22 de abril de 2016

NOSSO DISTINTIVO: O AMOR

Amados irmãos e irmãs em Cristo Nosso Senhor. Chegamos ao 5º Domingo da Páscoa. Continuamos celebrando este grande mistério e ato de amor de Deus por nós. Com toda a Igreja vamos nos preparando para a Festa de Pentecostes. O Espírito Santo continua animando a nossa caminhada nestes dois mil anos de história. Ele, como nos diz a Palavra deste Domingo (2º Leitura: Apocalipse de São João 21,1-5a), “faz nova todas as coisas”.

Gostaria de iniciar falando da palavra que está no título desta reflexão: DISTINTIVO. O dicionário Houaiss defini-a como “aquilo que distingue, diferencia, identifica; marca, sinal”.

As empresas trabalham muito em cima das suas marcas, utilizando o logotipo. No mesmo dicionário encontramos a seguinte definição para o termo: “símbolo que serve à identificação de uma empresa, instituição, produto, marca”.

Todas as definições são para falar da importância que o distintivo, o logotipo tem em nosso mundo cercado de imagens. Elas significam algo e quando a vemos lembramos de uma determinada empresa ou de um determinado produto.

No Evangelho deste Domingo (João 13,31-33a.34-35) em um dos seus últimos discursos, Jesus pede que os seus discípulos, seguidores, mais tarde reconhecidos como cristãos, tenham também um distintivo: o AMOR. Esta, poderíamos assim dizer, é a nossa marca, nosso logotipo. Todos nós cristãos, desde o Papa até o recém batizado, deveríamos ser conhecidos e reconhecidos pelo AMOR!

Falar de amor nos remete sempre a São João. Ele nos lembra que amor é o próprio Deus. A identidade, o distintivo de Deus, sua essência é o amor. Por isso esta palavra deveria ser usada com muita cautela e muito cuidado. Ela foi perdendo a riqueza do que significa porque nós a banalizamos. Usamos para definir o que seria paixão, gostar, etc. Não podemos brincar com esta palavra. Querendo saber o que é amar e como devemos amar, precisamos sempre olhar para a cruz de Cristo. Sendo capazes de fazer o que Ele fez, estaremos no caminho certo.

São Paulo também, quando escreve aos Coríntios (13,1-13), nos deixa bem claro o que é o amor: “paciente, bondoso. Não tem inveja. Não é orgulhoso. Não é arrogante. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Quando conseguirmos colocar estas coisas em prática, estaremos no caminho certo. Não precisa dizer mais nada sobre isso. Precisamos rezar e refletir se estamos fazendo obras concretas de amor no dia a dia. Quem reza a Palavra de Deus; alimenta-se do seu corpo e sangue; é batizado tem o dever de amar. Não é uma opção, mas um dever!

Toda a comunidade deve ser um lugar por excelência onde o amor seja como um perfume que exala das nossas relações e contagia a todos. É na comunidade que somos animados a continuar as nossas práticas de amor. Nela partilhamos as boas ações que servem de exemplo para os demais e aprendemos com os outros. Nela também somos fortalecidos em nossas dificuldades e em nossas fraquezas. Vemos isso claramente na primeira leitura dos Atos dos Apóstolos (14,21b-27). Os Apóstolos, depois de cada missão, de cada viagem missionária, partilhavam as maravilhas que Deus realizava através deles. Assim eles vão se fortalecendo e animando mutuamente. Precisamos resgatar este gesto.

Qual gesto de amor você vai realizar nesta semana? Pense e coloque em prática. Nisto reconhecerão em você o amor de Deus e que você é um cristão, filho abençoado e amado pelo Pai.

Abençoado Domingo e abençoada semana!

Pe. Hermes José Novakoski, PSDP.