4 de maio de 2017

EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA

Estimados irmãos e irmãs. Estamos no 4º Domingo da Páscoa. Continuamos com toda a Igreja celebrando a vitória de Jesus sobre o pecado, a morte, todo e qualquer poder do mal. Cristo é vitorioso e em sua vitória, também nós venceremos.

Neste Domingo a Igreja nos convida a intensificarmos nossa oração pelas vocações, de modo especial pelas vocações sacerdotais. É através dos pastores: papa, bispos, sacerdotes que Deus continua guiando a sua Igreja. Sem o Sacramento da Ordem não haverá mais Eucaristia, Confissão, santa Missa.

Rezemos por todos os que são chamados por Deus a esta vocação. Muitos são chamados. Poucos escolhidos. Alguns destes escolhidos se fecham a graça de Deus e não seguem esta vocação, a qual Deus chama.

Rezemos ainda mais pela fidelidade, perseverança e santificação dos que receberam o Sacramento da Ordem. Precisamos muito de diáconos, sacerdotes, bispos, cardeais santos. A santificação do mundo depende da nossa santificação.

No Evangelho (Jo 10,1-10) deste Domingo Jesus se apresenta como pastor e porta. Pastor porque Ele guia o seu rebanho com sabedoria e firmeza. Porta, porque só através dele é que podemos chegar ao Pai, a salvação. E tudo isso Ele realiza porque veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. Deus não faz as coisas e nem se dá pela metade. Ele quer que todos nós tenhamos vida na sua vida.

Para podermos entrar pela porta que é Cristo, fiquemos atentos ao apelo que Pedro nos faz: “Convertei-vos!” (Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,14a.36-41). Sem uma mudança de vida, de mentalidade, de atitude, não poderemos entrar pela porta. Ela nos conduz a salvação, mas não podemos negligenciar de nossa parte.

Ser cristão nem sempre é fácil. Viver os valores do Evangelho continua sendo desafiador, pois precisamos ir contra um mundo totalmente alheio aos seus ensinamentos. Muitas vezes podemos ser criticados por estarmos vivendo a nossa fé, por sermos católicos. Talvez você já tenha escutado dos seus familiares e amigos expressão como essas: “Lá vai ele/a de novo pra Igreja!” “Pra que rezar?” “Agora quer ser santinho/a!” “Não precisa ir a Igreja e nem se confessar, o padre também é pecador!”. Aí vem as palavras da Segunda Leitura deste Domingo (1Pd 2,20b-25): “Se suportais com paciência aquilo que sofreis por ter feito o bem, isto vos torna agradáveis diante de Deus... Também Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos”.

Não desanimemos diante das críticas que podemos receber por sermos fieis a Jesus Cristo. Quando fecharmos os olhos para este mundo, tudo o que vivemos e buscamos de bom aqui, será para nossa consolação e salvação. Lá nos braços do Pai nos encontraremos. Felizes daqueles que buscam viver bem hoje a sua fé para que este encontro seja mais feliz.

Fazer o bem é um dever nosso, uma necessidade. Estamos aqui para isso. Nossas atitudes, assim como as de Jesus, devem fazer com que todos tenham vida e não de qualquer jeito. Vemos no Brasil e no mundo um contínuo desrespeito com a vida através da corrupção e de políticas que excluem os mais simples. Isso vai contra o projeto de Deus. Enquanto não houver inclusão, respeito, amor, não haverá paz.

Nossa prece pelos nossos pastores. Deus continue os iluminando para que nos orientem inspirados pela sua graça.

Deus abençoe você e sua família todos os dias e lhes conceda o dom da fidelidade e santidade.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência