11 de maio de 2021

Santo Terço - Mistérios Dolorosos

Sinal da Cruz
Creio
Pai Nosso...
Ave Maria... (3 vezes)
Glória...


1º MISTÉRIO DOLOROSO: Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras

Mt 26, 36-39

Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse: 'Sentai-vos aqui, enquanto eu vou até ali para rezar!' 37 Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, e começou a ficar triste e angustiado. 38 Então Jesus lhes disse: 'Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!' 39 Jesus foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou: 'Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito como eu quero, mas sim como tu queres.'

Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...


2º MISTÉRIO DOLOROSO: Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo

Mt 27, 26: Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado.

Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...


3º MISTÉRIO DOLOROSO: Coroação de espinhos de Nosso Senhor

Mt 27, 27-29

27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: “Salve, rei dos judeus!”

Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...


 4º MISTÉRIO DOLOROSO: Nosso Senhor carrega a Cruz até o alto do Calvário

Marcos 15,21-22

21Os soldados obrigaram certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz. 22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”.

Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...


5º MISTÉRIO DOLOROSO: Crucifixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo

Lucas 23, 33-46

«Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda. E Jesus dizia: "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem"... Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu então um grande brado e disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E, dizendo isso, expirou».

Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...

Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Ladainha de Nossa Senhora

Senhor, tende piedade de nós. (Repete-se)
Jesus Cristo, tende piedade de nós. (Repete-se)
Senhor, tende piedade de nós. (Repete-se)
Jesus Cristo, ouvi-nos. (Repete-se)
Jesus Cristo, atendei-nos. (Repete-se)
Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós.
Santa Virgem das Virgens, rogai por nós.
Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós.
Mãe da divina graça, rogai por nós.
Mãe puríssima, rogai por nós.
Mãe castíssima, rogai por nós.
Mãe imaculada, rogai por nós.
Mãe intacta, rogai por nós.
Mãe amável, rogai por nós.
Mãe admirável, rogai por nós.
Mãe do bom conselho, rogai por nós.
Mãe do Criador, rogai por nós.
Mãe do Salvador, rogai por nós.
Mãe da Igreja, rogai por nós.
Virgem prudentíssima, rogai por nós.
Virgem venerável, rogai por nós.
Virgem louvável, rogai por nós.
Virgem poderosa, rogai por nós.
Virgem clemente, rogai por nós.
Virgem fiel, rogai por nós.
Espelho de justiça, rogai por nós.
Sede de sabedoria, rogai por nós.
Causa da nossa alegria, rogai por nós.
Vaso espiritual, rogai por nós.
Vaso honorífico, rogai por nós.
Vaso insigne de devoção, rogai por nós.
Rosa mística, rogai por nós.
Torre de David, rogai por nós.
Torre de marfim, rogai por nós.
Casa de ouro, rogai por nós.
Arca da aliança, rogai por nós.
Porta do céu, rogai por nós.
Estrela da manhã, rogai por nós.
Saúde dos enfermos, rogai por nós.
Refúgio dos pecadores, rogai por nós.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.
Auxílio dos cristãos, rogai por nós.
Rainha dos anjos, rogai por nós.
Rainha dos patriarcas, rogai por nós.
Rainha dos profetas, rogai por nós.
Rainha dos apóstolos, rogai por nós.
Rainha dos mártires, rogai por nós.
Rainha dos confessores, rogai por nós.
Rainha das virgens, rogai por nós.
Rainha de todos os santos, rogai por nós.
Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós.
Rainha elevada ao céu em corpo e alma, rogai por nós.
Rainha do sacratíssimo Rosário, rogai por nós.
Rainha da paz, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos

Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

3 de maio de 2021

Santo Terço - Mistérios Gloriosos

Sinal da Cruz
Creio
Pai Nosso...
Ave Maria... (3 vezes)
Glória...


No Primeiro Mistério contemplamos a Ressurreição de Jesus Cristo.

Evangelho (Mt 28,1-8)

Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos. Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”. As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.


Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...

 


No Segundo Mistério contemplamos a Ascensão de Jesus aos Céus.

Evangelho Mc 16,15-20

Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.


Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...



No Terceiro Mistério contemplamos a descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos no Cenáculo.

Evangelho (Jo 14,16-21)

Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós.


Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...

 


No Quarto Mistério contemplamos a Assunção de Nossa Senhora aos Céus.

Evangelho (Lc 1,46-48)

Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada.


Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...

 


No Quinto Mistério contemplamos a gloriosa coroação de Maria Santíssima como Rainha do Céu e da Terra.

Apocalipse 12,1

Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas.


Pai Nosso...
Ave Maria... (10 vezes)
Glória...


Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.


Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

 

Ladainha de Nossa Senhora


Senhor, tende piedade de nós. (Repete-se)
Jesus Cristo, tende piedade de nós. (Repete-se)
Senhor, tende piedade de nós. (Repete-se)
Jesus Cristo, ouvi-nos. (Repete-se)
Jesus Cristo, atendei-nos. (Repete-se)
Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós.
Santa Virgem das Virgens, rogai por nós.
Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós.
Mãe da divina graça, rogai por nós.
Mãe puríssima, rogai por nós.
Mãe castíssima, rogai por nós.
Mãe imaculada, rogai por nós.
Mãe intacta, rogai por nós.
Mãe amável, rogai por nós.
Mãe admirável, rogai por nós.
Mãe do bom conselho, rogai por nós.
Mãe do Criador, rogai por nós.
Mãe do Salvador, rogai por nós.
Mãe da Igreja, rogai por nós.
Virgem prudentíssima, rogai por nós.
Virgem venerável, rogai por nós.
Virgem louvável, rogai por nós.
Virgem poderosa, rogai por nós.
Virgem clemente, rogai por nós.
Virgem fiel, rogai por nós.
Espelho de justiça, rogai por nós.
Sede de sabedoria, rogai por nós.
Causa da nossa alegria, rogai por nós.
Vaso espiritual, rogai por nós.
Vaso honorífico, rogai por nós.
Vaso insigne de devoção, rogai por nós.
Rosa mística, rogai por nós.
Torre de David, rogai por nós.
Torre de marfim, rogai por nós.
Casa de ouro, rogai por nós.
Arca da aliança, rogai por nós.
Porta do céu, rogai por nós.
Estrela da manhã, rogai por nós.
Saúde dos enfermos, rogai por nós.
Refúgio dos pecadores, rogai por nós.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.
Auxílio dos cristãos, rogai por nós.
Rainha dos anjos, rogai por nós.
Rainha dos patriarcas, rogai por nós.
Rainha dos profetas, rogai por nós.
Rainha dos apóstolos, rogai por nós.
Rainha dos mártires, rogai por nós.
Rainha dos confessores, rogai por nós.
Rainha das virgens, rogai por nós.
Rainha de todos os santos, rogai por nós.
Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós.
Rainha elevada ao céu em corpo e alma, rogai por nós.
Rainha do sacratíssimo Rosário, rogai por nós.
Rainha da paz, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.

Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor.

Amém.

 

Oração a Maria

«À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus».

Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção.

Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados duma maneira que fere a alma. Sustentai aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho.

Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de Misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.

Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde.

Permanecei junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar a todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica.

Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres de ciência, a fim de encontrarem as soluções justas para vencer este vírus.

Assisti os responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e econômicas com clarividência e espírito de solidariedade.

Maria Santíssima tocai as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, antes, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes do gênero no futuro.

Mãe amadíssima, fazei crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une a todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, a tanta pobreza e inúmeras situações de miséria. Encorajai a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração.

Ó Maria, Consoladora dos aflitos, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai-nos a graça que Deus intervenha com a sua mão omnipotente para nos libertar desta terrível epidemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade o seu curso normal.

Confiamo-nos a Vós, que resplandeceis sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amém.

(Papa Francisco)

Vídeo com a oração presidida pelo Papa:



19 de abril de 2021

Homilia 3º Domingo da Páscoa


Estimados irmãos e irmãs. O tempo pascal que estamos vivendo é um forte apelo a estarmos mais pertos de Cristo ressuscitado. A experiência com o ressuscitado transformou profundamente os apóstolos. O medo deu lugar a coragem; a tristeza, à alegria; as trevas, à luz; o medo, à fé.

Uma das saudações mais repetidas por Jesus, depois da ressurreição, quando aparece aos discípulos é: “A paz esteja convosco!” O Senhor, diz Papa Francisco, “não traz uma paz que, de fora, elimina os problemas, mas uma paz que infunde confiança dentro. Não uma paz exterior, mas a paz do coração”.¹

Uma paz, não apoiada em armas, no desejo de vingança. Mas uma paz que edifica, constrói, transforma, aproxima. Uma paz que faz dos discípulos homens corajosos para anunciar a Boa Nova com entusiasmo, alegria, determinação, ousadia.

Jesus interroga os discípulos: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração?” A mesma pergunta Ele dirige a todos nós hoje: por que andas tão preocupado, angustiado? Quais são as dúvidas que assombram teu coração? “Eu estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos”. Esta é a certeza que Jesus nos dá. E esta verdade deve nos entusiasmar e tirar as angústias do nosso coração. Não estamos sozinhos. Ele caminha conosco! Ele é nossa melhor companhia. As preocupações e angústias são frutos das dúvidas que alimentamos. Quantas vezes somos tentados a pensar que o Senhor nos abandonou, principalmente quando pecamos. Ou que andamos sozinhos, na solidão. Isso não é verdade. O Senhor nunca nos deixa só! Ele deu sua vida por nós. Ele nos ama! E o principal: Ele não se cansa de perdoar.

Jesus mostra as suas chagas e diz: “Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede!” O Papa nos exorta: Jesus “apresenta-lhes as chagas. Por aquelas chagas, fomos curados (cf. 1 Pd 2,24; Is 53,5). Mas, como pode uma ferida curar-nos? Com a misericórdia. Naquelas chagas, como Tomé, tocamos com a mão a verdade de Deus que nos ama profundamente, fez suas as nossas feridas, carregou no seu corpo as nossas fragilidades. As chagas são canais abertos entre Ele e nós, que derramam misericórdia sobre as nossas misérias. As chagas são os caminhos que Deus nos patenteou para entrarmos na sua ternura e tocar com a mão quem é Ele. E deixamos de duvidar da sua misericórdia. Adorando, beijando as suas chagas, descobrimos que cada uma das nossas fraquezas é acolhida na sua ternura. Isto acontece em cada Missa, onde Jesus nos oferece o seu Corpo chagado e ressuscitado: tocamo-Lo e Ele toca as nossas vidas. E faz descer a nós o Céu. As suas chagas luminosas rasgam a escuridão que nós trazemos dentro. E nós, como Tomé, encontramos Deus, descobrimo-Lo íntimo e próximo, e, comovidos, dizemos-Lhe: ‘Meu Senhor e meu Deus!’ (Jo 20, 28). E tudo nasce daqui, da graça de obter misericórdia. Daqui começa o caminho cristão. Se, pelo contrário, nos apoiamos nas nossas capacidades, na eficiência das nossas estruturas e dos nossos projetos, não iremos longe. Só se acolhermos o amor de Deus é que poderemos dar algo de novo ao mundo”.

As chagas de Cristo são as marcas da humanidade sofrida.
Ao mostra-las aos discípulos Jesus faz-se mais uma vez solidário com todos. Carrega nossas fraquezas e as transforma. Por isso, Confiemo-nos a Ele sem medida.

Depois da experiência com o ressuscitado, Jesus nos dá um mandato: “Vós sereis testemunhas de tudo isso”. Testemunhas das palavras e ações de Cristo. Testemunhas do seu amor misericordioso, da sua ressurreição que traz vida nova. Somos enviados a testemunhar o amor de Deus e não a mim mesmo.

Neste ano celebramos 60 anos da presença dos Pobres Servos da Divina Providência no Brasil. Estamos concluindo as 60 horas de adoração realizadas por todas as comunidades. Religiosos e leigos unidos em oração. Brotam do coração agradecimentos e súplicas. Gratidão pela Providência que tudo conduz. Súplicas a Nosso Senhor para que nos ajude no caminho de santidade. (pausa)

A santidade não pode ser um adorno, ou uma simples frase repetida inúmeras vezes. Dever ser um compromisso assumido por todos. Nosso santo fundador suplicava: “A extrema necessidade da hora atual é a santidade”. Como são atuais essas palavras.

Seu apelo continua vivo e atual: “o Senhor quer que nos santifiquemos” [...] “Em Jesus bendito, devemos querer e pensar as mesmas coisas, querer a nossa santificação, a busca do reino de Deus, o bem das almas, e pensar naquelas coisas que nos servirão como instrumentos para alcançar o fim principal e supremo da nossa vida sobre a terra”.

Aos seus religiosos ele alertava: “estamos aqui, na Casa do Senhor, só para santificar-nos e buscar o santo Reino de Deus”. Não podemos nos esquecer deste primado.

Santificar-se para santificar, exortava São João Calábria. Indica-nos o caminho a ser percorrido: “Devemos santificar-nos a nós mesmos antes de santificar os outros. Recomendo-lhes a meditação, a visita ao Santíssimo, a leitura espiritual, numa palavra as práticas de piedade, dentre as quais a primeira é a santa Missa, fonte de qualquer outra graça”.

Convencido da grandeza do dom da santidade, disse: “As almas são salvas e santificadas antes de tudo com a nossa santificação pessoal”. Podemos nos perguntar: buscamos a santidade como nosso pai fundador? Acreditamos que este é o caminho seguro para a Obra?

Em todas as nossas atividades, ao acolher cada irmão e irmã, devemos antes de tudo pensar: aí tem uma alma para salvar. Por isso precisamos apresentar Cristo a eles. Para muitos esta será a única oportunidade de ouvir falar de Jesus. Será que não estamos negligenciando isso? Somos, como os santos foram, a presença de Cristo para as pessoas? Aqueles com quem nos encontramos, saem edificados com a nossa presença?

Aproveitemos a oportunidade que Jesus nos dá de realizarmos um sério exame de consciência. A Obra Calabriana precisa manter sempre viva a sua missão geral que “consiste em promover a glória de Deus, tendendo, de coração unânime e com ajuda fraterna e recíproca, a própria santificação, na prática das virtudes cristãs e dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência.” (Const. n. 4).

Já a “missão específica é a busca do Reino de Deus que se concretiza para nós no compromisso de avivar no mundo a fé e confiança em Deus, Pai de todos os homens, através do abandono total na sua Divina Providência, intensamente vivido e claramente testemunhado em todos os acontecimentos pessoais e comunitários e nos eventos históricos do mundo.” (Const. n. 5).

Louvemos a Deus pela presença do Seu carisma inspirado a São João Calábria em terras brasileiras. Celebramos todo o empenho de tantos irmãos e irmãs, consagrados e leigos, que doaram e diariamente doam sua vida para que outros tenham mais vida. Estamos aqui porque o Senhor nos chamou. Estamos aqui para nos santificar e ajudar os outros a trilharem este caminho.

Que a Comunhão: seja uma profecia para nossos tempos, alimentando a esperança de todos. Que os Capítulos Gerais ajudem a refletir sobre a importância da fraternidade em nossos tempos. Comunhão não significa sermos iguais, mas sermos cooperadores. Servimos o mesmo Cristo. Buscamos o mesmo Reino! Vivemos o mesmo carisma. Por isso devemos nos ajudar, sobretudo, como pedia nosso santo fundador, na vida espiritual. A oração nos faz superar barreiras, limitações e a viver no amor de Deus. Que o Senhor nos ajude neste caminho.


Santa Missa concluindo as 60 horas de Adoração pela Obra Calabriana
Feira de Santa, 18/04/2021

Padre Hermes José Novakoski, PSDP.
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¹ Trechos retirados da Homilia do Santo Padre, Papa Francisco, proferida no II Domingo da Páscoa, 11 de abril de 2021. Clique aqui para acessar na íntegra.

3 de abril de 2021

Homilia do Papa Francisco na Vigília Pascal 2021


Homilia pronunciada pelo Papa Francisco neste Sábado Santo, na Basílica de São Pedro.

HOMILIA DO SANTO PADRE
MISSA da VIGÍLIA PASCAL

(Sábado Santo, 3 de abril de 2021)

As mulheres esperavam encontrar o cadáver para o ungir; em vez disso, encontraram um túmulo vazio. Foram chorar um morto; em vez disso, escutaram um anúncio de vida. Por isso, como diz o Evangelho, aquelas mulheres «estavam cheias de medo e maravilha» (Mc 16, 8). Maravilha: neste caso, é uma mistura de medo e alegria que se apodera dos seus corações, ao verem a grande pedra do túmulo rolada para o lado e, dentro, um jovem de túnica branca. É maravilha pelas palavras escutadas: «Não vos assusteis! Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado? Ressuscitou» (16, 6). E depois por este convite: «Ele precede-vos a caminho da Galileia; lá O vereis» (16, 7). Acolhamos, também nós, este convite, o convite de Páscoa: vamos para a Galileia, onde nos precede o Senhor Ressuscitado. Mas, que significa «ir para a Galileia»?

Ir para a Galileia significa, antes de mais nada, recomeçar. Para os discípulos, é voltar ao lugar onde inicialmente o Senhor os procurou e chamou para O seguirem. É o lugar do primeiro encontro e do primeiro amor. Desde então, deixadas as redes, seguiram Jesus, escutando a sua pregação e assistindo aos prodígios que realizava. E todavia, apesar de estar sempre com Ele, não O compreendiam totalmente, muitas vezes entenderam mal as suas palavras e, à vista da cruz, fugiram deixando-O sozinho. Não obstante este falimento, o Senhor Ressuscitado apresenta-Se como Aquele que os precede uma vez mais na Galileia; precede-os, isto é, está diante deles. Chamara-os para O seguirem, e volta a chamá-los sem nunca Se cansar. O Ressuscitado está a dizer-lhes: «Partamos donde iniciamos. Recomecemos. Quero-vos de novo comigo, não obstante e para além de todos os falimentos». Nesta Galileia, aprendemos a maravilhar-nos com o amor infinito do Senhor, que traça novas sendas nos caminhos das nossas derrotas.

Aqui está o primeiro anúncio de Páscoa que gostava de vos deixar: é possível recomeçar sempre, porque há uma vida nova que Deus é capaz, independentemente de todos os nossos falimentos, de fazer reiniciar em nós. Deus pode construir uma obra de arte até a partir dos escombros do nosso coração; a partir mesmo dos pedaços arruinados da nossa humanidade, Deus prepara uma história nova. Ele sempre nos precede: na cruz do sofrimento, da desolação e da morte, bem como na glória duma vida que ressurge, duma história que muda, duma esperança que renasce. E, nestes meses sombrios de pandemia, ouçamos o Senhor ressuscitado que nos convida a recomeçar, a nunca perder a esperança.

Ir para a Galileia significa, em segundo lugar, percorrer caminhos novos. É mover-se na direção oposta ao túmulo. As mulheres procuram Jesus no túmulo, isto é, vão recordar o que viveram com Ele e que, agora, se perdeu para sempre. Vão repassar a sua tristeza. É a imagem duma fé que se tornou comemoração duma coisa linda mas que acabou, apenas para se recordar. Muitos vivem a «fé das recordações», como se Jesus fosse um personagem do passado, um amigo da juventude já distante, um facto sucedido há muito tempo quando, ainda criança, frequentava a catequese. Uma fé feita de hábitos, coisas do passado, belas recordações da infância, uma fé que já não me toca nem interpela. Ao contrário, ir para a Galileia significa aprender que a fé, para estar viva, deve continuar a caminhar. Deve reavivar cada dia o princípio do caminho, a maravilha do primeiro encontro. E depois confiar, sem a presunção de já saber tudo, mas com a humildade de quem se deixa surpreender pelos caminhos de Deus. Vamos para a Galileia descobrir que Deus não pode ser arrumado entre as recordações da infância, mas está vivo, sempre surpreende. Ressuscitado, nunca cessa de nos surpreender.

Aqui está o segundo anúncio de Páscoa: a fé não é um repertório do passado, Jesus não é um personagem ultrapassado. Ele está vivo, aqui e agora. Caminha contigo todos os dias, na situação que estás a viver, na provação que estás a atravessar, nos sonhos que trazes dentro de ti. Abre novos caminhos onde te parece que não existem, impele-te a ir contracorrente relativamente a nostalgias e ao «já visto». Mesmo que tudo te pareça perdido, abre-te maravilhado à sua novidade: surpreender-te-á.

Ir para a Galileia significa, além disso, ir aos confins. Porque a Galileia é o lugar mais distante: naquela região composta e diversificada, moram aqueles que estão mais longe da pureza ritual de Jerusalém. E todavia Jesus começou de lá a sua missão, dirigindo o anúncio a quem carrega fadigosamente a vida diária, aos excluídos, aos frágeis, aos pobres, para ser rosto e presença de Deus que incansavelmente vai à procura de quem está desanimado ou perdido, que Se move até aos confins da existência porque, a seus olhos, ninguém é último, ninguém está excluído. E hoje também é lá que o Ressuscitado pede aos seus para irem. É o lugar da vida diária, são os caminhos que percorremos todos os dias, são os recantos das nossas cidades onde o Senhor nos precede e Se torna presente, precisamente na vida de quem se encontra ao nosso lado e partilha conosco o tempo, a casa, o trabalho, as fadigas e as esperanças. Na Galileia, aprendemos que é possível encontrar o Ressuscitado no rosto dos irmãos, no entusiasmo de quem sonha e na resignação de quem está desanimado, nos sorrisos de quem exulta e nas lágrimas de quem sofre, sobretudo nos pobres e em quem é marginalizado. Ficaremos maravilhados ao ver como a grandeza de Deus se revela na pequenez, como a sua beleza resplandece nos simples e nos pobres.

E assim temos o terceiro anúncio de Páscoa: Jesus, o Ressuscitado, ama-nos sem fronteiras e visita todas as situações da nossa vida. Ele plantou a sua presença no coração do mundo e convida-nos também a nós a superar as barreiras, vencer os preconceitos, aproximar-nos de quem está ao nosso lado dia a dia, para redescobrir a graça da quotidianidade. Reconheçamo-Lo presente nas nossas «galileias», na vida de todos os dias. Com Ele, a vida mudará. Porque, para além de todas as derrotas, do mal e da violência, para além de todo sofrimento e para além da morte, o Ressuscitado vive e guia a história.

Irmão, irmã, se nesta noite tens no coração uma hora escura, um dia que ainda não raiou, uma luz sepultada, um sonho despedaçado, abre o coração maravilhado ao anúncio da Páscoa: «Não tenhas medo, ressuscitou! Espera-te na Galileia». Os teus anseios serão realizados, as tuas lágrimas serão enxugadas, os teus medos serão vencidos pela esperança. Porque o Senhor te precede, caminha à tua frente. E, com Ele, a vida recomeça.

25 de março de 2021

História de fé: O Terço e a verdureira


Havia uma senhora muito simples que vendia verduras na vizinhança, vendia alface, cebolinha, cheiro verde etc. … certo dia, tia Teca, conhecida por toda vizinhança, foi vender suas verduras na casa de um pastor e perdeu o terço no jardim da casa dele. Passado alguns dias, tia Teca voltou novamente à casa do pastor. Este veio logo zombar dela, ele dizia :

- “Você perdeu o seu Deus?”

Ela humildemente respondeu: – “Eu, perder o meu Deus, nunca!”

Então ele pegou o terço e disse: – “Não é este o seu Deus?”

Ela disse: – “Graças a Deus o senhor encontrou o meu terço, muito obrigado.”

Ele disse: – “Porque você não troca este cordão com estas sementinhas pela bíblia?”

Ela disse: - “Por que a bíblia eu não sei ler, e com o terço eu medito todas as palavras de Deus no meu coração.”

Ele perguntou: – “Medita as palavras de Deus? Como assim? Poderia me dizer?”

Posso sim, respondeu ela pegando o terço:
“- Quando eu pego na cruz, lembro-me que o Filho de Deus derramou todo o Seu sangue pregado numa cruz para salvar a humanidade.

Esta primeira conta grossa me lembra que há um só Deus Onipotente.

Estas três contas pequenas me lembram as três pessoas da Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espirito Santo.

Esta outra conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor mesmo nos ensinou, que é o Pai Nosso.

O terço tem cinco mistérios que fazem as cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo cravado na cruz, e cada mistério tem dez ave-marias, que me fazem lembrar os dez mandamentos que o Senhor mesmo escreveu nas tábuas de Moisés.

O Rosário de Nossa Senhora tem vinte mistérios, que são: Cinco gozosos, Cinco Luminosos, Cinco dolorosos e Cinco gloriosos.

De manhã quando me levanto para iniciar a minha luta do dia, eu rezo os mistérios gozosos, lembro-me do humilde lar de Maria em Nazaré.

No meio do dia, no meu cansaço e fadiga do trabalho eu rezo os mistérios dolorosos, que me lembram a dura caminhada de Jesus Cristo para o Calvário.
À tarde rezo os mistérios luminosos, lembrando dos momentos importantes da vida de Jesus, que Ele também trabalhou para que o Reinado de Deus se espalhasse.

Quando chega o fim do dia com todas as lutas vencidas eu rezo os mistérios gloriosos, que fazem lembrar que Jesus venceu a morte para nos dar a salvação e a toda humanidade.

E agora diga-me onde está a idolatria?”

Ele, depois de ouvir tudo isso, disse:
- “Eu não sabia disso, ensina-me a rezar o terço!”

19 de março de 2021

Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração Pelas Vocações


Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração Pelas Vocações
[25 de abril de 2021 - IV Domingo da Páscoa]

«São José: o sonho da vocação»

Queridos irmãos e irmãs!

No dia 8 de dezembro passado, teve início o Ano especial dedicado a São José, por ocasião do 150º aniversário da declaração dele como Padroeiro da Igreja universal (cf. Decreto da Penitenciaria Apostólica, 8 de dezembro de 2020). Da parte minha, escrevi a carta apostólica Patris corde, com o objetivo de «aumentar o amor por este grande Santo» (concl.). Trata-se realmente duma figura extraordinária e, ao mesmo tempo, «tão próxima da condição humana de cada um de nós» (introd.). São José não sobressaía, não estava dotado de particulares carismas, não se apresentava especial aos olhos de quem se cruzava com ele. Não era famoso, nem se fazia notar: dele, os Evangelhos não transcrevem uma palavra sequer. Contudo, através da sua vida normal, realizou algo de extraordinário aos olhos de Deus.

Deus vê o coração (cf. 1 Sam 16, 7) e, em São José, reconheceu um coração de pai, capaz de dar e gerar vida no dia a dia. É isto mesmo que as vocações tendem a fazer: gerar e regenerar vidas todos os dias. O Senhor deseja moldar corações de pais, corações de mães: corações abertos, capazes de grandes ímpetos, generosos na doação, compassivos para consolar as angústias e firmes para fortalecer as esperanças. Disto mesmo têm necessidade o sacerdócio e a vida consagrada, particularmente nos dias de hoje, nestes tempos marcados por fragilidades e tribulações devidas também à pandemia que tem suscitado incertezas e medos sobre o futuro e o próprio sentido da vida. São José vem em nossa ajuda com a sua mansidão, como Santo ao pé da porta; simultaneamente pode, com o seu forte testemunho, guiar-nos no caminho.

A vida de São José sugere-nos três palavras-chave para a vocação de cada um. A primeira é sonho. Todos sonham realizar-se na vida. E é justo nutrir aspirações grandes, expectativas altas, que objetivos efémeros como o sucesso, a riqueza e a diversão não conseguem satisfazer. Realmente, se pedíssemos às pessoas para traduzirem numa só palavra o sonho da sua vida, não seria difícil imaginar a resposta: «amor». É o amor que dá sentido à vida, porque revela o seu mistério. Pois só se tem a vida que se dá, só se possui de verdade a vida que se doa plenamente. A este propósito, muito nos tem a dizer São José, pois, através dos sonhos que Deus lhe inspirou, fez da sua existência um dom.

Os Evangelhos falam de quatro sonhos (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19.22). Apesar de serem chamadas divinas, não eram fáceis de acolher. Depois de cada um dos sonhos, José teve de alterar os seus planos e entrar em jogo para executar os misteriosos projetos de Deus, sacrificando os próprios. Confiou plenamente. Podemos perguntar-nos: «Que era um sonho noturno, para o seguir com tanta confiança?» Por mais atenção que se lhe pudesse prestar na antiguidade, valia sempre muito pouco quando comparado com a realidade concreta da vida. Todavia São José deixou-se guiar decididamente pelos sonhos. Porquê? Porque o seu coração estava orientado para Deus, estava já predisposto para Ele. Para o seu vigilante «ouvido interior» era suficiente um pequeno sinal para reconhecer a voz divina. O mesmo se passa com a nossa vocação: Deus não gosta de Se revelar de forma espetacular, forçando a nossa liberdade. Transmite-nos os seus projetos com mansidão; não nos ofusca com visões esplendorosas, mas dirige-Se delicadamente à nossa interioridade, entrando no nosso íntimo e falando-nos através dos nossos pensamentos e sentimentos. E assim nos propõe, como fez com São José, metas elevadas e surpreendentes.

Na realidade, os sonhos introduziram José em aventuras que nunca teria imaginado. O primeiro perturbou o seu noivado, mas tornou-o pai do Messias; o segundo fê-lo fugir para o Egito, mas salvou a vida da sua família. Depois do terceiro, que ordenava o regresso à pátria, vem o quarto que o levou a mudar os planos, fazendo-o seguir para Nazaré, onde precisamente Jesus havia de começar o anúncio do Reino de Deus. Por conseguinte, em todos estes transtornos, revelou-se vitoriosa a coragem de seguir a vontade de Deus. Assim acontece na vocação: a chamada divina impele sempre a sair, a dar-se, a ir mais além. Não há fé sem risco. Só abandonando-se confiadamente à graça, deixando de lado os próprios programas e comodidades, é que se diz verdadeiramente «sim» a Deus. E cada «sim» produz fruto, porque adere a um desígnio maior, do qual entrevemos apenas alguns detalhes, mas que o Artista divino conhece e desenvolve para fazer de cada vida uma obra-prima. Neste sentido, São José constitui um ícone exemplar do acolhimento dos projetos de Deus. Trata-se, porém, de um acolhimento ativo, nunca de abdicação nem capitulação; ele «não é um homem resignado passivamente. O seu protagonismo é corajoso e forte» (Carta ap. Patris corde, 4). Que ele ajude a todos, sobretudo aos jovens em discernimento, a realizar os sonhos que Deus tem para cada um; inspire a corajosa intrepidez de dizer «sim» ao Senhor, que sempre surpreende e nunca desilude!

Uma segunda palavra marca o itinerário de São José e da vocação: serviço. Dos Evangelhos, resulta como ele viveu em tudo para os outros e nunca para si mesmo. O Povo santo de Deus chama-lhe castíssimo esposo, desvendando assim a sua capacidade de amar sem nada reservar para si próprio. Libertando o amor de qualquer posse, abriu-se realmente a um serviço ainda mais fecundo: o seu cuidado amoroso atravessou as gerações, a sua custódia solícita tornou-o patrono da Igreja. Ele que soube encarnar o sentido oblativo da vida, é também patrono da boa-morte. Contudo o seu serviço e os seus sacrifícios só foram possíveis, porque sustentados por um amor maior: «Toda a verdadeira vocação nasce do dom de si mesmo, que é a maturação do simples sacrifício. Mesmo no sacerdócio e na vida consagrada, requer-se este género de maturidade. Quando uma vocação matrimonial, celibatária ou virginal não chega à maturação do dom de si mesmo, detendo-se apenas na lógica do sacrifício, então, em vez de significar a beleza e a alegria do amor, corre o risco de exprimir infelicidade, tristeza e frustração» (Ibid., 7).

O serviço, expressão concreta do dom de si mesmo, não foi para São José apenas um alto ideal, mas tornou-se regra da vida diária. Empenhou-se para encontrar e adaptar um alojamento onde Jesus pudesse nascer; prodigalizou-se para O defender da fúria de Herodes, apressando-se a organizar a viagem para o Egito; voltou rapidamente a Jerusalém à procura de Jesus que tinham perdido; sustentou a família trabalhando, mesmo em terra estrangeira. Em resumo, adaptou-se às várias circunstâncias com a atitude de quem não desanima se a vida não lhe corre como queria: com a disponibilidade de quem vive para servir. Com este espírito, José empreendeu as viagens numerosas e muitas vezes imprevistas da vida: de Nazaré a Belém para o recenseamento, em seguida para Egito, depois para Nazaré e, anualmente, a Jerusalém, sempre pronto a enfrentar novas circunstâncias, sem se lamentar do que sucedia, mas disponível para dar uma mão a fim de reajustar as situações. Pode-se dizer que foi a mão estendida do Pai Celeste para o seu Filho na terra. Assim não pode deixar de ser modelo para todas as vocações, que a isto mesmo são chamadas: ser as mãos operosas do Pai em prol dos seus filhos e filhas.

Por isso gosto de pensar em São José, guardião de Jesus e da Igreja, como guardião das vocações. Com efeito, da própria disponibilidade em servir, deriva o seu cuidado em guardar. «Levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe» (Mt 2, 14): refere o Evangelho, indicando a sua disponibilidade e dedicação à família. Não perdeu tempo a cismar sobre o que estava errado, para não o subtrair a quem lhe estava confiado. Este cuidado atento e solícito é o sinal duma vocação realizada. É o testemunho duma vida tocada pelo amor de Deus. Que belo exemplo de vida cristã oferecemos quando não seguimos obstinadamente as nossas ambições nem nos deixamos paralisar pelas nossas nostalgias, mas cuidamos de quanto nos confia o Senhor, por meio da Igreja! Então Deus derrama o seu Espírito, a sua criatividade sobre nós; e realiza maravilhas, como em José.

Além da chamada de Deus – que realiza os nossos sonhos maiores – e da nossa resposta – que se concretiza no serviço pronto e no cuidado carinhoso –, há um terceiro aspeto que atravessa a vida de São José e a vocação cristã, cadenciando o seu dia a dia: a fidelidade. José é o «homem justo» (Mt 1, 19) que, no trabalho silencioso de cada dia, persevera na adesão a Deus e aos seus desígnios. Num momento particularmente difícil, detém-se «a pensar» em tudo (cf. Mt 1, 20). Medita, pondera: não se deixa dominar pela pressa, não cede à tentação de tomar decisões precipitadas, não segue o instinto nem se cinge àquele instante. Tudo repassa com paciência. Sabe que a existência se constrói apenas sobre uma contínua adesão às grandes opções. Isto corresponde à laboriosidade calma e constante com que desempenhou a profissão humilde de carpinteiro (cf. Mt 13, 55), pela qual inspirou, não as crónicas da época, mas a vida quotidiana de cada pai, cada trabalhador, cada cristão ao longo dos séculos. Porque a vocação, como a vida, só amadurece através da fidelidade de cada dia.

Como se alimenta esta fidelidade? À luz da fidelidade de Deus. As primeiras palavras recebidas em sonho por São José foram o convite a não ter medo, porque Deus é fiel às suas promessas: «José, filho de David, não temas» (Mt 1, 20). Não temas: são estas as palavras que o Senhor dirige também a ti, querida irmã, e a ti, querido irmão, quando, por entre incertezas e hesitações, sentes como inadiável o desejo de Lhe doar a vida. São as palavras que te repete quando no lugar onde estás, talvez no meio de dificuldades e incompreensões, te esforças por seguir diariamente a sua vontade. São as palavras que descobres quando, ao longo do itinerário da chamada, retornas ao primeiro amor. São as palavras que, como um refrão, acompanham quem diz sim a Deus com a vida como São José: na fidelidade de cada dia.

Esta fidelidade é o segredo da alegria. Como diz um hino litúrgico, na casa de Nazaré reinava «uma alegria cristalina». Era a alegria diária e transparente da simplicidade, a alegria que sente quem guarda o que conta: a proximidade fiel a Deus e ao próximo. Como seria belo se a mesma atmosfera simples e radiosa, sóbria e esperançosa, permeasse os nossos seminários, os nossos institutos religiosos, as nossas residências paroquiais! É a alegria que vos desejo a vós, irmãos e irmãs que generosamente fizestes de Deus o sonho da vida, para O servir nos irmãos e irmãs que vos estão confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que desaparecem sem gerar a alegria. São José, guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai!

Roma, São João de Latrão, 19 de março de 2021, Solenidade de São José

Francisco


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13 de março de 2021

As sete dores e alegrias de São José



As sete dores de São José

Primeira Dor: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo (Mt 1,18).

Segunda Dor: Veio para o que era seu, e os seus não o acolheram (Jo 1,1).

Terceira Dor: Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido (Lc 2,21).

Quarta Dor: Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações (Lc 2, 34).

Quinta Dor: O Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! (Mt 2,13).

Sexta Dor: José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, entrou na terra de Israel. Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá (Mt 2, 22).

Sétima Dor: Começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura (Lc2, 44)

 

As sete alegrias de São José

Primeira Alegria: O anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo (Mt 1, 20-21).

Segunda Alegria: Foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura (Lc 2,16).

Terceira Alegria: A quem porás o nome de Jesus, será chamado Filho do Altíssimo..., e o seu reino não terá fim (Lc 1, 31 e 32).

Quarta Alegria: Porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações (Lc 2, 30.32).

Quinta Alegria: Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 'Do Egito chamei o meu Filho' (Mt 2,15)

Sexta Alegria: Depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno (Mt 2,23).

Sétima Alegria: Três dias depois, O encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas (Lc 2,45 )

Fonte: OpusDei 

21 de janeiro de 2021

História de Santa Inês

 


Santa Inês tem o nome originário do grego e significa pura. Inês nasceu em Roma, no ano 304. Era de família nobre, descendente da família Cláudia. Desde pequena foi educada na fé cristã. Foi cuidada por uma Aia, uma babá. Desde criança demonstrou personalidade forte e decidiu consagrar sua pureza para Deus.

Vida de Santa Inês
Com apenas 13 anos já era cheia de pretendentes, por causa de sua beleza. Inês foi cobiçada por sua beleza e riqueza por um jovem romano chamado Fúlvio, que era filho de Simprônio, o prefeito de Roma. Fúlvio fez o pedido de casamento formal à família. Inês, porém, não aceitou por causa de sua consagração a Deus.

Fúlvio, indignado, denunciou Inês como cristã. E era tempo de perseguição contra os cristãos. Por isso, Inês foi presa, e após um julgamento forjado, foi condenada a vários castigos. Os pais de Santa Inês nada puderam fazer em seu favor, pois o prefeito de Roma era superior a eles.

Santa Inês, castigada pelos homens e defendida por Deus
Assim, sem poder contar com o socorro de seus pais, queriam obrigar Inês a manter aceso o fogo da deusa romana do lar e do fogo chamada Vesta, no templo dedica à deusa. O castigo era uma maneira de obrigar Inês renunciar à sua fé.

Mas Inês  recusou-se e disse ao prefeito: Se recusei seu filho que é homem, como pode pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua? Meu esposo não é desta terra (Jesus Cristo). Sou jovem, é verdade, mas a fé não se mede pelos anos e sim pelas obras. Deus mede a alma, não a idade. Quanto aos deuses, podem até ficar furiosos, que eu não os temo. Meu Deus é amor.

