25 de agosto de 2016

QUEM SE ELEVA, SERÁ HUMILHADO E QUEM SE HUMILHA, SERÁ ELEVADO

A liturgia deste 22º Domingo do Tempo Comum nos quer ensinar duas atitudes bem práticas e concretas: HUMILDADE e GRATUIDADE. São dois elementos importantes na vida de todo cristão, pois nos aproximam sempre mais de Deus.

Vejamos o que a Palavra de Deus nos orienta a esse respeito. A Leitura do Livro do Eclesiástico (3,19-21.30-31) nos ensina que devemos em tudo buscar a humildade pois é aos corações humildes que Deus se revela. Vejamos: “Filho, realiza teus trabalhos com mansidão e serás amado mais do que um homem generoso. Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade, e assim encontrarás graça diante do Senhor. Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que Ele revela seus mistérios. Pois grande é o poder do Senhor, mas Ele é glorificado pelos humildes”.

No Evangelho (Lucas 14,1.7-14) Jesus vai a uma refeição na casa de um fariseu e ali observa algumas coisas, através das quais depois Ele faz sua reflexão. Primeiro aspecto que Jesus repara é como os convidados queriam ocupar os primeiros lugares na mesa. O cristão não deve buscar posição de privilégio. Em muitas situações Jesus disse que para Deus vem em primeiro aquele que serve e não o que tem mais posses, bens, inteligência. Isso porque o primeiro lugar pertence somente a Deus. Quanto a nós, devemos ser todos iguais. Quando fazemos acepção de pessoas, estamos deixando o Evangelho de lado. Aqui se repete a lição sobre a humildade, pois os humildes não buscam posição privilegiada. Mas sempre o serviço, o silêncio, o escondimento. E aí Jesus conclui esta sua primeira lição dizendo: “quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”.

Outro aspecto que Jesus observa são os convidados que, provavelmente, eram amigos ou familiares do fariseu. Pessoas que habitualmente estavam no seu convívio. A proposta de Deus sempre é desafiadora. Devemos também oferecer banquetes e coisas boas àqueles que não podem nos retribuir da mesma forma. A gratuidade será recompensada por Deus. Vejamos a segunda lição de Jesus: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

O banquete no Reino de Deus, uma linguagem que indica igualdade, pois aí todos estão ao redor da mesma mesa e sentados na mesma posição, será sem privilégios. Todos irmãos, reunidos em torno do mesmo centro: DEUS!

Peçamos então que o Senhor nos ajude a sermos humildes e gratuitos. Nós que tudo recebemos d’Ele, devemos oferecer a quem mais precisa sem pesar e nem ressentimento. Buscar a simplicidade e a humildade é o caminho de santificação para todos nós.

A Eucaristia nos dá uma lição de igualdade. Todos ao redor da mesma mesa, o altar, Cristo, escutando a mesma Palavra e recebendo o mesmo Pão, a Eucaristia. Isso deve se refletir na nossa vida cotidiana. Quem busca posições de privilégio utilizando-se do Evangelho não entendeu nada dele e não serve a Jesus Cristo, mas a si próprio.

Abençoado Domingo e abençoada semana.

Pe. Hermes José Novakoski.
Pobre Servo da Divina Providência

Encontro das Tendas 2016



19 de agosto de 2016

Primeiros Versos escritos em 1996

Em 1996 tentei escrever os primeiros versos que guardo até hoje. Foi o início de uma história. Hoje conto com mais de 400 textos escritos e publicados inclusive em livros de Português, Antologias, Jornais, Site Recanto das Letras e muitos outros e Aqui no meu blog. Grato pelo incentivo da Professora de Português daquela época e dos colegas. Também gratidão aos que me acompanham desde aquele tempo, pois já se passaram 20 anos. Claro que o período que comecei a escrever mais foi a partir de 2003. Abaixo partilho estes simples versos, sem compromisso e compreensão de rima.



MINHA INFÂNCIA

Foi de festa e de alegria
Foi de paz e de amor
Era tudo como eu queria
Porque eu tinha valor

As vezes eu chorava
Por ver tanta cobiça
As vezes eu rezava
Para pedir justiça

Eu morava em uma casa
Pobre e pequenina
De onde tudo enxergava
Porque era em uma esquina

Nas matas eu brincava
Com as árvores eu falava
Com as aves eu cantava
E dos animais eu cuidava

As águas das cachoeiras
Que de pedra em pedra iam batendo
Apesar de que era passageiras
Uma linda melodia iam fazendo

Bem de manhãzinha
Eu despertava e corria
Para abraçar a mamãe
Com muito amor e alegria

As tristezas eu esquecia
Para ver as belezas
Que o sol nos trazia
Do amor que é a natureza

Chegava o fim do dia
Eu ia de novo rezar
Agradecendo pela alegria
E por poder brincar

Olhava o sofrimento
De tantos irmãos
Que não tinham
Sequer um pedaço de pão

Eu ia de novo brincar
Quando o sol nascia
E ia com a família rezar
Quando o sol desaparecia

Hermes José Novakoski
Escrito em 1996



MINHA PÁTRIA

Tantas matas e florestas
Tantas flores no jardim
Tanta vida é uma festa
Sendo simples assim

Bandeira a ser hasteada
Para o meu Brasil
A paz é desejada
Para um futuro feliz

Menores entristecidos
Quem andam perdidos
Se o mundo lhe der ouvidos
Jamais serão esquecidos

Lutando neste país
Tudo se realizará
Ninguém terá necessidades
E o povo melhor viverá

Tanta terra sobrando
E tanta gente sem ter onde trabalhar
Gente morrendo maltratada
E ricos não querendo partilhar

A vida deve ser de harmonia
É preciso saber viver
Que todos tenham alegria
E paz sempre possam querer

Sou pobre e sem fantasias
Não sofro por ilusão
Mas escrevo poesias
Para o meu Brasil, de coração

O Brasil tem riquezas
Mas não sabemos aproveitar
Vivemos numa terra de belezas
Que não sabemos valorizar
Se eu morrer trabalhando
Vou morrer feliz
Porque estarei ajudando
A construir um bom país

Ó Mãe de Aparecida
Eu quero te saudar
Olha para os jovens
Ensina-os a amar.

Hermes José Novakoski
Escrito em 1996



O MUNDO QUE EU SONHO

Será de alegria
Em todo lugar
Haverá fartura
E todos vão se amar

O fome vai acabar
E os pobres vão sorrir
A vida abundante vai brotar
E todos, para protege-la, vão se unir

A terra será mais santa
Como eu sempre quis
A força será tanta
Que todos vão sentir

Drogas não haverá mais
E a juventude vai poder sonhar
O mal ficará para trás
Porque todos vão se amar

O meu povo será forte
E vai saber rezar
A vida vencerá a morte
Com muito amor e paz

Erguendo mês braços
Trarei para a partilha pão
Abrindo nosso coração
Acolhendo o nosso irmão

Crianças não morrerão de fome
Velhinhos serão lembrados
Todos seremos uma linda nação
O bem estará em todo lado
Haverá mais beleza e alegria
Porque a vida não tem fim
Seremos mais fortes
Se formos unidos, sim!

Hermes José Novakoski
  Escrito em 1996.

18 de agosto de 2016

BEM-AVENTURADA AQUELA QUE ACREDITOU

Hoje a Igreja no Brasil celebra a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Depois de Jesus, Maria é a única pessoa que já está no céu de corpo e alam. Na história da Salvação, Maria tem um papel importante. Ela nos precede em muitas coisas. É a porta que nos leva ao seu amado Filho, Jesus Cristo. Por isso, vamos pedir que mais uma vez ela nos leve e nos apresente ao Pai, pelo Filho, e que nos ajude a sermos discípulos obedientes e confiantes.

O livro do Apocalipse de São João (11,19a;12,1.3-6a.10ab) traz uma rica simbologia falando de Maria. Diz que “apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol”! A Mãe de Deus e nossa é este grande sinal, escrito no céu desde sempre, com uma grande missão confiada pelo Senhor. Ela dá à luz o Filho de Deus, através do qual chega a toda a humanidade a Salvação. João escuta a voz que confirma isso: "Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo". Tudo acontece graças ao Sim de Maria.

A mesma linguagem utiliza São Paulo ao escrever aos Coríntios (15,20-27a) dizendo que “por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos”. A vinda deste segundo homem através do qual recebemos todas as graças e bênçãos e a Salvação eterno acontece através de Maria. Ela é a porta para que o Salvador chegasse até nós. Ainda hoje ela continua sendo este elo que une os filhos ao Pai; a criatura ao seu criador porque Ele mesmo se dignou passar por ela para chegar até esse mundo. Por que Ele fez isso? Por Ele quis! Feliz dos filhos que recorrem a Mãe. Por Ela chegamos a Deus mais rápido.

O Evangelho de São Lucas (1,39-56) é muito rico em cenas que nos fazem rezar e refletir. Tem muitos elementos que merecem ser destacadas e não conseguiremos abarcar todos. Na sua oração e meditação pessoal, deixe o Espírito Santo trabalhar aquilo que Ele sabe que você precisa para viver melhor a sua vocação. Vamos refletir sobre os movimentos que Maria faz:

Primeiro movimento é sair de casa e ir ao encontro de Isabel. Diz o evangelista que ela vai apressadamente ao encontro da prima que estava precisando de ajuda. Tem muitas situações da nossa vida e das nossas famílias que precisam ser socorridas imediatamente. Quantas realidades que necessitam de intervenção humana e divina para serem transformadas. Nós podemos ajudar indo ao encontro destas situações e rezando por elas.

Segundo movimento é o de cumprimentar Isabel; abraçou ela com muito carinho. Neste abraço de Maria, Isabel sentiu o abraço de Deus. É por isso que o texto ressalta que “Isabel ficou cheia do Espírito Santo” e por isso exclama: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!" O que carregamos conosco? O que transmitimos no abraço que damos às pessoas? Em nosso abraço, em nosso coração, em nossas mãos, nas nossas palavras e pensamentos sempre deveria estar Deus. As pessoas sentem o que transmitimos. Muito bom é quando transmitimos coisas boas. O mundo está cheio de pessoas carregadas de pensamentos e sentimentos negativos. De nossa parte, assim como fez Maria, devemos carregar somente o que é bom, afinal de contas, somos tempo do Espírito Santo.

Terceiro movimento de Maria é louvar e bendizer a Deus por todas as maravilhas que Ele realizou na história da Salvação e em sua vida. Aí nós temos o belíssimo cântico do Magnificat. Quantas vezes no dia lembramos de agradecer a Deus por tudo o que Ele nos dá? Quantas vezes agradecemos as pessoas pela gentileza das coisas que nos fazem ou dão? Quantas vezes murmuramos, reclamamos? Vamos fazer um exame de consciência e ver se em nossas palavras existe mais gratidão e louvou ou murmuração. Maria nos ensina a louvar a Deus mesmo diante das dificuldades e limitações, pois Ele sempre caminha conosco.

Queridos e amados irmãos e irmãs. Belíssima a liturgia deste final de semana encerrando também o XVII Congresso Eucarístico em nossa Arquidiocese de Belém. Bem-aventurados aqueles que acreditam na Eucaristia; aqueles que louvam a Deus pelas maravilhas que Ele realizou e continua realizando; aqueles que se confiam em Maria e caminham com ela levando Jesus em seu coração.

Louvemos a Deus pela oportunidade de mais uma vez nos aproximarmos da santa Eucaristia e recebe-lo em nosso coração. Louvamos por nos ter dado uma Mãe sempre atenta as necessidades dos seus filhos e filhas. Uma Mãe sempre pronta para acolher, servir, escutar, louvar, ensinando seus filhos a serem melhores discípulos.

Louvamos a Maria por ser a porta que nos conduz a Deus e derrama tantas bênçãos e graças. Louvamos também pela Rida Religiosa Consagrada que é sinal visível do amor de Deus através dos muitos trabalhos de apostolado que exerce no mundo, especialmente pela oração que diariamente dirigem a Deus pela santificação e salvação de todos.

Muitos motivos para gratidão neste final de semana. Desejo que a alegria de sermos filhos amados de Deus e podermos escutá-lo em sua Palavra e recebe-lo na Eucaristia seja permanente em nosso coração.

Caminhos com Maria!

Abençoado Domingo a todos. Parabéns a todos os Consagrados e Consagradas pelo nosso dia! Abençoada semana!

Pe. Hermes José Novakoski!
Pobre Servo da Divina Providência.

16 de agosto de 2016

MENSAGEM DA CNBB PARA AS ELEIÇÕES 2016

MENSAGEM DA CNBB PARA AS ELEIÇÕES 2016

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5,24)
Neste ano de eleições municipais, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB dirige ao povo brasileiro uma mensagem de esperança, ânimo e coragem. Os cristãos católicos, de maneira especial, são chamados a dar a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3,15) nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil.
Sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência discriminação e mentiras; e com oportunidades iguais para todos. Só com participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível a realização desse sonho. Esta participação democrática começa no município onde cada pessoa mora e constrói sua rede de relações. Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta.
A política, do ponto de vista ético, “é o conjunto de ações pelas quais os homens buscam uma forma de convivência entre indivíduos, grupos, nações que ofereçam condições para a realização do bem comum”. Já do ponto de vista da organização, a política é o exercício do poder e o esforço por conquistá-lo1, a fim de que seja exercido na perspectiva do serviço.
Os cristãos leigos e leigas não podem “abdicar da participação na política” (Christifideles Laici, 42). A eles cabe, de maneira singular, a exigência do Evangelho de construir o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. Contribui para isso a participação consciente no processo eleitoral, escolhendo e votando em candidatos honestos e competentes. Associando fé e vida, a cidadania não se esgota no direito-dever de votar, mas se dá também no acompanhamento do mandato dos eleitos.
As eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e da comunidade. Na política, é fundamental respeitar as diferenças e não fazer delas motivo para inimizades ou animosidades que desemboquem em violência de qualquer ordem.
Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos”2. Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo”3.
É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja. 
Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é promover debates com os concorrentes. Em muitos casos cabe propor lhes a assinatura de cartas-compromisso em relação a alguma causa relevante para a comunidade como, por exemplo, a defesa do direito de crianças e adolescentes. Pode ser inovador e eficaz elaborar projetos de lei, com a ajuda de assessores, e solicitar a adesão de candidatos no sentido de aprovar os projetos de lei tanto para o executivo quanto para o legislativo.
É preciso estar atento aos custos das campanhas. O gasto exorbitante, além de afrontar os mais pobres, contradiz o compromisso com a sobriedade e a simplicidade que deveria ser assumido por candidatos e partidos. Cabe aos eleitores observar as fontes de arrecadação dos candidatos, bem como sua prestação de contas. A lei que proíbe o financiamento de campanha por empresas, aplicada pela primeira vez nessas eleições, é um dos passos que permitem devolver ao povo o protagonismo eleitoral, submetido antes ao poder econômico. Além disso, estanca uma das veias mais eficazes de corrupção, como atestam os escândalos noticiados pela imprensa. Da mesma forma, é preciso combater sistematicamente a vergonhosa prática de “Caixa 2”, tão comum nas campanhas eleitorais.
A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constituem crime eleitoral que atenta contra a honra do eleitor e contra a cidadania. Exortamos os eleitores a fiscalizarem os candidatos e, constatando esse ato de corrupção, a denunciarem os envolvidos ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, conforme prevê a Lei 9840, uma conquista da mobilização popular há quase duas décadas.
A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para a militância político-partidária, a se lançarem candidatos. No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com o fim da corrupção, além de seu testemunho na comunidade de fé. Promova-se a renovação de candidaturas, pondo fim ao carreirismo político. Por isso, exortamos as comunidades a aprofundarem seu conhecimento sobre a vida política de seu município e do país, fazendo sempre a opção por aqueles que se proponham a governar a partir dos pobres, não se rendendo à lógica da economia de mercado cujo centro é o lucro e não a pessoa. 
Após as eleições, é importante a comunidade se organizar para acompanhar os mandatos dos eleitos. Os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho, devem se preparar para assumir, de acordo com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos Conselhos de participação popular, como o da Educação, Saúde, Criança e Adolescente, Juventude, Assistência Social etc. Devem, igualmente, acompanhar as reuniões das Câmaras Municipais onde se votam projetos e leis para o município. Estejam atentos à elaboração e implementação de políticas públicas que atendam especialmente às populações mais vulneráveis como crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, quilombolas e os pobres. 
Confiamos que nossas comunidades saberão se organizar para tornar as eleições municipais ocasião de fortalecimento da democracia que deve ser cada vez mais participativa. Nosso horizonte seja sempre a construção do bem comum.  
Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos acompanhe e auxilie no exercício de nossa cidadania a favor do Brasil e de nossos municípios, onde começa a democracia.
Aparecida - SP, 13 de abril de 2016
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

1. Cf. CNBB – Doc. 40 - Igreja Comunhão e Missão – n. 184.
2. CNBB – Doc. 91 Por uma reforma do estado com participação democrática, n. 40.
3. Idem.

15 de agosto de 2016

Pokémon Go e a infantilização do homem moderno


Dias atrás vimos uma “nova” febre mundial… O jogo Pokémon Go. Sim, Pokémon! Lembra? Aquelas criaturas do desenho animado do final dos anos 90 e começo dos anos 2000.

