29 de outubro de 2015

SANTOS E SANTAS DE DEUS

Quando falamos de santidade, logo surge a dúvida: o que é ser santo? Mas santo não é só Deus? Como podemos atribuir a uma pessoa o título de santo?

Iniciamos nossa reflexão neste Domingo de todos os santos lembrando o Evangelho (Mateus 5,1-12a) que traz o caminho para chegar a santidade, que são as bem-aventuranças. Jesus proclama feliz, bem-aventurado aquele que caminho nos caminhos do Senhor, que faz o bem e que busca o Senhor.

De fato, só Deus é Santo por excelência. Tanto a Palavra como na missa, antes da consagração nós cantamos Santo, Santo, Santo. Esta fórmula, três vezes Santo quer dizer que só Deus é o Santo dos Santos. E como não encontramos formas para descrever isso, repetimos três vezes a expressão. Só Deus Pai é a fonte pura e segura da santidade. Destacamos aqui a importância deste canto bem cantado e respeitando a fórmula.

Então, se Deus é O Santo, só poderá contemplá-lo na glória quem buscar em vida a santidade; buscar imitar os passos do Filho. É claro que não seremos como Deus é. Continuaremos criaturas, mas devemos buscar aquilo que nos une com o Pai, a santidade.

Na segunda leitura da Carta de São João (3,1-3) encontramos justamente este convite e resposta: “Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.” O que seria este ser semelhante a Ele senão a santidade?

Quando a Igreja atribui a alguém o título de santo é porque ela reconhece que foi uma pessoa que viveu para Deus, praticou as virtudes ensinadas por Jesus e agora está na presença d’Ele. Então ela pode interceder por nós assim como nós fazemos quando alguém pede que rezemos por uma situação ou pessoa. Se nós que ainda estamos peregrinando neste mundo, somos tentados pelo pecado, ousamos pedir a Deus por alguém, quanto mais aqueles que já estão na sua presença.

Queridos irmãos e irmãs. Todos nós que nos alimentamos da Palavra de Deus e que recebemos a Eucaristia, que é o Corpo e o Sangue de Jesus, temos o dever de buscar viver o que a Palavra nos ensina e de ser outros cristos no mundo. Ao comungarmos nos tornamos sacrários vivos, então devemos viver do jeito de Jesus, irradiar o amor, o perdão e a sua misericórdia a todas as pessoas.

Celebramos no dia dois de novembro os finados. Lembramos todos os nossos irmãos e irmãs que nos precederam e que já contemplam a face de Deus. Rezemos por eles na certeza de que, na Igreja celeste, eles rezam por nós. Louvemos a Deus aqui na terra e eles louvam lá no céu.

Quem não lembra dos que se foram, não será digno de ser lembrado. A história e a memória são a vida e a riqueza de uma família e de um povo. Por isso lembramos, rezamos neste dia por todos aqueles que já fizeram sua peregrinação por este mundo. Confiamos eles à misericórdia de Deus para que perdoe seus pecados e, assim, purificados contemplem a glória eterna.

Não podemos esquecer que este caminho de santidade é para todos, não só para os religiosos, sacerdotes, bispos e o papa. Todo batizado que foi lavado do pecado original, deve buscar seguir os caminhos das bem-aventuranças para chegar feliz e sereno nos braços misericordiosos do Pai. Deus nos espera e conta conosco. Ele nos auxilia com o seu Espírito para não desistirmos e nem desanimarmos nesta caminhada que é longa, mas possível. É um caminho bonito, mesmo que as vezes seja difícil, porque é doação total e gratuita como fez Jesus na cruz.

Somos filhos/as de Deus. Vivamos como tal!

Que os santos e santas intercedam por nós e nos ajudem a compreender que a santidade é o único caminho que nos leva ao Pai.

Abençoado domingo.

Pe. Hermes José Novakoski

Pobre Servo da Divina Providência.