O prefeito, irado, condenou Inês a uma pena pior: ser exposta nua num prostíbulo do circo Agnolo, em Roma, para que todos os homens a vissem. Inês pediu proteção a Deus. Então, uma luz celestial a protegeu, de forma que ninguém conseguiu se aproximar dela. Em seguida seus cabelos cresceram rápido e protegeram seu corpo.

Milagres de Santa Inês
O primeiro homem que tentou agarrar Inês nua no prostíbulo ficou cego por causa da luz que a protegia. Ao ver o homem cego, porém, Santa Inês rezou por ele, perdoou e ele pode ver novamente, convertendo-se. O homem passou a ver não uma jovem nua, mas uma filha de Deus, da qual emanava o amor de Deus, que equilibra e coloca as paixões humanas em seu devido lugar.

Não obstante esse milagre, outro homem tentou violentá-la. Dessa vez, porém, um anjo do Senhor o matou. Santa Inês, mais uma vez, ficou com pena e orou a Deus. O homem ressuscitou. Por causa desses acontecimentos, no local onde foi esse prostíbulo, hoje se ergue a Basílica de Santa Inês em Roma.

Torturas a pequena Santa Inês
Simprônio, o prefeito de Roma, ao ver tudo isso, teve medo e passou o caso da jovem Inês para o vice prefeito chamado Aspásio. Este era ainda mais cruel e mandou queimá-la. Porém as chamas nada fizeram a ela e sim aos os soldados que estavam em volta.

Depois disso, Santa Inês passou por vários castigos sob as ordens de Aspásio. Foi acorrentada e esticada na roda de tortura, mas nada a afetava. Inês, por sua vez, perseverava louvando a Jesus e nunca cedendo a nenhuma pressão.

Morte de Santa Inês
Por fim, Aspasio, mandou cortar sua cabeça. Assim, com apenas 13 anos, ela foi morta. Foi em 21 de janeiro do ano 317. Por causa da data da sua morte, a festa de Santa Inês é realizada no dia 21 de janeiro, que celebra o dia do seu nascimento no céu.

Consolo para os pais da santa
Oito dias depois de sua morte, seus pais estavam desconsolados rezando em seu túmulo. Então Santa Inês apareceu a eles para consolá-los. Ela estava cercada por várias jovens virgens e anjos, segurando um cordeirinho e um lírio. Ela relatou sua felicidade a seus pais que, desse momento em diante, viveram felizes em Roma e perseveraram na fé.

Comprovação arqueológica
Havia um crânio no tesouro de relíquias do Sancta Sanctorum da Basílica de Latrão, em Roma, que há séculos era guardado como sendo de Santa Inês. Recentemente foram realizados exames forenses sobre este crânio e foi comprovado que se trata realmente do crânio de uma menina de 13 anos. Hoje, o crânio de Santa Inês está na Igreja de Santa Inês em Agonia (Sant'Agnese in Agone), localizada na Praça Navona, em Roma.

Imagem de Santa Inês
Nas imagens de Santa Inês, ela é representada frequentemente com um cordeiro nos braços, símbolo de Jesus, o Cordeiro de Deus, e também porque seu nome vem do latim agnus (cordeiro). Ela também segura um lírio, símbolo da pureza.

O pálio dos Bispos
Todos os anos, os padres da Basílica de Santa Inês levam dois cordeiros para o Papa abençoar. Os cordeiros depois são tosquiados e sua lã é levada para fazer os pálios, 2 tiras de lã branca, que são usados na liturgia pelos Arcebispos da Igreja Católica. O pálio é um símbolo que lhes confere o poder da jurisdição. Santa Inês é cantada na ladainha de Todos os Santos. Santa Inês é Padroeira da Pureza e da castidade, é também a padroeira dos noivos.

Oração a Santa Inês
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, fonte de todas as virtudes, amigo das almas virginais, vencedor fortíssimo das ciladas dos poderosos, severíssimo extirpador de todos os vícios, lançai propício vosso olhar para a minha fraqueza, e pela intercessão de Vossa Santíssima Mãe, a Virgem Maria e de Santa Inês, concedei o auxilio de vossa divina graça.

Santa Inês, rogai por nós.

Fonte: Cruz Terra Santa

30 de dezembro de 2020

Catequese Papa Francisco: com a gratidão, transmitimos esperança ao mundo


PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL

Biblioteca do Palácio Apostólico
Quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Catequese - 20. A oração de ação de graças

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de meditar sobre a oração de ação de graças. Inspiro-me num episódio narrado pelo evangelista Lucas. Enquanto Jesus está a caminho, dez leprosos vão ao seu encontro e imploram: «Jesus, Mestre, tem piedade de nós!» (17, 13). Sabemos que para os doentes de lepra, o sofrimento físico era acompanhado de marginalização social e de marginalização religiosa. Eram marginalizados. Jesus não evita um encontro com eles. Muitas vezes vai além dos limites impostos pelas leis e toca o doente – que não se podia fazer - abraça-o, cura-o. Neste caso, não há contato. À distância, Jesus convida-os a apresentar-se aos sacerdotes (v. 14), que, segundo a lei, estavam encarregados de certificar a cura. Jesus não diz mais nada. Ouviu o seu pedido, ouviu o seu grito de piedade, e envia-os imediatamente aos sacerdotes.

Aqueles dez confiam n'Ele, não permanecem lá até ao momento de serem curados, não: confiam e partem imediatamente, e enquanto caminham, os dez são curados. Então, os sacerdotes poderiam ter verificado a sua cura e readmiti-los na vida normal. Mas aqui está o ponto mais importante: daquele grupo, apenas um, antes de ir ter com os sacerdotes, volta para agradecer a Jesus e louvar a Deus pela graça recebida. Só um, os outros nove continuam o caminho. E Jesus observa que aquele homem era samaritano, uma espécie de “herege” para os judeus daquela época. Jesus comenta: «Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?» (17, 18). A narração é comovedora!

Esta narração, por assim dizer, divide o mundo em dois: os que não agradecem e os que o fazem; os que tomam tudo como se lhes fosse devido, e os que aceitam tudo como dom, como graça. O Catecismo  escreve: «Qualquer acontecimento e qualquer necessidade podem transformar-se em oferenda de ação de graças» (n. 2638). A oração de ação de graças começa sempre a partir do reconhecer-se precedidos pela graça. Fomos pensados antes que aprendêssemos a pensar; fomos amados antes que aprendêssemos a amar; fomos desejados antes que brotasse um desejo no nosso coração. Se olharmos para a vida desta forma, então o “agradecimento” torna-se o motivo-guia dos nossos dias. Muitas vezes esquecemos até de dizer “obrigado”.

Para nós, cristãos, a ação de graças deu o nome ao Sacramento mais essencial que existe: a Eucaristia. Com efeito, a palavra grega significa exatamente isto: agradecimento. Como todos os crentes, os cristãos bendizem a Deus pelo dom da vida. Viver é, sobretudo, ter recebido a vida. Todos nós nascemos porque alguém desejou a vida para nós. E esta é apenas a primeira de uma longa série de dívidas que contraímos vivendo. Dívidas de gratidão. Na nossa existência, mais do que uma pessoa fitou-nos com um olhar puro, gratuitamente. Muitas vezes são educadores, catequistas, pessoas que desempenharam o seu papel além da medida exigida pelo dever. E eles fizeram surgir em nós a gratidão. A amizade é também um dom pelo qual devemos estar sempre gratos.

Este “obrigado”, que devemos pronunciar continuamente, este obrigado que o cristão partilha com todos, dilata-se no encontro com Jesus. Os Evangelhos atestam que a passagem de Jesus suscitava frequentemente alegria e louvor a Deus naqueles que o encontravam. As histórias de Natal são povoadas de orantes, cujos corações foram alargados pela vinda do Salvador. E também nós fomos chamados a participar neste imenso júbilo. Isto também é sugerido pelo episódio dos dez leprosos que foram curados. Naturalmente, todos eles ficaram felizes por ter recuperado a saúde, podendo assim sair daquela interminável quarentena forçada que os excluía da comunidade. Mas entre eles havia um que acrescentou alegria à alegria: além da cura, regozijou-se por ter encontrado Jesus. Não só está livre do mal, mas agora também tem a certeza de ser amado. Este é o núcleo: quando agradeces, expressas a certeza de seres amado. Este é um passo grande: ter a certeza de ser amado. É a descoberta do amor como a força que governa o mundo. Dante disse: o Amor «que move o sol e as outras estrelas» (Paraíso, XXXIII, 145). Já não somos viajantes que vagueiam por aqui e por ali, não: temos uma casa, habitamos em Cristo, e desta “morada” contemplamos o resto do mundo, e parece-nos infinitamente mais bonito. Somos filhos do amor, somos irmãos do amor. Somos homens e mulheres de graça.

Portanto, irmãos e irmãs, procuremos estar sempre na alegria do encontro com Jesus. Cultivemos a alegria. O diabo, ao contrário, depois de nos ter enganado – com qualquer tentação - deixa-nos sempre tristes e sozinhos. Se estivermos em Cristo, nenhum pecado nem ameaça nos pode impedir de continuar o nosso percurso com alegria, com os nossos numerosos companheiros de caminho.

Acima de tudo, não deixemos de agradecer: se formos portadores de gratidão, o mundo também se tornará melhor, talvez só um pouco, mas é suficiente para lhe transmitir um pouco de esperança. O mundo precisa de esperança e com a gratidão, com esta atitude de dizer obrigado, transmitimos um pouco de esperança. Tudo está unido, tudo está interligado, e cada um pode desempenhar a sua parte onde quer que esteja. O caminho para a felicidade é aquele que São Paulo descreveu no final de uma das suas cartas: «Orai sem cessar. Dai graças em todas as circunstâncias, pois a respeito de vós esta é a vontade de Deus, em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito!» (1 Ts 5, 17-19). Não extingais o Espírito, bom programa de vida! Não extinguir o Espírito que temos dentro leva-nos à gratidão.

Saudações:

Queridos irmãos e irmãs, no último domingo celebramos a Festa da Sagrada Família. Aprendamos de São José e da Virgem Maria, que cuidaram com tanto amor do Menino Jesus, a amar sempre mais aqueles que Deus nos confiou. Abençoo-vos de coração, desejando-vos um sereno e feliz Ano Novo!

APELO

Ontem, um terramoto causou vítimas e grandes danos na Croácia. Expresso a minha proximidade aos feridos e às pessoas atingidas pelo sismo, e rezo em particular por quantos perderam a vida e pelos seus familiares. Espero que as autoridades do país, com a ajuda da comunidade internacional, em breve possam aliviar o sofrimento do querido povo croata.

Resumo da catequese do Santo Padre:

No Evangelho de São Lucas, lê-se de dez leprosos que vêm ao encontro do Senhor implorando: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!”. Nosso Senhor escuta o seu grito e lhes envia aos sacerdotes, que tinham a função de comprovar a realidade da cura. No caminho, todos os dez resultam curados, e aqui vem o ponto mais importante: somente um retorna para agradecer a Jesus. Esta narrativa, por assim dizer, divide as pessoas em dois tipos: aquelas que não agradecem e aquelas que agradecem; aquelas que recebem tudo como algo que lhes fosse devido, e aquelas que acolhem tudo como dom, como graça. A oração de agradecimento começa sempre a partir do reconhecimento de que fomos precedidos pela graça. Alguém pensou em nós, antes que pudéssemos pensar; fomos amados antes que pudéssemos amar; fomos desejados antes que o nosso coração fosse capaz de expressar um desejo. Se olhamos para a vida deste modo, então o “obrigado” torna-se o tema-guia das nossas jornadas. Para nós, cristãos, a ação de graças deu nome ao mais essencial dos sacramentos: a Eucaristia. De fato, o vocábulo grego significa precisamente isto: agradecimento. Os cristãos, como todos os demais crentes, bendizem a Deus pelo dom da vida. Viver é antes de tudo haver recebido um dom. Este “obrigado” que o cristão compartilha com os demais, dilata-se ainda mais no encontro com Jesus, como nos atesta o episódio dos dez leprosos curados. Naturalmente todos experimentavam a alegria de ter sido curados, de poder sair daquela interminável quarentena à qual eram forçados, mas houve um que a esta alegria uniu outra: a de ter encontrado Jesus. Não somente foi libertado do mal, mas possui agora a certeza de ser amado. De igual modo, procuremos sempre a alegria do encontro com Jesus e, sobretudo, não esqueçamos de agradecer: se somos portadores de gratidão, o mundo se torna um lugar melhor.

Mãe do Beato Carlo Acutis envia mensagem pró-vida aos senadores argentinos

 


Por ocasião da votação do projeto de legalização do aborto na Argentina, a mãe do beato Carlo Acutis, Antonia Salzano, afirmou que seu filho era contra essa prática e destacou que impedir o nascimento dos bebês é impedir o progresso do mundo, segundo o Projeto de Deus.

O Senado iniciou o debate sobre a legalização do aborto às 16h do dia 29 de dezembro, dia seguinte ao que a Igreja recordou os Santos Inocentes, as crianças assassinadas pelo rei Herodes.

A Associação “Amigos de Carlo Acutis” publicou no dia 28 de dezembro a mensagem de vídeo na qual Antonia Salzano expressa que “cada um de nós tem um projeto único e irrepetível, um projeto especial que o Senhor pensou desde a eternidade”.

“Cada um de nós tem o poder, digamos, com suas ações com a graça que recebe de Deus, tem a missão de mudar o mundo de uma forma positiva, de levar luz ao mundo”.

“Claro que impedir uma vida é impedir que o mundo progrida, cada vida é um progresso do mundo, se for vivida em união com Deus segundo o que seja o projeto que Deus pensou desde a eternidade para cada um de nós”, manifestou.

Antonia explicou que Carlo "era contra o aborto" e que apoiava a alternativa da adoção.

Da mesma forma, especificou que o jovem beato também questionava a técnica de congelamento de embriões, pois de "todas essas crianças fertilizadas artificialmente, sobra um grande número de embriões que estão congelados e permanecem lá por décadas, ou nunca terão a possibilidade de poder viver, de realizar o projeto que Deus desde a eternidade pensou para esses embriões”.

“É triste saber que tantas almas não têm permissão para viver, são impedidas de expressar a sua particularidade, o talento que certamente Deus lhes concedeu”, acrescentou.

“Pensemos em tantas figuras que no mundo ajudaram a humanidade” como Madre Teresa de Calcutá, Irmã Lúcia de Fátima, Santa Bernadete, São João Bosco, Papa São João Paulo II, entre outros.

“Se seus pais tivessem pensado em não dar à luz, eles não teriam” vivido, disse a mãe do Beato Carlo Acutis.

“Muitas vezes acontece que quem tem talento não os pode expressar, inclusive nascendo, porque, como dizia Carlo, ‘todos nascemos originais, mas muitos morrem como fotocópias’”, lembrou.

Nesse sentido, Antonia Salzano manifestou a sua esperança para que “Deus permita a muitos viver e poder realizar este projeto especial que Deus, desde a eternidade, pensou, sobretudo o colocar a Deus sobre todas as coisas, o de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

“O projeto para o qual Deus nos chama, o projeto de amor, o projeto de poder já nesta vida amar a Deus e sobretudo amar o próximo e crescer na virtude da caridade que será nossa herança por toda a eternidade”, refletiu Salzano.

Nesse sentido, “o grau de caridade que atingiremos nesta vida, será o grau de caridade que desfrutaremos por toda a eternidade”, insistiu.

"E como Deus escreve direito nas linhas tortas dos homens, esperamos que também esses momentos de sofrimento nos ajudem a tornar este mundo um mundo melhor, onde verdadeiramente o homem se lembre de que sem Deus não podemos fazer nada".

“Feliz Natal e peço-lhes uma oração para a canonização de Carlo”, concluiu Antonia Salzano.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.


22 de dezembro de 2020

Santa Missa: ritos finais

 

“Celebramos a Eucaristia para aprender a tornar-nos homens e mulheres eucarísticos.” (Papa Francisco)

Irmão Rafael Pedro Susrina, PSDP

Os Ritos Finais são caracterizados pela brevidade e simplicidade, concluem a Santa Missa.

 

Ritos Finais

“Aos ritos de encerramento pertencem:

a) breves comunicações, se forem necessárias[1];

b) saudação e bênção do sacerdote, que em certos dias e ocasiões é enriquecida e expressa pela oração sobre o povo, ou por outra fórmula mais solene;

c) despedida do povo pelo diácono ou pelo sacerdote, para que cada qual retorne às suas boas obras, louvando e bendizendo a Deus;

d) o beijo ao altar pelo sacerdote e o diácono e, em seguida, a inclinação profunda ao altar pelo sacerdote, o diácono e os outros ministros.” (Instrução Geral do Missal Romano, n. 90)

 

A primeira ação realizada nos ritos finais é a leitura dos avisos. Em algumas comunidades chegam a ser exaustivos, pela quantidade proferida. Pois além de, somente, comunicar o que há de relevante para a comunidade reunida, fazem comentários, explicações sobre cada um dos avisos, protelando na celebração um momento que não deve ser longo e enrolado, mas prático e claro. Comunicando o que é para ser comunicado, e ponto final.

A acolhida de novos membros na comunidade, parabéns aos aniversariantes, sorteio de rifa, entrega de presentes aos dizimistas... são tantas as situações que acontecem nesse momento. Mas ao invés de dizer se todas são ‘importantes’ para acontecerem dentro da Santa Missa ou uma sim e outra não, ou ainda, se podem ou não podem ser realizadas, deixarei a complexidade desta resposta para a consciência de cada um, buscando trazer a memória algumas perguntas que podem ajudar na reflexão: o que significa celebrar a Santa Missa? O que é a Santa Missa? Dentro da Santa Missa, essas ações realizadas se encaixam? Recordo a frase do Papa Francisco: “A Missa significa repercorrer o calvário, não é um espetáculo”. Por isso, neste momento, deve evitar qualquer coisa que destoe do mistério celebrado. Todos devem sair refletindo a Palavra de Deus e a grandeza da sua Misericórdia e não como se estivessem estado em uma festa ou lugar qualquer.

Posteriormente, inicia-se a bênção do sacerdote. Assim como a Missa teve seu início com o sinal da cruz, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, é em nome da Trindade que concluiremos o momento central de nossa vida. “O sinal da cruz, – discorre o Papa Bento XVI –, significa pronunciar um sim visível e público Aquele que morreu por nós e que ressuscitou, ao Deus que na humildade e da debilidade do seu amor é Onipotente, mais vigoroso que todo o poder e inteligência do mundo.”[2]. É reconhecer o amor de Deus e aceita-lo em nossa vida, deixando-nos ser transformados por Ele. Por isso, nesse momento, precisamos estar conscientes do que estamos a receber.

Um gesto que muitas vezes esquecemos de fazer e, portanto, viver é o ato de se inclinar. E nesse momento somos convidados a inclinar-nos para receber a bênção de Deus. Inclinar-se diante de alguém é sinal de grande respeito; é também adoração, diante do Santíssimo Sacramento. Os fiéis inclinam a cabeça para receber a bênção solene. O Papa Bento XVI explica essa realidade, quando cardeal:

“Quando a mão do sacerdote, ao nos abençoar, se estende sobre nós, inclinamo-nos e guardamos uns instantes de silêncio, porque sabemos que o dedo de Deus, o dedo do amor que move o universo, por um instante, chega um pouco mais perto de nossa vida; porque sabemos que nosso destino está nas mãos de quem agora nos deseja felicidade e é o único que tem o poder não somente de nos desejar felicidade, mas também de concedê-la. Talvez também vos tenha chamado atenção alguma vez o fato de que a bênção se dá com o Sinal da Cruz; com o sinal, portanto, que nos recorda o último desamparo do Deus-Homem [...], e, em geral, íntimo desamparo, que subjaz no fundo de todas as coisas. Mas isso tem que ser assim. Isso nos recorda a dura e, no entanto, ineludível realidade de que toda bênção procede de um sacrifício; de seu sacrifício.”[3].

A terceira ação é a despedida do povo, proferida pelo sacerdote ou diácono: “Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.”. Respondida pela assembleia: “Graças a Deus.”. Mas o que significa esse momento, um ir embora contente e feliz por ter acabado o suplício? Espero que ninguém há de responder que ‘sim’, pois como nos exorta o Papa Francisco: “quando a Missa termina, tem início o compromisso do testemunho cristão. Os cristãos não vão à Missa para cumprir um dever semanal e depois esquecer-se, não! Os cristãos vão à Missa para participar na Paixão e Ressurreição do Senhor, e em seguida viver mais como cristãos: tem início o compromisso do testemunho cristão! Saímos da igreja para ‘ir em paz’ levar a Bênção de Deus às atividades diárias, aos nossos lares, aos ambientes de trabalho, às ocupações da cidade terrena, ‘glorificando o Senhor com a nossa vida’.”[4] São esses alguns dos elementos que fazem parte da nossa resposta “Graças a Deus”.

Concluindo a Santa Missa devo questionar-me:

·         Quais são as sementes que colhi, ao ouvir Deus falar, que buscarei cuidar para produzir frutos durante esta semana?

·         Do jeito que iniciei a Santa Missa estou saindo ou mudou algo em mim? O que devo fazer?

·         Não mudou nada ou eu não quis me abrir a ação de Deus?

·         Vivi profundamente o Mistério celebrado, ou fiquei ocupado com distrações?

 

Não é normal nos encontrarmos com quem Amamos e não sairmos transformados por ocasião deste encontro. Pois “devo sair melhor que quando entrei, com mais vida, com mais força, com mais vontade de dar testemunho cristão.”[5]. De converter o que ainda há de desagrado a Deus em minha vida. Se ainda não aconteceu alguma mudança, não preciso me desesperar, pois devo continuar participando ativamente e implorando, cada vez mais, ao Espírito Santo para que me conceda a graça de viver este mistério, de deixar-me transformar por ele, abrir-me a Graça.

Por fim, por que celebramos a Eucaristia? O Papa, mais uma vez, nos ajuda a responder: “para aprender a tornar-nos homens e mulheres eucarísticos.”[6] Mas o que isso significa na prática? “Significa deixar que Cristo aja nas nossas obras: que os seus pensamentos sejam os nossos, os seus sentimentos os nossos, as suas escolhas as nossas. E isto é santidade: agir como Cristo é santidade cristã.”[7].

A Santa Missa não é uma celebração separada da vida, é o momento mais alto da vida cristã. Deve influir em toda nossa vida, pois não termina quando recebemos a benção, mas continua ao longo da vida.

O sacrifício de Cristo deve ajudar o cristão a suportar com alegria os sacrifícios e os sofrimentos que nos reserva a vida. Tornando-se “dom” a serviço da Igreja e dos irmãos segundo o exemplo de Jesus que se doou ao Pai e à humanidade. Desta forma a celebração da Santa Missa não é somente “ritual”, mas “vital”.

Vivamos em busca da santidade. Vivamos intensamente a Santa Missa. Vivamos Cristo.

 

“Lembremo-nos ó meus queridos, que a primeira e grande honra a ser buscada é a da santidade de nossa vida.” (São João Calábria)

 


[1] Os negritos dentro do texto da Instrução Geral do Missal Romano, são detalhes do autor, visam dar destaque a explicações que não se faziam presentes nas edições anteriores do Missal Romano.

[2] BENTO XVI, Papa. Angelus, 11 de set. 2005. http://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/angelus/2005/documents/hf_ben-xvi_ang_20050911.html. Acesso em: 01 dez. 2020.

[3] RATZINGER, Joseph. Introdução ao Espírito da liturgia. São Paulo: Loyola, 2013. p. 153.

[4] FRANCISCO, Papa. Audiência Geral, 4 de abr. de 2018. http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2018/documents/papa-francesco_20180404_udienza-generale.html. Acesso em: 13 set. 2020.

[5] Ibidem.

[6] Ibidem.

[7] Ibidem.