O jogo usa geolocalização para inserir elementos do universo Pokémon em um ambiente virtual mesclado com mapas do mundo real e permite que cada pessoa, utilizando-se de seu smartphone, transforme-se num caçador e treinador de pokémons em potencial.

Até aí tudo bem. Um novo jogo no mercado, que qualquer pessoa pode ter acesso usando seu celular. Jogos para celular são bastante comuns. Essa mania começou com o jogo Snake (jogo da cobrinha) que todo mundo tinha nos “Tijorolas da vida”, passando pelo Candy Crush, Angry Birds e por aí vai.

Mas qual o problema então com o Pokémon Go?

O problema é seu público-alvo. Você, bravo leitor, acha que as crianças e adolescentes de hoje, já tinham idade para assistir Pokémon quando foi lançado na TV? Claro que não! Seu primeiro episódio tem quase 20 anos!!! O público desse jogo é essa “molecada” que hoje tem entre 20 e 30 anos ou mais… E, isso sim, pode ser encarado como um problema sério.

A busca pelo jogo é um fenômeno mundial. Com 19 dias de lançamento ele já havia batido a marca de 50 milhões de downloads e já tem no YouTube vídeos e mais vídeos de homens e mulheres correndo, gritando e competindo pelos pokémons nas ruas das grandes capitas do mundo todo.

Esses homens e mulheres, com seus “trinta e poucos anos”, não tinham de estar no trabalho, nas empresas, nas universidades (lecionando) ou em casa, cuidando dos filhos e afazeres do lar?

Vemos aí, claramente, mais uma peça desse quebra-cabeça chamado infantilização do homem moderno.

É possível constatar, atualmente, uma rejeição do homem à vida adulta. Antigamente, o menino virava homem muito mais cedo que na atualidade, começava a trabalhar antes, tinha senso de responsabilidade já com 13 anos ou menos. O termo “adolescente”, em minha opinião, é usado para estender a infância de um adulto que já deveria estar se virando para, no mínimo, ajudar nas atividades de sua própria casa… Realmente, não sei dizer se o adolescente é uma criança maior ou um adulto menor, e essa confusão não me “cheira bem”.

É público e notório que os homens de hoje estão fugindo das responsabilidades da vida adulta. Falar em namoro já não soa bem… Casamento e filhos, então? Xiii.”O cara” é aquele que ganha sua grana para pagar o churrasco do fim de semana, o futebol da quarta-feira, o videogame de todo dia! Existe uma busca por diversão a todo custo, a cada segunda-feira um choro de saudade nas redes sociais pelo fim de semana que passou. É lamentável ver homens de mais de 30, 40 anos, portando-se como moleques de 18 ou 20.

O homem moderno abre mão de suas responsabilidades, passa para frente seus deveres e sente medo de seus objetivos e metas. Já não são mais os pais que educam, pois as crianças, para dar um tempo de descanso “merecido” aos pais, vão para a escola cada vez mais cedo. Das babás vão para sala de aula. O dever de educar, que é dos pais, passa para um estranho, que é pago para isso… Nós já estamos vendo o resultado dessa inversão e omissão (nível crescente de analfabetos funcionais, ensino da Ideologia de gênero para crianças no ensino fundamental, doutrinação marxista, etc).

E o medo da comida, então? Tudo agora faz mal! O homem tem medo de comer carne, mas não tem medo de produtos químicos que alimentam sua vaidade. O homem perdeu a capacidade de resolver seus próprios problemas sozinho… Hoje ele chora atrás de um advogado, pedindo amparo ao Estado, por coisas que, provavelmente, com uma simples conversa, poderiam ser acertadas mais rapidamente.

O jogo Pokémon explodiu no mercado em razão da mistura entre essa “Síndrome de Peter Pan” e a fuga da realidade, fazendo com que os marmanjos se deleitem numa nostalgia exagerada, voltando à infância pela tela de um celular, enquanto as contas, prazos, horários e metas estão bem à sua frente.

Não preciso dizer aqui qual a missão do homem. Sabemos muito bem qual o desígnio de Deus para nós, e precisamos buscá-lo arduamente na batalha do dia a dia, por meio da oração, da Santa Missa e vivendo uma vida coerente.

“Há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do Céu” (Ecl 3,1). Veja, eu não estou dizendo que se divertir depois de uma certa idade é errado. Eu não disse isso! Dar boas risadas, sair com amigos, ver um bom filme, ouvir uma boa música, tudo isso faz bem para o corpo e para alma e isso é inquestionável! Mas não é isso que estamos vendo hoje. O que vemos são homens regredindo mentalmente, tornando-se moleques mimados, reféns de seus impulsos e vícios, com a mídia e a tecnologia corroborando para isso. Preferem ter carros e animais de estimação a ter filhos. Preferem ter o mundo para ir, do que um lar para voltar. Chesterton, muito sabiamente, afirmava: “Uma nação que não tem nada além de seus divertimentos, não se divertirá por muito tempo”.

Este mundo não é uma praça de alimentação, não é uma festa. É o vale de lágrimas! Isso que você está buscando não vai preencher a sua alma, não trará uma verdadeira alegria. No fim, restará a amargura e o vazio, pois, como diz a música: “Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”.

Então, eu convido você, bravo leitor, a despertar para a realidade, sair desse estado de letargia espiritual e mental e reassumir seu papel de homem… agora!

Deus nos deu pessoas para que possamos ser para elas um refúgio. São João Bosco diz que “Deus nos colocou no mundo para os outros”, então saia de si mesmo, saia desse celular agora! Não corra atrás de pokémons, corra atrás da sua família… Não tenha criaturas virtuais, tenha filhos!

Amadureça e viva o presente, viva o hoje com todas as condições e deveres que ele traz. Vença a si mesmo e domine seu celular! Reflita se está sendo dominando por algo que você possui, que mede poucos centímetros… É hora de despertar e lutar!

“Sê firme e porta-te como homem” (1Rs 2,2).

Conte com a graça de Deus!!!

Reze muito, peça o auxílio de seu Santo Anjo da Guarda, que está ao seu lado somente esperando para lhe dizer o que Nosso Senhor quer de você. Peça a Deus a força e a coragem para mudar de vida e o discernimento para caminhar em Sua Santíssima Vontade. Existe um momento para cada coisa, e agora é hora de lutar com hombridade e destemor. A Cruz estará sempre à sua frente, bravo guerreiro. Existem pessoas para amar e batalhas para vencer.

“Há uma carreira a correr, uma vitória a alcançar. Cada hora em meu viver, Senhor, faz-me fiel”

POR LUCAS FERREIRA

12 de agosto de 2016

PRECISAMOS DE UMA FAMÍLIA


Estimados irmãos e irmãs. Neste final de semana, dentro da dinâmica do mês vocacional, queremos refletir sobre a vocação à família, pois ela tem um papel indispensável na sociedade; na educação e formação das pessoas.

Nesta semana fomos motivados a intensificar nossa oração pelas famílias que estão tão necessitadas do amor e da misericórdia de Deus. Através da oração pedimos as luzes do Espírito Santo para que ilumine os pais para que saibam conduzir bem seus filhos nos caminhos do Senhor. Importante é que cada família redescubra a cada dia a necessidade da oração. Quando rezamos somos mais fortes para vencer as tribulações que se apresentam.

Iniciamos a nossa reflexão com o seguinte pressuposto: TODOS PRECISAMOS DE UMA FAMÍLIA. Por mais que alguns tenham tido uma experiência frustrante na relação familiar, mesmo assim ela é indispensável para a geração da vida e a educação das pessoas. É na família que aprendemos e colocamos os fundamentos de nossa vida em sociedade e da nossa fé. O caos que parece querer dominar é porque nem todas as famílias estão cumprindo com a sua missão. Aqui queremos falar daquilo que é o ideal para todos e que a Igreja acredita, prega, ensina, defende.

Na família aprendemos a viver em comunidade ao nos relacionarmos com os pais e com os irmãos. A criança vai intuindo e aprendendo que ela não está sozinha no mundo e é um ser de relação. Ela precisa dos outros e para ser aceita e amada precisa também aceitar e amar. O afeto vai se firmando e se torna fundamental para uma relação madura no futuro.

É na família que também aprendemos a respeitar, esperar a nossa vez, dialogar, perdoar e muitos outros valores. Pelo menos, numa família, suficientemente saudável, estes valores são essenciais e permeiam a relação entre todos. Os valores não têm prazo de validade, por isso, continuam valendo sempre. Não podemos querer substituí-los por outras coisas semelhantes.

Uma das lições importantíssimas que a família precisa estar sempre atenta é a educação na fé. Quando temos Deus como parâmetro para as coisas, tudo fica diferente. Ao contrário, quando tiramos Deus, tudo vale e a vida pessoal e familiar se torna um caos. O egoísmo, ódio, inveja, individualismo, indiferença tomam conta dos lares e o caos se instala. Aí teremos indivíduos cada dia mais doentes sem a capacidade de estabelecer relações saudáveis e que edificam a todos.

Neste dia em que celebramos o dia dos Pais, vale ressaltar a missão que estes têm na família. Eles são os provedores, cuidadores. Homens frágeis que precisam aprender e ensinar todos os dias. Os pais não podem se omitir no papel que eles têm na educação dos filhos. Missão esta as vezes delegadas às esposas ou aos avós. Ser pai não é apenas dar origem aos filhos, mas é acompanhá-lo em todos os passos e momentos da vida. Eles precisam de referências para suas vidas e os pais são os espelhos para eles. Servirão de modelo e estímulo.

A Palavra de Deus deste 20º Domingo nos alerta sobre tudo isso quando o próprio Jesus disse que veio trazer divisão e lançar fogo sobre a terra (Evangelho Lucas 12,49-53). O Mestre quer conscientizar seus discípulos que estes serão sinal de contradição num mundo que prega os valores que são contrários ao Reino de Deus.

A divisão que Jesus se refere não é que Ele veio provocar ódio e discórdia nas famílias e na sociedade, mas que àqueles que acreditam nos valores do Reino e buscam vivenciá-los não serão aceitos pelos outros e vão incomodar no mundo. O bem e o mal não podem conviver juntos. Por isso, A Palavra de Deus, como o fogo, vai purificando e separando as coisas.

Isso acontece também nas famílias quando tem aqueles que buscam viver o que o Senhor ensina e os que buscam viver o que o mundo ensina. Jesus nos alertou sobre isso e infelizmente acontece em muitas famílias. O que nós precisamos fazer, é continuar rezando para que Deus toque os corações de pedra e que eles sejam transformados por seu amor e por sua misericórdia.

Feliz dia dos pais. Desejo que todos os pais cumpram com sua missão de educadores, protetores, provedores das famílias.

Abençoado Domingo e uma Semana cheia de bênçãos e graças.

Pe. Hermes José Novakoski,
Pobre Servo da Divina Providência.

SER PAI


Ser pai é ter compromisso.
E usar como artifício.
O seu jeito de amar.
É sentir muita alegria.
De estar em sintonia.
Como a areia e o mar.

Ser pai é um presente.
Que alegra e deixa contente.
A nação do mundo inteiro.
É como uma árvore atrativa.
Que dá fruto e cativa.
Lá no centro do canteiro.

Ser pai é a convicção.
De ter a preocupação.
De o filho ser vencedor.
No caráter e na verdade.
Manter sempre a humildade.
Cultivando sempre o amor.

Ser pai é perder o sono.
É sentir um cão sem dono.
Quando o filho está distante.
Mas que sempre trabalha duro.
Para garantir o futuro.
E o filho ser importante.

Ser pai é o extremo.
No mundo em que vivemos.
Nesse planeta sem brilho.
Com trabalho estressante.
Mas tem momentos marcantes.
Que são os abraços do filho.

Ser pai é um enredo.
Mas que não retrata o medo.
E tem alegria de monte.
É como um final de novela.
Seguindo num barco a vela.
A procura do horizonte.

Ser pai é acordar cedo.
E construir um brinquedo.
Com madeira e verniz.
Uma boneca ou um pião.
Uma pipa ou caminhão.
Só pra ver o filho feliz.

Pai tem que ser amado.
Além de tudo respeitado.
Do fundo do coração.
Pai é uma sensação gostosa.
Uma coisa maravilhosa.
Que não tem explicação

Autor desconhecido. Mensagem copiada da internet.

5 de agosto de 2016

ONDE ESTÁ O VOSSO TESOURO, AÍ ESTARÁ O VOSSO CORAÇÃO

Estimados irmãos e irmãs. A Paz de Deus nosso Pai esteja em teu coração e na tua família.

Estamos no mês vocacional. Um momento oportuno para refletirmos sobre a vocação, especialmente com os adolescentes e jovens que estão na fase da descoberta e das escolhas.

Lembramos que a vocação é dom de Deus. Um dom que todos recebem. Porém, precisamos discernir, ou seja, purificar nossas motivações e desejos para podermos conhecer o que dá vontade de Deus e o que é puro e simples desejo nosso.

É muito importante nos perguntarmos sobre a nossa vocação, pois no chamado de Deus está o nosso caminho de felicidade. Quando fugimos dos projetos de Deus ou nos precipitamos sobre as coisas, são grandes as chances de dar errado.

O discernimento, como citamos acima, é uma forma de fazer a escolha de forma mais segura e serena. Por isso é recomendável buscar alguém com quem se possa dialogar com confiança para que o discernimento aconteça. Na Vida Religiosa e Sacerdotal todos os candidatos são acompanhados por um tempo onde vão encontrando luzes sobre o caminho que Deus chama.

A vocação é o nosso tesouro recebido gratuitamente de Deus. Mas por que o Senhor nos chama a algo? Porque Ele quer a nossa felicidade e realização. Uma vida que não é doada não é digna de ser vivida. Por isso todos somos chamados a fazermos da vida uma doação, seja na família ou na Consagração total ao Senhor.

Precisamos cuidar, vigiar para que este tesouro não se perca. Cuidar para que não nos roubem a riqueza da nossa vocação. Pode acontecer que as vezes nos desviamos por influência de alguém ou para seguir nossos caprichos. Aí erramos o caminho e não caminhamos por onde o Senhor sonhou para nós.

A Palavra de Deus deste 19º Domingo nos manda vigiar sobre a missão, vocação, que o Senhor nos confia, pois não sabemos a hora que Ele nos chamará de volta para a prestação de contas. Feliz quem for perseverante por toda a vida.

Por que Deus chama uns para o Matrimônio, outros para a Vida Religiosa ou Sacerdotal e ainda outros para a consagração da vida buscando os valores do Reino? Porque Ele assim o quer. A iniciativa é d’Ele; o dom também. O que Ele espera é o nosso sim e o esforço cotidiano de realizarmos bem a nossa missão.

Neste primeiro final de semana de Agosto a Igreja nos convida a rezar e a motivar a vocação Sacerdotal. Faço minha as palavras do patrono dos padres, São João Maria Vianney. Este grande santo nos ajudará a entender melhor a grandeza da vocação sacerdotal. Acompanhemos:

A GRANDEZA DO SACERDÓCIO

São João Maria Vianney – o Cura d’Ars

“O sacerdote é um homem que ocupa o lugar de Deus, um homem que está revestido de todos os poderes de Deus. Deve-se olhar o sacerdote, quando está no altar, como se fosse o próprio Deus. O sacerdote é alguém muito grande! Deus obedece-lhe: diz duas palavras e Nosso Senhor desce do céu. Se eu encontrasse um sacerdote e um anjo, saudaria o sacerdote antes de saudar o anjo. Este é o amigo de Deus, mas o sacerdote ocupa o Seu lugar. O sacerdote só se compreenderá bem a si próprio no céu.

Ides confessar-vos à Santíssima Virgem ou a um anjo. Poderão absolver-vos? Dar-vos-ão o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor? Não, a Santíssima Virgem não pode fazer descer o seu divino Filho à hóstia. Duzentos anjos não vos poderiam absolver. Um sacerdote, por mais simples que seja, pode. Pode dizer-vos: “Vai em paz, eu te perdoo. De que vos serviria uma casa cheia de ouro, se não tivésseis ninguém para vos abrir a porta? O sacerdote tem a chave dos tesouros celestiais: é ele que abre a porta.

Deixai uma paróquia vinte anos sem padre: ali se adorarão os animais. Quando se quer destruir a religião, começa-se por atacar o sacerdote. O sacerdote não é sacerdote para ele mesmo. Não dá a absolvição a si próprio, não administra a si próprio os sacramentos. Não está para ele, está para vós. O sacerdote deve estar tão constantemente envolvido no Espírito Santo como está na sua batina. Vede o poder do sacerdote? A língua do sacerdote faz, de um pedaço de pão, Deus! É infinitamente mais do que criar o mundo”.


Elevemos a Deus nossa prece por todos os sacerdotes, diáconos, bispos, cardeais e pelo santo Padre o Papa Francisco. Que o Senhor nos ajude a amarmos sempre mais a nossa vocação e a sermos fieis a ela.

Também agradeçamos a Deus por este dom, através do qual temos a Eucaristia, o perdão dos pecados e muitas outras graças e bênçãos.

Agradeço as pessoas que sempre rezam por nós e que nos ajudam a viver a vocação. Deus abençoe e projeta a todos vós e vossas famílias.

Saudações

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.