadinhos e perdemos a grande oportunidade de sermos pessoas livres no amor. Deixamos passar a grande oportunidade que o Pai nos dá para nos tornamos pessoas melhores.

Quantos males seriam evitados no mundo se a Palavra de Deus fosse mais conhecida, rezada e vivida. Conhecida até ela é. Temos hoje uma imensidade de pessoas que tem acesso a Palavra de Deus quase diariamente. Mas são poucos que a vivem. Porque quando vivemos a Palavra, ela nos vai orientando de uma forma tal, que ajuda a evitarmos o pecado.

O grande mal dos nossos tempos é querer fazer da Palavra de Deus um livro de receitas para soluções mágicas dos nossos problemas. Este é um dos grandes pecados da atualidade. Usamos indevidamente a santa Palavra de Deus. Quase que obrigamos Deus a fazer coisas através de uma leitura fundamentalista e simplesmente interesseira. Queremos dobrar Deus para que Ele realize nossos desejos e interesses e se Ele não faz, o culpamos pelos males que nos cercam. Quando ignorância!

Aquilo que São Tiago (2,1-5) escreve continua sendo válido. Ele exorta os seus dizendo que “a fé que tendes em nosso Senhor Jesus Cristo glorificado não deve admitir acepção de pessoas”. Porque a Palavra nos torna irmãos. Entendes agora porque muitas vezes resistimos à Palavra? Porque ela nos provoca e nos compromete e quando estamos fazendo algo errado, ela serve de ‘puxão de orelha’ para nós. Então a Palavra é para nos transformar, para nos tornar pessoas melhores e não para ser manipulada e usada para ganhar dinheiro e se enriquecer. Quantos são ameaçados por pessoas que usam da Palavra de Deus maldosamente e como são pouco informados, ficam com medo e se dobram a estes traidores e fariseus.

Mas, vejam que beleza. Hoje podemos nos alimentar da Palavra. Ela tem que se tornar um alimento que precisa ser bem mastigado para podermos sentir o verdadeiro sabor. As vezes ela se torna amarga porque nos desafia diante dos nossos pecados e limitações, mas vai se tornando doce a medida que a nossa vida se torna mais de acordo com o projeto de Deus.

Queremos com esta liturgia renovar nosso desejo que viver ainda mais e melhor a Palavra de Deus. Vamos deixar que ela nos liberte; que abra nossos ouvidos para podermos escutá-la de verdade e assim possamos soltar nossa língua para testemunhá-la aos irmãos. E assim como Jesus, outros possam olhar para nós e dizer: “Ele tem feito bem todas as coisas”.

Abençoado domingo e mês de setembro.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

2 de setembro de 2015

Catequese do Papa Francisco sobre a oração na família

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano 
Quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Depois de ter refletido sobre como a família vive os tempos da festa e do trabalho, consideramos agora o tempo da oração. A queixa mais frequente dos cristãos diz respeito ao tempo: “Deveria rezar mais…; gostaria de fazê-lo, mas muitas vezes me falta o tempo”. Ouvimos isso continuamente. O arrependimento é sincero, certamente, porque o coração humano procura sempre a oração, mesmo sem sabê-lo; e se não a encontra não tem paz. Mas para que se encontre, é preciso cultivar no coração um amor “quente” por Deus, um amor afetivo.
Podemos nos fazer uma pergunta muito simples. Tudo bem acreditar em Deus com todo o coração, tudo bem esperar que nos ajude nas dificuldades, tudo bem sentir-se no dever de agradecê-Lo. Tudo certo. Mas queremos também um pouco de bem ao Senhor? O pensamento de Deus nos comove, nos surpreende, nos suaviza?
Pensemos na formulação do grande mandamento, que sustenta todos os outros: “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as forças” (Dt 6, 5; cfr Mt 22, 37). A fórmula usa a linguagem intensiva do amor, derramando-o em Deus. Bem, o espírito de oração mora antes de tudo aqui. E se mora aqui, mora todo o tempo e não sai nunca. Conseguimos pensar em Deus como uma carícia que nos dá em vida, antes da qual nada existe? Uma carícia da qual nem a morte nos pode separar? Ou pensamos Nele apenas como um grande Ser, o Onipotente que fez todas as coisas, o Juiz que controla toda ação? Tudo verdade, naturalmente. Mas somente quando Deus é o afeto de todos os nossos afetos, o significado destas palavras se tornam plenos. Então nos sentimos felizes, e também um pouco confusos, porque Ele pensa em nós e, sobretudo, nos ama! Isso não é impressionante? Não é impressionante que Deus nos acaricie com amor de pai? É tão belo! Podia simplesmente se fazer reconhecer como o Ser supremo, dar os seus mandamentos e esperar os resultados. Em vez disso, Deus fez e faz infinitamente mais que isso. Acompanha-nos no caminho da vida, nos protege, nos ama.
Se o afeto por Deus não acende o fogo, o espírito da oração não aquece o tempo. Podemos também multiplicar as nossas palavras, “como fazem os pagãos”, diz Jesus; ou até mesmo exibir os nossos ritos, “como fazem os fariseus” (cfr Mt 6, 5.7). Um coração habitado pelo afeto por Deus faz transformar em oração também um pensamento sem palavras, ou uma invocação diante de uma imagem sagrada, ou um beijo mandado para a igreja. É belo quando as mães ensinam os filhos pequenos a mandar um beijo a Jesus ou a Nossa Senhora. Quanta ternura há nisso! Naquele momento, o coração das crianças se transforma em lugar de oração. E é um dom do Espírito Santo. Não esqueçamos nunca de pedir este dom para cada um de nós! Porque o Espírito de Deus tem aquele seu modo especial de dizer nos nossos corações “Abbà” – “Pai”, nos ensina a dizer “Pai” propriamente como o dizia Jesus, um modo que nunca poderemos encontrar sozinhos (cfr Gal 4, 6). É na família que se aprende a pedir e apreciar este dom do Espírito. Se o aprende com a mesma espontaneidade com a qual aprende a dizer “papai” e “mamãe”, aprendeu-se para sempre. Quando isso acontece, o tempo de toda a vida familiar é envolvido no colo do amor de Deus e procura espontaneamente o tempo da oração.
O tempo da família, sabemos bem disso, é um tempo complicado e cheio, ocupado e preocupado. É sempre pouco, não basta nunca, há tantas coisas a fazer. Quem tem uma família aprende a resolver uma equação que nem mesmo os grandes matemáticos sabem resolver: dentro das vinte e quatro horas se faz o dobro! Há mães e pais que poderiam vencer o Nobel, por isso. De 24 horas fazem 48: não sei como fazem, mas se movem e o fazem! Há tanto trabalho em família!
O espírito da oração volta o tempo para Deus, sai da obsessão de uma vida à qual sempre falta o tempo, reencontra a paz das coisas necessárias e descobre a alegria de dons inesperados. Boas guias para isso são as duas irmãs, Marta e Maria, da qual fala o Evangelho que escutamos; elas aprendem de Deus a harmonia dos ritmos familiares: a beleza da festa, a serenidade do trabalho, o espírito da oração (cfr Lc 10, 38-42). A visita de Jesus, ao qual queriam bem, era a festa delas. Um dia, porém, Marta aprendeu que o trabalho da hospitalidade, mesmo sendo importante, não é tudo, mas que escutar o Senhor, como fazia Maria, era realmente o essencial, a “melhor parte” do tempo. A oração surge da escuta de Jesus, da leitura do Evangelho. Não se esqueçam, todos os dias leiam um trecho do Evangelho. A oração surge da intimidade com a Palavra de Deus. Há esta intimidade na nossa família? Temos em casa o Evangelho? Nós o abrimos algumas vezes para lê-lo juntos? Nós o meditamos rezando o Rosário? O Evangelho lido e meditado em família é como um pão bom que alimenta o coração de todos. E pela manhã e à noite, e quando sentamos à mesa, aprendamos a dizer juntos uma oração, com muita simplicidade: é Jesus que vem entre nós, como ia à família de Marta, Maria e Lázaro. Uma coisa que tenho muito no coração e que vi nas cidades: há crianças que não aprenderam a fazer o sinal da cruz! Mas você mãe, pai, ensina a criança a rezar, a fazer o sinal da cruz: esta é uma tarefa bela das mães e dos pais!
Na oração da família, nos seus momentos fortes e nas suas passagens difíceis, nos confiemos uns aos outros, para que cada um de nós na família seja protegido pelo amor de Deus.
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Catequese do Papa Francisco sobre o trabalho e a família

CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano
Quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Depois de ter refletido sobre o valor da festa na vida da família, hoje nos concentramos sobre o elemento complementar, que é aquele do trabalho. Ambos fazem parte do desígnio criador de Deus, a festa e o trabalho.
O trabalho, diz-se comumente, é necessário para manter a família, para crescerem os filhos, para assegurar aos próprios entes queridos uma vida digna. De uma pessoa séria, honesta, a coisa mais bela que se pode dizer é: “É um trabalhador”, é justamente uma pessoa que trabalha, é uma pessoa que, na comunidade, não vive às custas dos outros. Há tantos argentinos hoje, eu vi, e direi como dizemos nós: “Não vivem com a barriga pra cima”.
E, de fato, o trabalho, em suas mil formas, a partir daquela caseira, cuida também do bem comum. E onde se aprende esse estilo de vida trabalhador? Antes de tudo se aprende em família. A família educa ao trabalho com o exemplo dos pais: o pai e a mãe que trabalham pelo bem da família e da sociedade.
No Evangelho, a Sagrada Família de Nazaré aparece como uma família de trabalhadores, e o próprio Jesus é chamado de “filho do carpinteiro” (Mt 13, 55), ou até mesmo de “o carpinteiro” (Mc 6, 3). E São Paulo não deixa de avisar aos cristãos: “Quem não quer trabalhar, não coma” (2 Ts 3, 10). É uma boa receita para emagrecer, não trabalha, não come! O apóstolo se refere explicitamente ao falso espiritualismo de alguns que, de fato, vivem às custas dos seus irmãos e irmãs “sem fazer nada” (2 Ts 3, 11). O empenho do trabalho e a vida do espírito, na concepção cristã, não estão em contraste entre si. É importante entender bem isso! Oração e trabalho podem e devem estar juntos em harmonia, como ensina São Bento. A falta de trabalho danifica também o espírito, como a falta de oração danifica também a atividade prática.
Trabalhar – repito, em mil formas – é próprio da pessoa humana. Exprime a sua dignidade de ser criada à imagem de Deus. Por isso, se diz que o trabalho é sagrado. E por isso a gestão da ocupação é uma grande responsabilidade humana e social, que não pode ser deixada nas mãos de poucos ou descarregada sobre um mercado divinizado. Causar uma perda de postos de trabalho significa causar um grave dano social. Eu me entristeço quando vejo que há gente sem trabalho, que não encontra trabalho e não tem a dignidade de levar o pão para casa. E me alegro tanto quando vejo que os governantes fazem tantos esforços para encontrar postos de trabalho e para buscar fazer com que todos tenham um trabalho. O trabalho é sagrado, o trabalho dá dignidade a uma família. Devemos rezar para que não falte o trabalho em uma família.
Portanto, também o trabalho, como a festa, faz parte do desígnio de Deus Criador. No livro do Gênesis, o tema da terra como casa-jardim, confiada ao cuidado e ao trabalho do homem (2, 8.15) é antecipado com uma passagem muito tocante: “No tempo em que o Senhor Deus fez a terra e os céus, não existia ainda sobre a terra nenhum arbusto nos campos e nenhuma erva havia ainda brotado nos campos, porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra” (2,4b-6a). Não é romanticismo, é revelação de Deus; e nós temos a responsabilidade de compreendê-la e assimilá-la até o fim. A Encíclica Laudato si, que propõe uma ecologia integral, contém também esta mensagem: a beleza da terra e a dignidade do trabalho são feitas para estarem juntas. Vão juntas todas as duas: a terra se torna bela quando é trabalhada pelo homem. Quando o trabalho se distancia da aliança de Deus com o homem e a mulher, quando se separa das suas qualidades espirituais, quando é refém da lógica só do lucro e despreza os afetos da vida, a degradação da alma contamina tudo: também o ar, a água, a erva, o alimento…A vida civil se corrompe e o habitat se destrói. E as consequências atingem sobretudo os mais pobres e as famílias mais pobres. A organização moderna do trabalho mostra, às vezes, uma perigosa tendência a considerar a família como um obstáculo, um peso, uma passividade para a produtividade do trabalho. Mas nos perguntemos: qual produtividade? A considerada “cidade inteligente” é sem dúvida rica de serviços e de organização; porém, por exemplo, é muitas vezes hostil às crianças e aos idosos.
Às vezes, quem projeta está interessado na gestão da força-trabalho individual, para montar e utilizar ou descartar segundo a conveniência econômica. A família é um grande teste. Quando a organização do trabalho a tem como refém, ou até mesmo obstroi o seu caminho, então estamos certos de que a sociedade humana começou a trabalhar contra si mesma!
As famílias cristãs recebem diante dessa conjuntura um grande desafio e uma grande missão. Essas trazem os fundamentos da criação de Deus: a identidade e a ligação do homem e da mulher, a geração dos filhos, o trabalho que torna doméstica a terra e habitável o mundo. A perda desses fundamentos é algo muito sério, e na casa comum existem já muitas frestas! A tarefa não é fácil. Às vezes pode parecer às associações das famílias ser como Davi diante de Golias…mas sabemos como terminou aquele desafio! É preciso fé e perspicácia. Deus nos conceda acolher com alegria e esperança o seu chamado, neste momento difícil da nossa história, o chamado ao trabalho para dar dignidade a si mesmo e à própria família.
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Catequese do Papa sobre a festa na família - 12/08/15

CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano
Quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Hoje abrimos um pequeno percurso de reflexão sobre três dimensões que articulam, por assim dizer, o ritmo da vida familiar: a festa, o trabalho, a oração.
Comecemos pela festa. Hoje falaremos da festa. E logo dizemos que a festa é uma invenção de Deus. Recordemos a conclusão do relato da criação, no Livro do Gênesis, que ouvimos: “Tendo Deus terminado no sétimo dia a obra que tinha feito, descansou do seu trabalho. Ele abençoou o sétimo dia e o consagrou, porque nesse dia repousara de toda a obra da Criação” (2, 2-3). O próprio Deus nos ensina a importância de dedicar um tempo para contemplar e desfrutar daquilo que no trabalho foi bem feito. Falo de trabalho, naturalmente, não só no sentido do ofício e da profissão, mas no sentido mais amplo: toda ação com que nós homens e mulheres podemos colaborar para a obra criadora de Deus.
Portanto, a festa não é a preguiça de sentar em uma poltrona, ou a sensação de uma vã evasão, não, a festa é, antes de tudo, um olhar amoroso e grato sobre o trabalho bem feito; festejamos um trabalho. Também vocês, recém-casados, festejam o trabalho de um belo tempo de noivado: e isso é belo! É o tempo de olhar os filhos, os netos, que estão crescendo, e pensar: que belo! É o tempo de olhar para a nossa casa, os amigos que hospedamos, a comunidade que nos cerca, e pensar: que coisa boa! Deus fez assim quando criou o mundo. E continuamente faz assim, porque Deus cria sempre, também neste momento!
Pode acontecer que uma festa chegue em circunstâncias difíceis ou dolorosas, e se celebra talvez com “nó na garganta”. No entanto, mesmo nestes casos, pedimos a Deus a força de não esvaziá-la completamente. Vocês mães e pais sabem bem disso: quantas vezes, por amor aos filhos, são capazes de sugar o sofrimento para deixar que eles vivam bem a festa, saboreiem o sentido bom da vida! Há tanto amor nisso!
Também no ambiente de trabalho, às vezes – sem omitir os deveres! – nós sabemos “infiltrar” qualquer faísca de festa: um aniversário, um matrimônio, um novo nascimento, bem como uma despedida ou uma chegada…é importante. É importante fazer festa. São momentos de familiaridade na engrenagem da máquina produtiva: nos faz bem!
Mas o verdadeiro tempo da festa suspende o trabalho profissional e é sagrado, porque recorda ao homem e à mulher que foram feitos à imagem e semelhança de Deus, que não é escravo do trabalho, mas Senhor, e portanto também nós nunca devemos ser escravos do trabalho, mas “senhor”. Há um mandamento para isso, um mandamento que diz respeito a todos, ninguém excluído! E em vez disso sabemos que há milhões de homens e mulheres e até mesmo crianças escravos do trabalho! Neste tempo há escravos, são explorados, escravos do trabalho e isso é contra Deus e contra a dignidade da pessoa humana! A obsessão do lucro econômico e a eficiência da técnica colocam em risco os ritmos humanos da vida, porque a vida tem os seus ritmos humanos. O tempo do repouso, sobretudo aquele dominical, é destinado a nós para que possamos desfrutar daquilo que não se produz e não se consome, não se compra e não se vende. E em vez disso vemos que a ideologia do lucro e do consumo quer “abocanhar” também a festa: também essa às vezes é reduzida a um “negócio”, a um modo de fazer dinheiro e de gastá-lo. Mas é para isso que trabalhamos? A ganância de consumir, que comporta o desperdício, é um vírus ruim que, entre outros, nos faz reencontrar-nos, ao final, mais cansados que antes. Prejudica o trabalho verdadeiro e consome a vida. Os ritmos indisciplinados da festa fazem vítimas, muitas vezes os jovens.
Enfim, o tempo da festa é sagrado, porque Deus o habita de modo especial. A Eucaristia dominical leva à festa toda a graça de Jesus Cristo: a sua presença, o seu amor, o seu sacrifício, o seu fazer-se comunidade, o seu estar conosco…. E assim cada realidade recebe o seu sentido pleno: o trabalho, a família, as alegrias e os cansaços de cada dia, também o sofrimento e a morte; tudo é transfigurado pela graça de Cristo.
A família é dotada de uma competência extraordinária para entender, orientar e apoiar o autêntico valor do tempo da festa. Mas que belas são as festas em família, são belíssimas! E em particular de domingo. Não é por acaso que as festas em que há lugar para toda a família são as que têm mais sucesso!
A própria vida familiar, olhada com os olhos da fé, nos parece melhor que os cansaços que nos custa. Aparece-nos como uma obra de arte de simplicidade, bela justamente porque não é artificial, não é fingida, mas capaz de incorporar em si todos os aspectos da vida verdadeira. Aparece-nos como uma coisa “muito boa”, como Deus disse ao término da criação do homem e da mulher (cfr Gen 1, 31). Portanto, a festa é um precioso presente de Deus; um precioso presente que Deus deu à família humana: não a estraguemos!
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal