3 de fevereiro de 2016

TESTEMUNHAS DA VERDADE - 5º Domingo do Tempo Comum

Queridos e amados irmãos e irmãs no Senhor. Seguimos nosso caminho neste 5º Domingo do Tempo Comum. Vemos acompanhando o Senhor que inicia sua missão e aos poucos vai chamando o compondo o grupo dos apóstolos. O Senhor quer contar com alguns colaborados em sua missão. Não foi somente Jesus que fez isso. Vemos no Antigo Testamento muitos profetas que surgem com a missão de serem colaboradores do Senhor.

Neste Domingo queremos refletir e rezar sobre o ser missionário de cada um dos batizados nas diversas realidades em que se encontram. Eu como sacerdote e religioso, você como leigo, catequista, educador, pai e mãe de família. Enfim, nas mais diversas situações da vida em que nos encontramos o Senhor conta conosco. Ele nos chama, consagra, envia, acompanha. Não deixa sozinhos, abandonados os que escolhe.

Antes de tudo, penso que este é um grande privilégio que o Senhor nos concede: podermos cooperar na obra de evangelização. Somos chamados não por mérito nosso, mas porque o Senhor quis. Ele sempre tem a liberdade de chamar os que Ele quer e quando quer. De nós Ele pede a disponibilidade. A obra Ele realiza.

A voz que o profeta escuta (narrado na 1ª Leitura, Isaías 6,1-2a.3-8) continua ressoando ainda hoje: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” Quem dera que a nossa resposta também fosse a mesma: “Aqui estou! Envia-me!”

No Evangelho (Lucas 5,1-11) Jesus convida Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens!” Este convite foi feito também para os outros companheiros de pesca e hoje continua sendo dirigido a muitos outros porque a missão de ‘pescar’, levar pessoas para Deus, continua.

Chamados, consagrados, enviados, acompanhados. Mas qual a mensagem que devemos anunciar? O que falar pelos caminhos da vida? São Paulo nos dá a resposta da 2ª Leitura deste Domingo (Coríntios 15,1-11): “Transmiti-vos em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras”.

Aqui nos deparamos com um grande problema nos dias atuais. Muitos tem falado de Jesus segundo sua interpretação e compreensão. Este é o perigo e o erro. Como nos lembro São Paulo, o Evangelho é um só e ninguém pode tirar ou acrescentar algo. Esta mensagem tem uma lógica. Falar de Jesus sim, mas que Ele também morreu pelos nossos pecados e ressuscitou! Ele passou pela cruz antes de entrar na glória.

A teologia da prosperidade material, tão divulgada nos dias atuais, está de acordo com o Evangelho? Tenho minhas dúvidas. Nos Evangelhos vemos um Jesus pobre, simples, trabalhador e ensinando o caminho da humildade, do desprendimento, do serviço. O risco do acúmulo é você se preocupar tanto com o cuidado das coisas materiais que esquece das pessoas e da vida espiritual. A riqueza não é empecilho para seguir a Cristo, mas pode nos afastar dele quando pensamos que o mais importante é o material e que elas nos preenchem.

Fidelidade ao Evangelho transmitido pelos Apóstolos e que a Tradição da Igreja Católica guardou até nós é o que deve ser transmitido e guardado. Não podemos cair na tentação de adaptar a Palavra de Deus as circunstâncias nossas e querer que Ela se enquadre em nosso pensamento. Muito pelo contrário, somos nós que devemos acolher a Palavra e buscar modelar a nossa vida de acordo com o que Ele nos ensina.

Irmãos e irmãs. Mãos a obra. A missão é grande, bonita, desafiadora. Precisamos levar o Evangelho com letra maiúscula. Levar a Boa Nova transmitida por Jesus. Quem ensinar algo que está fora, usa o nome de Deus em vão. Não é pastor, mas mercenário. Não quer conduzir as ovelhas para o Pastor eterno, mas manipular para proveito próprio.

O Senhor conta conosco. Você aceita este desafio? Então, mãos a obra!

Deus nos abençoe e proteja sempre. Amém!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.