13 de novembro de 2015

TUAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO

Estamos chegando ao final do percurso litúrgico deste ano de 2015. Como tradição, sempre que chegamos ao final de um ano, de um projeto, de um trabalho, é normal que façamos uma avaliação do caminho feito.

Na vida da liturgia da nossa Igreja não é diferente. Depois de havermos caminhado por doze meses, ouvindo a Palavra de Deus, celebrando a Eucaristia, precisamos avaliar como foi o percurso feito até aqui. O que crescemos em nossa fé ao longo deste ano? O que foi mais desafiador? Produzimos bons frutos?

A Palavra nos ensina que o Reino de Deus já está acontecendo no meio de nós, apesar de nem sempre vermos seus frutos claramente. Ele acontece como o fermento e a semente. Tem uma força que transforma as realidades, mas Deus respeita a caminhada do seu povo, como soube ser paciente com o povo de Israel.

Importante aprendermos que a Palavra de Deus permanece sempre viva e eficaz. Jesus nos lembra que “o céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão” (Marcos, 13,31). Tudo é passageiro nesta vida. Toda matéria passa. Permanecem os bens espirituais e os verdadeiros valores. Por isso devemos buscar aquilo que não passa, aquilo que ninguém pode tirar de nós. Afinal de contas, desta vida levaremos o bem que fizermos.

Muitos ao longo da história se auto-intitularam como profetas e que Deus os revelou o dia do fim do mundo. Estes se acharam mais importantes que o próprio Filho de Deus, pois Jesus já nos deixou claro que “quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos, nem o Filho, mas somente o Pai” (Marcos 13, 32). Ninguém sabe quando será o fim e como será exatamente. Deus há de restaurar todas as coisas quando Ele quiser e feliz daqueles que forem fieis discípulos, servindo-a na caridade.

Quando vivemos bem a nossa vida, não temos medo da morte. Geralmente quem teme morrer, é porque sabe que viveu a vida de qualquer jeito e tem medo do inferno. Vemos nos santos, por exemplo, pessoas que não temeram a morte, porque viveram totalmente para Deus.

Isso nos faz lembrar aquela pequena história do navio que estava naufragando. Todos apavorados correndo para tentar se salvar. A criança que dormia tranquila, ao ser acordada e interrogada porque não estava preocupada em se salvar, ela responde que não temia nada porque era seu pai o capitão que conduzia o navio.

Meus irmãos! Quando temos certeza de que Deus conduz a nossa vida, não tememos as turbulências que possam acontecer. A falta de fé é que nos faz sentir medo. Quando não amamos a Deus o suficiente, sentimos medo das coisas futuras. Mas a fé nos faz ver além. Faz-nos compreender que a vida é passageira e que estamos nas mãos do Pai. Estando em suas mãos, estamos seguros e salvos. Nenhuma tempestade nos afastará do seu amor. Nenhuma tribulação nos tirará a paz. Até porque não podemos nos salvar só com os nossos esforços. Jesus já nos salvou. A mim basta desejar viver de tal modo que mereça este prêmio. O demais, Ele já fez.

Desejo que o final deste ano litúrgico nos leve a uma séria revisão da nossa vida. Repensemos nossas atitudes e omissões. Sejamos pessoas comprometidas com o amor, pois só o amor pode nos libertar.

Lembremos da frase que o Papa emérito Bento XVI disse: “A melhor catequese é uma missa bem participada!” Não desprezemos as graças que Deus nos concede.

Abençoado domingo e abençoada semana. Vamos nos preparando assim para a grande festa do próximo domingo: Cristo Rei! É Ele o nosso verdadeiro Rei que dá vida em abundância para todos.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP