31 de março de 2016

TESTEMUNHAS DA MISERICÓRDIA NA ALEGRIA

Neste 2º Domingo da Páscoa, celebramos a Festa da Divina Misericórdia instituída por São João Paulo II. Somos convidados a nos aproximar com total confiança da Infinita Misericórdia que brota do Coração de Jesus aberto pela lança do soldado de onde jorram sangue e água nos recordando o batismo e a Eucaristia. O coração de Jesus sempre esteve aberto derramando sua misericórdia por todos os homens.

Deste coração aberto e sempre generoso nós recebemos todas as graças e bênçãos de que necessitamos. Por isso precisamos também perseverar na oração pois o Senhor faz a sua parte. Quanto mais buscarmos ao Senhor, mais Ele vai se revelando a nós.

Na segunda-feira da oitava da Páscoa (28/03) no Evangelho de Mateus (28,8-15) a primeira palavra de Jesus quando aparece as mulheres que vão ao túmulo é ‘Alegrai-vos’! O tempo do luto e da tristeza acabou. Ele ressuscitou e caminha junto com os seus. O evangelista enfatiza ainda que elas partiram de pressa para anunciar aos discípulos o que tinham visto. Foram alegres ser testemunhas do ressuscitado.

Lembramos que a primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco lançada em 2013 foi a Evangelii Gaudium (A alegria do Evangelho). O Sumo Pontífice iniciou sua Exortação dizendo que “A ALEGRIA DO EVANGELHO enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria” (n. 1).

Queridos e amados irmãos. Precisamos todos os dias resgatar esta alegria verdadeira que só vem de Deus. Como diz o Papa, ela enche o coração e a vida inteira. Ela não é passageira como as ‘alegrias’ que o mundo nos oferece através do ter e do poder. Mas não é uma alegria invasiva, ela preenche o coração daqueles que se deixam, continua o Pontífice, envolver por ela. Este encontro com o Senhor nos liberta “do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento”. É uma alegria que nos transforma e nos faz discípulos. Sentimos a necessidade de partilhar esta alegria com outras pessoas.

Foi esta alegria que motivou e impulsionou os discípulos de Jesus. Não como um ornamento artificial, mas algo que fez deles testemunhas até a doação da própria vida. Vemos isso retratado na Leitura dos Atos dos Apóstolos (5,12-16). Grandes multidões vinham ao encontro dos Apóstolos porque eles testemunhavam com entusiasmo tudo o que tinham visto e ouvido. A experiência do ressuscitado os enche do Espírito Santo e nada mais os poderá deter. Irão até onde Deus quer que a Palavra chegue para que ela fosse conhecida a muitos povos. Que discípulo eu sou? Sou feliz por ser cristão? Sou discípulo alegre, entusiasmado? Deixo transbordar em mim a alegria que vem do Senhor? Minha alegria contagia e anima as pessoas?

A experiência com o ressuscitado, como ouvimos no Evangelho (João 20,19-31) acontece por excelência na comunidade reunida. Tomé fará esta experiência dentro e não fora da comunidade. Por isso, mais uma vez, ressaltamos a importância da participação da santa missa e dos outros momentos de fé das nossas comunidades. É na comunidade reunida que o Senhor se revela e transmite a sua alegria e a sua paz. A comunidade deve favorecer a experiência com o ressuscitado. Lá todos devem sentir-se bem, acolhidos e amados.

Precisamos nos embeber desta paz que vem do Senhor para poder multiplica-la onde estamos. Não é uma paz qualquer, mas aquela paz que faz de nós instrumentos também da misericórdia e da ternura de Deus.

Tudo o que vivemos na Semana Santa e na oitava da Páscoa é um grande gesto de misericórdia do Senhor para conosco. Tudo o que Deus faz é cheio de misericórdia e de amor. Por isso quem se aproxima d’Ele faz esta experiência que transforma toda a vida.

Sejamos missionários da Misericórdia! Você que fez a experiência de ser amado e perdoado por Deus, convide seus irmãos para que também a façam.

Abençoado Domingo! Jesus Misericordioso, tende compaixão de nós e do mundo inteiro.

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.

REZANDO O TERÇO DA MISERICÓRDIA

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Pai-Nosso…
Ave-Maria…
Creio…

Nas contas do Pai-Nosso, reza-se: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

Nas contas das Ave-Marias, reza-se: Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)

Ao fim do terço, reza-se: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.