9 de março de 2017

ESTE É O MEU FILHO AMADO. ESCUTAI-O!

Estimados irmãos e irmãs. Já estamos no Segundo Domino da Quaresma. Nosso caminho para a Páscoa está acontecendo a passos largos e por isso não podemos deixar de lado o nosso processo pessoal de conversão. Lembramos das recomendações da Igreja e do próprio Senhor para vencermos nossas paixões desordenados que em muitas ocasiões nos leva a pecar. Pelo jejum, esmola e oração nos aproximamos do Senhor.

No Primeiro Domingo Jesus nos ensinou que as tentações só podem ser vencidas com muita oração e com o conhecimento da sua Palavra. Quando não conhecemos a Deus, o inimigo tem mais forças para nos derrotar. Quando não rezamos, satanás nos domina e escraviza com mais facilidade.

E neste Domingo somos chamados mais uma vez a estar na intimidade com o Senhor. Jesus convida alguns dos seus apóstolos e na presença deles manifesta a sua glória. Nem todos podem compreender os dons de Deus. Por isso, quanto mais você reza e está perto de Deus, mais Ele vai se revelando e manifestando e melhor compreenderás a sua revelação. Isso para não ficarmos no emocionalismo infantil.

Cada um de nós tem uma missão única e específica neste mundo. Ninguém está aqui por acaso. Vemos isso claro na pessoa dos Apóstolos, mas também, como nos é apresentado hoje, na pessoa de Abrão (Gn 12,1-4a). Ele recebe uma missão de Deus: libertar o seu povo. Para cumprir com esta missão precisa sair da sua terra, abandonar a família, sair de casa e partir para onde Deus mostrar.

Abrão, por ser um homem de fé, acredita no Senhor e aceita caminhar rumo ao desconhecido. Quem tem fé não fica esperando todas as respostas prontas. Caminha na direção do Senhor; caminha na direção que Deus aponta e envia. Ele foi porque confiava em Deus. Deixa tudo porque Deus bastava na sua vida. Precisamos também deixar tudo sem ressentimento ou medo. Quem tudo deixa por Cristo, ganha muito mais, porque Ele é generoso.

São Paulo, ao escreveu ao seu discípulo e amigo Timóteo lembra que Deus “nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio” (Tm 1,9). A vocação que todos nós recebemos como dom gratuito de Deus não é por mérito nosso, mas por graça de Deus. Feliz daquele que cumpre aquilo que o Senhor lhe diz.

Na Transfiguração (Evangelho deste Domingo Mt 17,1-9) o Pai manifesta o ‘fim último’ de Jesus Cristo. Ele passará pelo sofrimento, paixão, morte, mas ressuscitará. Tudo isso porque confiou plenamente no projeto de Salvação e realizou até as últimas consequências. Os apóstolos não entenderam tudo naquele momento, mas só depois da Ascensão. Assim o Senhor também manifestava que aqueles que nele creem não terminarão no túmulo, mas na glória. Nosso fim último não será o caixão, mas no abraço do Pai Misericordioso.

Neste caminho que todos somos chamados a fazer, o próprio Pai manda que ouçamos e obedeçamos às Palavras do Filho, pois Ele é a Palavra do Pai feito homem e que habita em nosso meio. Precisamos obedecer ao Filho, pois nele está a nossa Salvação e o caminho seguro que leva a vida.

Com a Palavra e a Eucaristia conseguiremos caminhar firmes e seguros. Ainda que as forças do mal nos tentem, elas não poderão vencer.

Abençoado Domingo. A gente se vê na casa de Deus, na santa Missa.

Uma semana de paz e bênçãos.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.